No mundo das cartas de recomendação para processos seletivos em universidades e vagas de trabalho no exterior é senso comum que muitas pessoas escrevem suas próprias cartas em nome de alguém. E desde que a pessoa responsável por assinar o documento esteja ciente e concorde com isso, não há nenhum problema. Mas não é por isso que você vai deixar de cuidar da estrutura da sua carta caso seja o autor. E para te ajudar a evitar erros separamos essas dicas incríveis. E o melhor é que elas servem também para o caso de outra pessoa realmente escrevê-la para você.

Início

Primeiro, conceda uma saudação ao escritório de admissão e apresente-se. Cite o nome do professor, universidade e curso que ele ensina ou onde trabalha, além de sua posição na empresa. Depois, explique a natureza do trabalho dele com você. Esta pode ser uma declaração simples detalhando quando o professor trabalhou com você, por quanto tempo e em qual contexto. Portanto, diga em quantas matérias esse professor esteve presente. Se a carta é profissional, explique o papel do seu superior na empresa.

Meio

Depois de explicar seu relacionamento, avaliar seu trabalho é a próxima prioridade. Esse deve ser o foco da sua carta, embora o conteúdo exato varie com base no programa para o qual a recomendação é direcionada.

Por exemplo, se você sabe que a candidatura irá para um programa de administração, talvez queira se concentrar em como trabalhou bem em sua equipe e em sua capacidade natural de ser um grande líder.

Em caso de candidatura para um emprego no exterior, caso for posição técnica, concentre-se em sua capacidade de lidar com vários projetos de uma só vez e, ao mesmo tempo, entregar resultados.

Show, don’t tell

De toda forma, você vai querer explicar seu trabalho e apontar resultados tangíveis que produziu. Lembre-se de que é sempre melhor mostrar, não contar. Se você disser que é capaz de desenvolver projetos de pesquisa, aponte para projetos e pesquisas, assim como grupos, que você gerenciou e o aumento percentual de resultados que a equipe viu durante sua gestão. Quaisquer números ou estatísticas que você possa consultar ajudarão a pintar um quadro forte do que foi exatamente alcançado.

Comparar-se com outras pessoas que o professor ensinou ou trabalhou pode ser uma maneira poderosa de oferecer uma recomendação forte. Você pode citar trechos como “o assistente de projeto mais eficiente com quem já trabalhei” ou “um dos três principais assistentes de pesquisa que já gerenciei”. Mas, lembre-se, use apenas afirmações em que você realmente acredita.

Essa estratégia é a solução para amenizar a insegurança do conselho de admissões. Por exemplo, se você está escrevendo que é jovem ou que não tem muita experiência, dizer que demonstra “maturidade e pensamento estratégico muito além de seus anos e nível de experiência” pode ser uma afirmação que o fará ser selecionado acima de outro candidato.

Se possível, use uma história ou anedota para demonstrar uma das áreas acima. É fácil ler uma carta e ver que um candidato tem características fortes, mas no final acaba sendo deixando de lado porque não havia algo notável ou tangível para lembrar-se dele. Por outro lado, é difícil esquecer alguém que tenha um impacto óbvio e uma conexão real com seus ex-professores.

Conclusão

Encerre sua carta de forma positiva afirmando que tem potencial e que será uma ótima adição ao programa. Sempre é interessante também deixar informação de contato para caso o conselho de admissão tenha alguma dúvida. Isso, além de mostras disponibilidade passa mais confiança.

Escrever uma carta de recomendação redondinha não é nada complicado. É só seguir esses passos e acima de tudo ser honesto consigo mesmo e com a banca avaliadora que irá te jugar. Para se preparar ainda mais para esse processo de seleção em universidades estrangeiras procure o apoio de uma mentoria especializada no assunto.

Gabrielle Hayashi

Gabrielle Hayashi

Internacionalista, aprovada em mais de 9 bolsas de estudos e 17 programas internacionais. Empreendedora, fundou sua própria empresa aos 19 anos onde ajuda jovens a estudar no exterior.

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