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Enquanto o mundo inteiro tinha os olhos voltados para a Copa do Mundo de 2026, outra disputa silenciosa também bateu recorde: a corrida dos brasileiros por um lugar fora do país — seja para conhecer, seja para estudar.

O mercado de intercâmbio movimentou R$ 7 bilhões em 2025, um salto de 27,3% em relação ao ano anterior. E não é só o intercâmbio que está em alta: destinos que sediaram jogos do Mundial viram um aumento expressivo na procura por turismo, cursos de idioma e programas acadêmicos ao mesmo tempo.

O resultado é um novo mapa de preferências. Alguns países que sempre estiveram no topo continuam lá — mas por motivos diferentes de antes. E outros, que até pouco tempo atrás nem apareciam nas conversas sobre "para onde ir", entraram de vez na lista dos brasileiros.

Neste artigo, você vai entender exatamente quais destinos mais cresceram nesta temporada, o que está por trás dessa mudança e como aproveitar esse momento para planejar sua própria saída do Brasil — seja a passeio, seja para estudar.

O que você vai aprender:

  • Qual é o ranking atualizado dos destinos preferidos pelos brasileiros
  • Por que o Canadá segue na liderança pela 11ª vez consecutiva
  • Quais países surpreenderam ao entrar (ou subir) no ranking nesta temporada
  • Como a Copa do Mundo de 2026 influenciou turismo e intercâmbio ao mesmo tempo
  • O que essas mudanças revelam sobre o novo perfil do brasileiro que vai para fora
  • Como aproveitar essa fase para planejar a sua própria experiência internacional

O que a pesquisa mais recente revela sobre os destinos preferidos

Todo ano, a Belta (Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio) publica um levantamento nacional que funciona como termômetro do setor. A edição mais recente trouxe um dado importante: o mercado de intercâmbio no Brasil movimentou R$ 7 bilhões em 2025 — contra R$ 5,5 bilhões em 2024.

Mais do que o crescimento em valor, o levantamento reorganizou o ranking dos destinos mais procurados. Veja como ficou o Top 10:

Posição

País

Canadá

Estados Unidos

Reino Unido

Irlanda

Malta

Austrália

Espanha

Nova Zelândia

Itália

10º

África do Sul

À primeira vista, parece o mesmo grupo de sempre. Mas olhando com atenção, dá para ver mudanças reais acontecendo dentro dessa lista — e é isso que vale a pena entender antes de escolher para onde ir.

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O Canadá segue no topo — mas o motivo mudou

O Canadá lidera o ranking pela 11ª vez seguida. É tempo suficiente para virar hábito, mas o motivo por trás dessa permanência não é mais o mesmo de anos atrás.

Hoje, o país é procurado por uma combinação bem específica: segurança, diversidade cultural e — principalmente — a possibilidade de estudar e trabalhar ao mesmo tempo, algo que pesa muito no bolso de quem está planejando uma temporada fora. Some a isso o fato de o Canadá ter sediado partidas da Copa do Mundo de 2026, e você tem um país que apareceu tanto no noticiário esportivo quanto nas buscas por curso de inglês.

Logo atrás, Estados Unidos e Reino Unido aparecem quase empatados — uma disputa que reflete dois jeitos diferentes de "estudar fora": a variedade de universidades e cursos dos EUA de um lado, e o prestígio acadêmico britânico do outro.

A Irlanda mantém a 4ª posição, puxada por um fator que só cresce em importância: a possibilidade de trabalhar legalmente durante o curso, o que ajuda a cobrir boa parte dos custos do intercâmbio.

Os destinos que mais cresceram nesta temporada

Se os líderes do ranking mudaram pouco, a verdadeira notícia está no meio e no fim da lista — onde alguns países deram um salto que ninguém esperava.

Malta é a grande surpresa da temporada: entrou pela primeira vez no Top 5. O país combina clima mediterrâneo, inglês como idioma oficial e um custo de vida mais baixo do que a maioria dos destinos europeus tradicionais — uma equação que atrai tanto quem quer só conhecer o país quanto quem busca um curso de idiomas mais em conta.

A Espanha subiu duas posições, saindo do 9º para o 7º lugar. O crescimento vem de uma combinação de fatores: universidades bem avaliadas, custo competitivo em comparação com outros países europeus e a facilidade de circular por toda a União Europeia com o mesmo visto.

A Itália entrou pela primeira vez no Top 10, reforçando um movimento maior de valorização de destinos europeus entre os brasileiros — puxado por excelência acadêmica, riqueza cultural e o crescente interesse por cursos de idioma e programas de graduação e pós-graduação no país.

Outro destaque é a entrada dos Emirados Árabes Unidos no ranking pela primeira vez, um sinal de que o brasileiro está diversificando destinos para além do eixo tradicional Europa–América do Norte.

Segundo Alexandre Argenta, presidente da Belta, o brasileiro está cada vez mais estratégico na escolha do destino, avaliando custo-benefício, oportunidades de trabalho e segurança em vez de simplesmente repetir a escolha "óbvia" de sempre.

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O efeito Copa do Mundo: turismo e intercâmbio andando juntos

Não é coincidência que os destinos-sede da Copa do Mundo de 2026 — Canadá, Estados Unidos e México — estejam entre os países que mais aparecem tanto nas buscas por viagem quanto nas pesquisas sobre intercâmbio nesta temporada.

O Mundial colocou essas cidades nos noticiários e nas redes sociais por meses seguidos, e isso teve um efeito colateral direto: muita gente que só pensava em ir a passeio começou também a pesquisar sobre estudar ou trabalhar temporariamente nesses lugares. O México, por exemplo, ganhou força nas buscas por cursos de espanhol e programas de curta duração — beneficiado pela proximidade cultural com o Brasil e por vistos mais simples para cursos de até seis meses.

Esse cruzamento entre turismo e intercâmbio não é exatamente novo, mas a Copa deu a ele uma escala diferente. Quando um destino vira assunto do mundo inteiro, ele para de ser só "aquele lugar bacana para conhecer" e passa a ser considerado também como opção real para morar, estudar ou trabalhar por um tempo.

Como aproveitar essa temporada de recordes para planejar sua ida

Diante de tantas mudanças no mapa, vale a pena aplicar alguns critérios antes de escolher para onde ir — em vez de só seguir a lista de mais procurados.

Olhe além da posição no ranking. Um país pode estar no topo por razões que não têm nada a ver com o seu objetivo. Se você quer trabalhar durante o curso, por exemplo, a posição da Irlanda ou de Malta pesa mais do que a liderança do Canadá.

Considere o momento do câmbio e da alta temporada. Destinos em alta tendem a ficar mais caros na alta temporada. Programas em Malta, Espanha ou Itália costumam sair mais em conta fora dos meses de verão europeu (junho a agosto).

Verifique a facilidade de visto para o seu objetivo. Países como o México, com regras mais simples para cursos curtos, podem ser um bom ponto de entrada para quem nunca fez intercâmbio. Já destinos como Reino Unido e EUA pedem processos de visto mais longos, que exigem planejamento com meses de antecedência.

Pesquise bolsas antes de descartar um destino pelo custo. Espanha e Itália, por exemplo, têm programas de bolsa e universidades públicas com mensalidades acessíveis — o preço de tabela nem sempre é o preço final.

Perguntas frequentes sobre os destinos em alta entre brasileiros

Qual é o destino mais procurado pelos brasileiros atualmente? O Canadá segue na liderança pela 11ª vez consecutiva, segundo a Pesquisa Nacional Selo Belta 2026, seguido de perto por Estados Unidos e Reino Unido.

Quais países mais cresceram no ranking nesta temporada? Malta entrou pela primeira vez no Top 5, a Espanha subiu do 9º para o 7º lugar, a Itália entrou pela primeira vez no Top 10 e os Emirados Árabes Unidos apareceram no ranking pela primeira vez.

A Copa do Mundo de 2026 influenciou a busca por intercâmbio? Sim. Os países-sede do Mundial — Canadá, Estados Unidos e México — tiveram um aumento na procura tanto para turismo quanto para programas de estudo, já que a exposição internacional do evento colocou esses destinos em evidência.

Vale a pena escolher um destino só porque ele está em alta? Não necessariamente. O destino certo depende do seu objetivo — idioma, graduação, possibilidade de trabalhar durante o curso, orçamento disponível. Um país em alta pode não ser o mais adequado para o seu perfil específico.

Destinos europeus como Malta e Itália são baratos para brasileiros? Eles tendem a ter um custo de vida mais competitivo do que Reino Unido ou países nórdicos, especialmente fora da alta temporada de verão, mas o valor final ainda depende do tipo de programa, da cidade escolhida e do câmbio no momento da viagem.

Chegou a sua vez de fazer parte dessa temporada

Os números não deixam dúvida: mais brasileiros estão saindo do país — seja a passeio, seja para estudar — e o mapa de destinos está mudando mais rápido do que muita gente percebe. Ficar de fora dessa temporada não é falta de oportunidade, é só falta de direção.

Se você chegou até aqui, provavelmente já sente que este pode ser o seu momento de sair do Brasil, mesmo que ainda não saiba exatamente por onde começar.

Mas para transformar essa vontade em plano real, é preciso mais do que escolher um destino da moda. É preciso estratégia, preparação e as ferramentas certas.

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