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Quando a gente pensa em fazer doutorado ou pesquisa no exterior, uma das maiores barreiras costuma ser o custo de vida e a falta de financiamento. Só que o que muita gente não sabe é que vários países europeus mantêm programas específicos para atrair pesquisadores latino-americanos — e a Espanha é um dos principais exemplos disso.
Entre os mais importantes está o programa da Fundação Carolina, uma iniciativa criada justamente para aproximar universidades espanholas de talentos acadêmicos da América Latina. Todos os anos, esse programa abre centenas de oportunidades para quem quer fazer doutorado, renovar sua pesquisa ou passar um período como pós-doutorando na Europa.
Neste artigo, vamos explicar como essas bolsas funcionam, quem pode concorrer e por que esse tipo de oportunidade é uma das portas mais realistas para construir uma carreira acadêmica internacional.
Você vai aprender:
- O que é a Fundação Carolina e por que ela existe
- Que tipos de bolsas estão disponíveis para doutorado e pós-doc
- O que a bolsa cobre na prática
- Como funciona o processo de candidatura
- Quem pode se beneficiar desse tipo de programa
O que é a Fundação Carolina
A Fundação Carolina é uma instituição criada pelo governo da Espanha em parceria com universidades, fundações e empresas para fortalecer a cooperação acadêmica entre a Espanha e a América Latina.
Na prática, isso significa atrair estudantes, doutorandos e pesquisadores de países latino-americanos para estudar, pesquisar e colaborar com universidades espanholas. O foco não é apenas formação individual, mas também troca de conhecimento, produção científica e criação de redes internacionais de pesquisa.
Por isso, as bolsas da Fundação Carolina são voltadas principalmente para quem já está em uma trajetória acadêmica mais avançada, como mestrado, doutorado ou pesquisa científica.
Que tipos de bolsa estão disponíveis
Dentro do programa anual da Fundação Carolina existem centenas de auxílios em diferentes níveis, mas um dos blocos mais importantes é o que foca em pesquisa avançada.
As principais modalidades são:
Bolsas de doutorado
Essas bolsas são voltadas para estudantes de universidades da América Latina que desejam desenvolver ou concluir seu doutorado em parceria com uma universidade espanhola. A ideia é que o candidato faça sua pesquisa em colaboração direta com um grupo de pesquisa na Espanha, utilizando a infraestrutura, orientação e redes acadêmicas do país.
Além disso, também existem bolsas de renovação de doutorado, pensadas para quem já está em andamento e precisa de apoio para continuar sua formação e sua pesquisa.
Estadia de pós-doutorado
Já as bolsas de pós-doc são para pesquisadores que já concluíram o doutorado e querem passar um período de um a três meses em uma universidade ou centro de pesquisa na Espanha. Esse tipo de bolsa é ideal para quem quer aprofundar um projeto, publicar artigos, participar de grupos de pesquisa internacionais ou fortalecer o currículo acadêmico.
O que a bolsa oferece na prática
Ao contrário de muitas bolsas que só ajudam com uma parte dos custos, as bolsas da Fundação Carolina são pensadas para tornar a experiência viável do começo ao fim.
No caso do doutorado, o apoio normalmente inclui:
-
Um auxílio mensal em euros para moradia e manutenção
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Cobertura das taxas de matrícula
-
Seguro de saúde durante o período da bolsa
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Passagens aéreas internacionais entre o país de origem e a Espanha
Para quem vai fazer uma estadia de pós-doutorado, o modelo é semelhante, com auxílio financeiro mensal, seguro médico e passagem aérea para o período de pesquisa.
Isso significa que o pesquisador consegue se dedicar integralmente à sua formação e ao seu projeto, sem precisar se preocupar em financiar a experiência do próprio bolso.
Como funciona o processo de candidatura
Um dos pontos mais diferentes — e importantes — desse programa é que o candidato não se inscreve sozinho.
No caso da Fundação Carolina, quem apresenta a candidatura é a própria universidade ou instituição de pesquisa espanhola que vai receber o estudante ou pesquisador. Ou seja, o primeiro passo não é preencher um formulário, mas sim encontrar um grupo de pesquisa, orientador ou instituição na Espanha que tenha interesse em trabalhar com você.
Na prática, o caminho costuma ser:
-
O candidato entra em contato com uma universidade ou pesquisador espanhol
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Apresenta seu projeto, currículo e interesse em cooperação
-
Se houver interesse, a instituição parceira encaminha a candidatura para a Fundação Carolina
-
A fundação avalia os projetos e define os selecionados
Por isso, essas bolsas também funcionam como uma porta de entrada para redes acadêmicas internacionais.
Quem pode se beneficiar desse tipo de programa
Esse tipo de bolsa é especialmente interessante para quem:
-
Já está no mestrado ou doutorado e quer internacionalizar sua pesquisa
-
Quer publicar em revistas internacionais e ampliar sua rede acadêmica
-
Busca uma carreira como pesquisador ou professor universitário
-
Quer estudar fora sem depender de autofinanciamento
Além disso, programas como o da Fundação Carolina costumam valorizar muito candidatos da América Latina, justamente porque fazem parte da missão institucional de cooperação entre regiões.
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