🕐 Tempo de leitura estimado: 9 minutos
A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho nos Estados Unidos, e o mundo inteiro vai ter os olhos voltados para cidades como Nova York, Miami e Los Angeles. Para a maioria das pessoas, é um momento de torcer e acompanhar os jogos. Mas para quem pensa em intercâmbio, é também um momento raro de atenção internacional concentrada em destinos que já figuram entre os mais procurados por brasileiros que querem estudar ou trabalhar fora.
Não por acaso: as três cidades são polos acadêmicos, culturais e profissionais de primeira grandeza. E o que pouca gente sabe é que cada uma delas está no raio de ação de programas gratuitos, bolsas governamentais e iniciativas sem fins lucrativos que permitem chegar lá por mérito — sem precisar pagar passagem do próprio bolso ou se inscrever em uma agência de intercâmbio.
Este artigo é para quem olha para a Copa e pensa: "e se eu fosse para um desses lugares de verdade?" Vamos mostrar o que Nova York, Miami e Los Angeles têm além dos jogos, e quais caminhos existem para chegar lá com bolsa ou programa financiado.
O que você vai aprender:
- Por que as cidades-sede da Copa são destinos de intercâmbio de peso
- O que Nova York oferece além da fama: universidades, programas e bolsas
- O que Miami tem de diferente — inclusive para quem fala português
- Por que Los Angeles é mais do que Hollywood para quem quer estudar ou trabalhar
- Como a Fulbright coloca brasileiros nos EUA com bolsa integral em 2026
- Por onde começar se esse é o seu objetivo
Por que a Copa acende o holofote certo
Quando um evento do porte da Copa do Mundo acontece em uma cidade, ela vira manchete global por semanas. Mas o efeito vai além do noticiário esportivo. Cidades-sede passam a ser pesquisadas com uma frequência muito maior por pessoas que nunca tinham considerado o destino com seriedade.
Para intercambistas, esse é um momento de oportunidade real: o interesse pelo destino aumenta, o conteúdo sobre ele está em alta e, mais importante, você passa a enxergar esses lugares com outros olhos — não só como cenário de jogo, mas como lugar onde pessoas reais vivem, estudam e trabalham.
As três cidades americanas que sediam a Copa — Nova York, Miami e Los Angeles — não são apenas palcos bonitos. Elas concentram algumas das universidades mais relevantes do mundo, comunidades brasileiras consolidadas e um mercado de trabalho que historicamente absorve talentos internacionais. E existe um caminho estruturado para chegar lá.
Nova York: mais universidades do que arranha-céus
Nova York é frequentemente associada ao custo de vida alto — e ele é real. Mas o que muitos não sabem é que a cidade abriga um dos maiores sistemas universitários públicos do mundo, o CUNY (City University of New York), com mais de 25 unidades e mensalidades significativamente menores do que as universidades privadas da cidade. Para estudantes internacionais, o CUNY representa uma porta de entrada menos óbvia mas muito concreta.
Do lado das universidades de prestígio, a NYU (New York University) é need-aware para candidatos internacionais — ou seja, a situação financeira é levada em conta durante a seleção. Isso significa que declarar necessidade financeira pode influenciar a candidatura. Ainda assim, a NYU oferece bolsas a estudantes internacionais que demonstrem perfil acadêmico forte, e o processo de aplicação é aberto a brasileiros.
Já a Columbia University, também em Manhattan, integra a Ivy League e possui programas de pós-graduação com bolsas competitivas para pesquisadores internacionais.
Para mestrandos e doutorandos brasileiros, a rota mais direta passa pela Bolsa Fulbright, que neste ano acadêmico de 2026-2027 oferece 50 vagas de doutorado sanduíche nos EUA — com possibilidade de realizar pesquisa em qualquer universidade americana, incluindo Columbia e NYU. Os valores mensais foram reajustados em até 120% e variam entre US$ 2.830 e US$ 4.300 dependendo do custo de vida da cidade.
Além do caminho acadêmico, Nova York é sede de dezenas de organizações sem fins lucrativos que trabalham com intercâmbio cultural e voluntariado. O ISPA Global Fellowship Program, por exemplo, oferece bolsas para jovens profissionais de artes performáticas se conectarem a uma rede internacional com base em Nova York.
Ainda não sabe qual caminho faz mais sentido para o seu perfil? A Escola M60 é o maior preparatório do Brasil para intercâmbios gratuitos ou com bolsa e está com vagas abertas para a próxima turma com condições exclusivas. 👉 CLIQUE PARA FAZER O PRÉ-CADASTRO
Miami: a cidade que os brasileiros já conhecem — mas ainda subestimam
Miami tem a maior comunidade brasileira da Flórida, com cerca de 47 mil brasileiros, e é uma das cidades americanas com maior presença do idioma português. Para quem está dando os primeiros passos em um intercâmbio nos EUA, isso pode ser tanto uma vantagem quanto uma armadilha: é fácil se sentir em casa, mas também fácil evitar o inglês por tempo demais.
O ponto que pouca gente explora é o ecossistema universitário de Miami. A University of Miami oferece bolsas por mérito para estudantes internacionais em nível de graduação e pós-graduação — especialmente para candidatos com histórico acadêmico forte e envolvimento em projetos de liderança e serviço comunitário. O processo é competitivo, mas não é fechado para brasileiros.
Também na Flórida, o estado tem uma rede robusta de community colleges (faculdades comunitárias) com mensalidades acessíveis para estudantes internacionais. Muitos brasileiros usam esse caminho como porta de entrada para o sistema universitário americano: entram em um community college, constroem histórico acadêmico nos EUA e depois transferem para universidades de quatro anos, muitas vezes com parte do curso já concluída.
No campo profissional, Miami se consolidou como hub de negócios para a América Latina. Empresas de diferentes setores — finanças, tecnologia, moda, gastronomia e agronegócio — têm escritórios regionais na cidade e recrutam profissionais com perfil bilíngue e experiência internacional. Para brasileiros que pensam em Work and Travel ou programas de trainee global, Miami é uma das cidades americanas com mais oportunidades em hotelaria, eventos e entretenimento.
Los Angeles: entretenimento, tecnologia e bolsas de alto nível
Los Angeles abriga duas das universidades mais relevantes para intercambistas brasileiros: a UCLA (University of California, Los Angeles) e a USC (University of Southern California). A UCLA, como parte do sistema da Universidade da Califórnia, é uma universidade pública de altíssimo nível — e aparece no radar de bolsas específicas para brasileiros.
Um exemplo concreto: o Instituto Ling oferece bolsa integral de até US$ 65 mil para brasileiros aprovados em programas de mestrado em planejamento urbano em cinco universidades, incluindo a UCLA e a NYU. Cobre anuidade, moradia, alimentação, seguro saúde e passagens. A edição mais recente teve inscrições abertas em 2026, o que confirma que o programa segue ativo.
Para quem tem perfil criativo, Los Angeles é também um dos destinos mais estratégicos do mundo. A cidade concentra estúdios de cinema, gravadoras, agências de design, empresas de games e startups de tecnologia. Programas de estágio e trainee nessa área — muitos com visto J-1 ou similar — abrem vagas para estudantes e recém-formados internacionais regularmente.
A UCLA Extension, divisão de educação continuada da universidade, oferece cursos e programas de curta duração com possibilidade de visto de estudante. Não se trata de bolsa integral, mas é um ponto de entrada documentado e regulamentado para quem quer um primeiro contato com a universidade antes de aplicar para a graduação ou pós-graduação formal.
O programa que pode levar você a qualquer uma dessas cidades
Independentemente da cidade, o caminho mais robusto para brasileiros chegarem às universidades americanas com suporte financeiro passa pela Fulbright. Em 2026-2027, a Comissão Fulbright Brasil está oferecendo 101 bolsas em 13 programas diferentes — voltados para estudantes de doutorado, professores de inglês, pesquisadores e profissionais de meio de carreira.
Entre os programas disponíveis:
-
Doutorado Sanduíche: 50 vagas para doutorandos brasileiros desenvolverem pesquisa por 9 meses em qualquer universidade americana, incluindo aquelas em Nova York, Miami e Los Angeles. Bolsa mensal entre US$ 2.830 e US$ 4.300 conforme custo de vida local, além de cobertura de visto J-1.
-
FLTA (Foreign Language Teaching Assistant): vagas para formados em letras ensinarem português em universidades americanas. Cobre bolsa e benefícios que variam por instituição.
-
PDPI: programa voltado para professores de inglês da rede pública, com cursos intensivos de seis semanas em universidades americanas. Inscrições abertas de maio a 11 de junho de 2026.
As inscrições para a maioria dos programas vão até 3 de agosto de 2026. Brasileiros natos ou naturalizados são elegíveis, e os requisitos variam por modalidade — a proficiência em inglês (TOEFL iBT mínimo 81 ou equivalente) é exigida na maior parte dos programas.
Para candidatos de graduação, vale explorar também o caminho pelo Programa de Jovens Embaixadores, voltado a estudantes de escola pública, e pelas bolsas da AFS, que cobre despesas completas para intercâmbio nos EUA em nível de ensino médio, com foco em jovens de perfil STEM e serviço comunitário.
O que essas três cidades têm em comum — e o que as diferencia
|
Nova York |
Miami |
Los Angeles |
|
|
Perfil acadêmico |
Ivy League, CUNY, NYU |
University of Miami, community colleges |
UCLA, USC, extensão universitária |
|
Ponto forte |
Diversidade e pesquisa |
Ponte com a América Latina |
Criativo, tecnologia, cinema |
|
Programas para brasileiros |
Fulbright, ISPA Fellowship |
Work and Travel, community college |
Instituto Ling, estágios em entretenimento |
|
Inglês no dia a dia |
Exigente, alta diversidade |
Muitos falantes de português |
Diverso, muito espanhol também |
|
Custo de vida |
Alto |
Alto a moderado |
Alto |
Nenhuma das três é barata para viver. Mas o custo de vida nunca deve ser o argumento definitivo contra um intercâmbio — especialmente quando existem bolsas que cobrem moradia, alimentação e passagens. O custo real só entra na conta quando você está indo sem nenhum tipo de suporte financeiro. Com bolsa, a equação muda completamente.
Por onde começar se o seu destino é um desses
Ter um destino em mente é o começo, mas a estratégia vem antes da cidade. O que determina para onde você vai — e se vai com bolsa — é o alinhamento entre o seu perfil, o seu momento acadêmico ou profissional e o tipo de programa que faz sentido para você agora.
Para quem está na graduação, os caminhos mais acessíveis são os programas de high school com bolsa (para adolescentes), o Work and Travel (para universitários acima de 18 anos) e as bolsas por mérito em community colleges ou universidades com programas de auxílio a internacionais.
Para quem está na pós-graduação, a Fulbright é o caminho mais direto — e com o dobro de vagas em 2026-2027, este é um momento especialmente oportuno para candidatar.
Para profissionais em início ou meio de carreira, os programas de trainee global, os estágios com visto J-1 e as oportunidades em setores como hospitalidade e tecnologia abrem janelas concretas para as três cidades.
O que todos esses caminhos têm em comum é que nenhum deles começa com a compra de uma passagem. Todos começam com preparação — perfil de candidato, documentação, proficiência em inglês e uma estratégia clara de aplicação.
Chegou a sua vez de ir para o exterior
Se você leu até aqui, já entende que a Copa é só o ponto de partida da conversa. O que Nova York, Miami e Los Angeles têm a oferecer vai muito além dos 90 minutos de cada jogo — e boa parte dessas oportunidades está ao alcance de quem se prepara com método.
Mas preparação não acontece sozinha. É preciso saber quais programas existem, quais se encaixam no seu perfil, como montar a candidatura certa e como não perder os prazos que aparecem ao longo do ano.
A Escola M60 é a maior escola preparatória do Brasil para intercâmbios e está com vagas abertas para a nova turma. Nela, você tem acesso a ferramentas exclusivas, conteúdos sempre atualizados e o suporte de diversos mentores para te ajudar a criar a estratégia de aplicação perfeita para o seu perfil e objetivos!
Além de aulas gravadas, você também terá aulas ao vivo, buscador de bolsas abertas, acesso à nossa IA focada em intercâmbios, simuladores de provas internacionais, revisão de documentos, e ainda fará parte da Comunidade M60, um espaço reservado para trocas e interações entre alunos e ex-alunos que já foram para fora.
Quer se juntar a nós? Clique no botão abaixo e faça agora seu Teste de Perfil*.
*Ele funciona como um filtro para selecionar aqueles que estão realmente dispostos a realizarem o sonho de ir para o exterior.
Foto de capa por Jake Blucker na Unsplash