Como adaptar a alimentação no intercâmbio

Quando você chega em um país para um intercâmbio, é normal passar por diversos choques culturais. A comida, sem dúvidas, vai ser um deles. Os ingredientes, a forma de preparo e até a maneira de servir podem ser uma experiência totalmente nova. Apesar disso, com o tempo você se acostuma. Para ficar mais fácil, trouxemos algumas dicas de como adaptar a alimentação no intercâmbio.

Considere suas opções

É claro que você não precisa comer algo que não quer. Mas, ao mesmo tempo, escolher não comer algumas coisas pode causar uma má impressão em seus anfitriões. Imagine que a situação se inverteu e você ofereceu uma coxinha para um viajante estrangeiro. Se ele recusar com um olhar de nojo, você pode se sentir ofendido. Por outro lado, se ele provasse o seu prato favorito e adorasse, isso faria você ficar muito feliz, não é?

Portanto, antes de decidir comer ou não comer um novo alimento estranho, considere se isso pode ofender alguém ou não. E quem sabe, mesmo que pareça assustador, pode ser que esse vire o seu novo prato favorito! Apesar disso, não se force a experimentar nada. Às vezes você simplesmente sabe que aquela comida não é para você.

Respeite

Os níveis do choque de cultura podem ser variados dependendo de onde você for. Existem países muito parecidos com o nosso e outros muito diferentes. Nesses últimos, é provável que você encontre alguns alimentos que vão te estranhar bastante. 

É totalmente normal sentir-se chocado, mas lembre-se de respeitar a cultura local. Isso não significa que você precisa comprar a comida em questão, mas também não precisa sair correndo. 

Uma observação: você pode querer tirar fotos de alguns dos alimentos mais incomuns, mas lembre de pedir permissão antes de fazer isso.

Pergunte

Se você não sabe o que é algo ou como cozinhá-lo, pergunte! Não há nada errado em admitir que você não sabe o que está sendo preparado. Embora as pessoas possam rir, é mais do que provável que elas ofereçam ajuda.

Conhecer o idioma local, embora seja (sem dúvidas) útil, também não é essencial. Seja criativo e use linguagem corporal. Se você quer aprender a cozinhar algo, você pode encontrar alguma alma gentil para demonstrar como preparar um prato, mesmo sem nunca ter falado uma palavra na língua um do outro.

Não crie muitas expectativas

Quando você percebe que a comida em um determinado país não é o que você esperava, isso pode causar algum choque. A sua “comida japonesa” favorita pode nem mesmo existir no Japão, por exemplo. Só não deixe que isso te impeça de encontrar um novo prato favorito! É aqui que as coisas ficam interessantes e você tem a oportunidade de testar a verdadeira culinária local.

Se acostume com a comida visitando o supermercado

Ir ao supermercado não só é divertido como também é uma boa maneira de se acostumar com o que está em oferta e ter uma ideia dos ingredientes disponíveis. Nesse passeio, você pode se aventurar sem precisar ter alguém te assistindo ou pressionando a provar algo que não quer. E mais: pode ter certeza que sua alimentação no intercâmbio será muito mais barata se você optar por cozinhar em casa. 

Seja criativo(a)

Seu paladar vai se adaptar, mesmo que não pareça no início. Quando você mora no exterior, nem sempre dá pra seguir uma receita ao pé da letra. Pode ser que você não encontre os ingredientes que sempre usou para fazer um prato que está acostumado(a).

Mas não deixe isso te abater. Em vez disso, seja menos rígido(a) com as receitas e logo você vai se tornar especialista em fusão, aproveitando os sabores de seu novo país para recriar pratos que você conhece e adora.

Adaptar a alimentação no intercâmbio faz parte do processo de construção de uma visão mais multicultural do mundo. E isso vai fazer toda a diferença na sua vida, principalmente se o seu objetivo for viver fora do Brasil por muito tempo. Por isso, você pode já ir se preparando para conquistar um intercâmbio com a nossa mentoria especializada. Faça agora mesmo o seu teste de perfil clicando aqui e junte-se ao nosso time de mentorados!  

Matheus Tomoto

Matheus Tomoto

Estudou em escola pública, aprendeu inglês sozinho em 3 meses, foi aceito nas 10 melhores faculdades dos Estados Unidos, trabalhou no MIT (melhor faculdade de tecnologia do mundo), é embaixador da Youth Assembly no Brasil, recebeu proposta da NASA e é ex-fellow de HARVARD. É escritor, palestrante e mentor de pessoas que desejam buscar sua oportunidade no exterior.