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Quando pensamos em escolher uma universidade no exterior, é comum focar primeiro no curso, no ranking ou no país. Mas existe um fator prático que pode influenciar — e muito — sua experiência: o calendário acadêmico.
As datas de início das aulas, os períodos de férias, a duração dos semestres e até a forma como o ano letivo é dividido variam bastante de um país para outro. Ignorar esses detalhes pode gerar conflitos com prazos de bolsas, visto, planejamento financeiro e até com o seu próprio momento de vida no Brasil.
Entender como funciona o calendário acadêmico da universidade que você está considerando é uma etapa essencial para fazer uma escolha mais estratégica e evitar imprevistos ao longo do intercâmbio.
Você vai aprender:
- Diferenças entre calendários acadêmicos ao redor do mundo
- Como o início do ano letivo impacta suas candidaturas
- A importância de observar férias e recessos
- Como os períodos letivos influenciam seu planejamento financeiro
- O que checar antes de bater o martelo na universidade
Nem todo país começa o ano letivo em janeiro ou agosto
No Brasil, estamos acostumados com o ano letivo começando no primeiro semestre, mas isso não é uma regra mundial. Em muitos países, o calendário acadêmico segue lógicas diferentes.
Na Austrália e na Nova Zelândia, por exemplo, o ano letivo costuma começar entre fevereiro e março. Já em diversos países europeus, o início principal acontece entre setembro e outubro. No Canadá e nos Estados Unidos, muitas universidades têm duas grandes entradas: fall (agosto/setembro) e winter ou spring (janeiro).
Isso impacta diretamente quando você deve aplicar, quando precisa ter seus documentos prontos e até quando deve fazer testes de proficiência. Escolher uma universidade sem olhar essas datas pode significar perder um ano inteiro de aplicação simplesmente porque você não se planejou de acordo com o ciclo correto.
Intake principal vs intake secundário
Muitas universidades oferecem mais de uma entrada por ano, mas nem todas as oportunidades estão disponíveis em todas elas. Algumas bolsas, cursos ou até disciplinas específicas só existem no intake principal.
O intake principal geralmente concentra:
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Maior oferta de cursos
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Mais vagas
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Mais chances de bolsa
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Maior variedade de disciplinas
Já os intakes secundários podem ter menos opções e menor disponibilidade de apoio financeiro. Por isso, antes de escolher aplicar para a entrada “mais próxima”, é importante verificar se ela realmente oferece as mesmas oportunidades acadêmicas e financeiras.
Férias e recessos também contam
Os períodos de férias variam bastante entre países e podem influenciar sua experiência de formas que muita gente não imagina.
Em alguns lugares, as férias de verão duram quase três meses. Em outros, os recessos são mais curtos e distribuídos ao longo do ano. Isso pode impactar:
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Seus gastos com moradia (nem sempre o alojamento cobre férias longas)
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A possibilidade de viajar durante o intercâmbio
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O período em que você pode fazer estágios ou trabalhos temporários
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Seu retorno ao Brasil, se for um intercâmbio de curta duração
Além disso, alguns contratos de moradia estudantil não cobrem todo o ano, apenas o período letivo. Se você não observar isso antes, pode ter custos extras inesperados.
Duração do semestre e carga acadêmica
Nem todos os semestres têm a mesma duração ou intensidade. Existem universidades com semestres mais longos e ritmo mais distribuído, enquanto outras trabalham com períodos mais curtos e intensos.
Isso muda a forma como você vai estudar e organizar sua rotina. Em calendários mais compactos, o conteúdo é acelerado e as avaliações acontecem em intervalos menores. Para quem trabalha ou pretende conciliar estágio e estudo, isso faz diferença.
Saber a duração dos períodos letivos ajuda a entender se aquele modelo combina com seu perfil de organização e adaptação.
Datas que afetam visto e documentação
O calendário acadêmico também influencia diretamente os prazos de visto. Em geral, você só pode solicitar o visto de estudante depois de receber a carta de aceitação da universidade, que está vinculada ao período de início das aulas.
Se você escolhe um intake muito próximo sem tempo hábil para reunir documentos, fazer traduções, comprovar recursos financeiros e agendar o visto, corre o risco de não conseguir embarcar a tempo.
Por isso, é essencial alinhar três cronogramas: o da universidade, o do processo de visto e o seu próprio planejamento financeiro e pessoal.
Compatibilidade com sua fase de vida
O momento em que as aulas começam também precisa fazer sentido na sua vida no Brasil. Às vezes, esperar alguns meses a mais por um intake principal pode ser melhor do que correr para um início imediato e sair no meio de um curso, estágio ou trabalho.
Além disso, quem pretende usar o intercâmbio como ponte para outras oportunidades — como estágios internacionais ou novas aplicações — também precisa considerar quando o curso termina e como isso se encaixa em próximos passos.
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