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A Coreia do Sul já não é mais só destino de quem ama K-pop ou K-drama. Nos últimos anos, o país se tornou um dos destinos de intercâmbio que mais cresce entre brasileiros — e não é difícil entender por quê.

Universidades entre as 100 melhores do mundo, bolsas integrais financiadas pelo governo coreano, custo de vida mais acessível do que muitos destinos europeus e uma cultura que mistura tradição milenar com tecnologia de ponta.

O problema é que, para muitos brasileiros, a Coreia ainda parece distante demais. A língua soa desconhecida, a distância geográfica assusta e as informações sobre como chegar lá de verdade — com bolsa, com estratégia, com um plano real — são esparsas e confusas.

Este guia existe para mudar isso. Aqui você vai encontrar todas as possibilidades concretas para estudar na Coreia do Sul como brasileiro: as bolsas do governo coreano, as rotas de intercâmbio cultural, o que esperar da vida acadêmica por lá e o que você precisa fazer agora para se preparar.

O que você vai aprender:

Por que a Coreia do Sul está explodindo como destino de intercâmbio

A Coreia do Sul ocupa a 10ª posição entre as maiores economias do mundo e é a 3ª maior da Ásia. O país é reconhecido internacionalmente por seu nível de investimento em educação e pesquisa — e isso se reflete diretamente na qualidade das universidades: a Coreia tem 23 instituições entre as 600 melhores do mundo no QS World University Rankings, sendo que seis delas estão no top 100.

Mas o que está atraindo cada vez mais brasileiros não é só o prestígio acadêmico. É a combinação de fatores difícil de encontrar em outros destinos:

Bolsas integrais com auxílio mensal. O governo coreano mantém um programa robusto de bolsas para estudantes internacionais que cobre mensalidade, passagem, moradia e ainda paga um auxílio mensal para subsistência. Não é promessa: é um edital que sai todo ano com vagas específicas para brasileiros.

Cursos em inglês. Não é obrigatório falar coreano para estudar lá. Universidades como a Seoul National University (SNU), o KAIST e a Yonsei oferecem programas e disciplinas em inglês, e quem entra pela GKS tem um ano de curso de coreano gratuito antes de começar as aulas na universidade.

Custo de vida competitivo. Seul é uma das cidades mais caras da Ásia, mas comparada a Londres, Toronto ou Amsterdã, o custo ainda é significativamente menor. Para quem consegue uma bolsa, a equação fica ainda mais favorável.

Cultura, segurança e qualidade de vida. O país tem uma das menores taxas de criminalidade do mundo, infraestrutura de transporte público impecável e uma experiência cultural genuinamente única — mesmo para quem nunca assistiu a um K-drama na vida.

A bolsa GKS: o caminho mais direto para estudar na Coreia com tudo pago

A Global Korea Scholarship (GKS), também conhecida como KGSP, é o programa de bolsas do governo sul-coreano para estudantes internacionais. É administrada pelo National Institute for International Education (NIIED) e tem vagas específicas para brasileiros todos os anos.

Existem duas modalidades:

GKS-U: para graduação

Destinada a jovens que concluíram o ensino médio e têm até 25 anos. A duração total é de cinco anos: um ano de curso intensivo de coreano e quatro anos de graduação na universidade escolhida.

Para entrar na universidade após o ano de idioma, é necessário atingir o nível 3 no TOPIK (Teste de Proficiência em Língua Coreana). O edital costuma ser divulgado pela Embaixada da Coreia no Brasil em setembro, com candidaturas aceitas até o final do mês.

O que a bolsa cobre:

Requisitos principais:

GKS-G: para pós-graduação

Destinada a brasileiros com diploma de graduação que tenham menos de 40 anos e queiram fazer mestrado, doutorado ou pesquisa na Coreia do Sul. O edital de pós-graduação costuma ser divulgado em fevereiro.

A bolsa de mestrado tem duração de três anos (um de coreano + dois de programa). O doutorado dura quatro anos. As pesquisas têm duração de seis meses a um ano.

Os benefícios são semelhantes aos da GKS-U: passagem, mensalidade, moradia, seguro e auxílio mensal.

Como se candidatar

Existem dois caminhos de candidatura:

Embassy Track: você se candidata pela Embaixada da Coreia no Brasil, em Brasília. Pode escolher até três universidades e compete apenas com outros candidatos brasileiros. É a rota mais acessível para quem está começando o processo.

University Track: você se candidata diretamente pela universidade coreana de interesse. Só é possível escolher uma instituição e a competição é global — você disputa com candidatos do mundo inteiro. Mais difícil, mas disponível para áreas específicas como Engenharia e Ciências da Natureza.

A documentação inclui formulário de candidatura, cartas de recomendação, plano de estudos, histórico escolar com tradução juramentada, comprovante de proficiência em inglês e atestado médico.

As universidades coreanas que você precisa conhecer

A Coreia tem um grupo de universidades reconhecido internacionalmente — e algumas delas estão entre as mais competitivas da Ásia para estudantes internacionais.

As três mais prestigiadas do país são conhecidas pelo acrônimo SKY: Seoul National University (SNU), Korea University e Yonsei University. Todas oferecem programas em inglês e aceitam candidatos pela GKS.

No QS World University Rankings, a Seoul National University aparece na 37ª posição mundial. O KAIST (Korea Advanced Institute of Science and Technology), referência em tecnologia e inovação, ocupa a 39ª. A Korea University está na 69ª posição, seguida pela POSTECH (77ª), Yonsei (85ª) e Sungkyunkwan University (88ª).

Para além do ranking, a escolha deve considerar o curso desejado e o estilo de vida no campus. Yonsei é conhecida pela vida estudantil intensa, com clubes, festas e eventos. KAIST e POSTECH são mais técnicas e orientadas a pesquisa. SNU combina tradição acadêmica com uma vida universitária vibrante em Seul.

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Além da GKS: outras formas de ir para a Coreia

A bolsa do governo coreano é a rota mais completa, mas não é a única. Para quem quer uma experiência mais curta, mais flexível ou com um perfil diferente, existem outros caminhos.

Bolsas diretas das universidades

Muitas universidades coreanas oferecem bolsas próprias para estudantes internacionais, independentemente da GKS. A Seoul National University, por exemplo, cobre 100% da pós-graduação e 30% da graduação para candidatos selecionados com base no histórico escolar. Outras instituições oferecem 50% da graduação para candidatos com média acima de 80%. Vale pesquisar diretamente nos sites das universidades de interesse.

Intercâmbio acadêmico via mobilidade universitária

Se você já está em uma universidade brasileira, verifique se ela tem convênio com alguma instituição coreana. A mobilidade acadêmica permite que você curse um ou dois semestres na Coreia com aproveitamento das disciplinas na sua grade curricular. O custo varia, mas em geral você paga mensalidade na sua faculdade brasileira e a universidade coreana isenta a taxa de matrícula para o intercambista.

Voluntariado cultural

Para quem quer viver a Coreia sem necessariamente estar vinculado a uma universidade, o voluntariado é uma opção real. Plataformas como o Worldpackers conectam viajantes a anfitriões coreanos em troca de hospedagem — em hostels, fazendas e projetos sociais. A troca geralmente envolve algumas horas de trabalho por dia em troca de acomodação e, em muitos casos, alimentação.

Não é uma experiência acadêmica, mas é uma porta de entrada legítima e barata para conhecer o país de dentro — e para quem está construindo o perfil para uma candidatura futura, a imersão cultural conta muito.

Como é a vida acadêmica e o dia a dia na Coreia do Sul

Foto de Daniel Bernard na Unsplash

O idioma

O maior desafio para brasileiros é o coreano. Mesmo nos programas em inglês, a língua local está presente em todo lugar: avisos no campus, interações sociais, oportunidades de estágio. A boa notícia é que quem entra pela GKS tem um ano inteiro de curso de coreano gratuito antes de começar as aulas — tempo suficiente para alcançar uma comunicação básica funcional.

Imersão cultural: o que é e por que vai além do idioma

Para quem vai por fora da GKS, investir no TOPIK antes de embarcar é uma vantagem competitiva clara, tanto para a adaptação quanto para a candidatura em empresas locais durante o intercâmbio.

O ambiente acadêmico

As universidades coreanas têm um ritmo exigente. A cultura de excelência acadêmica é parte central da sociedade coreana, e os campi refletem isso: bibliotecas abertas até tarde, competição por notas, pressão por resultados. Para quem vem do Brasil, a mudança de ritmo pode ser intensa no início.

Por outro lado, os campi oferecem uma infraestrutura completa — dormitórios modernos, refeitórios, clubes estudantis, laboratórios e eventos internacionais. A vida no campus é intensa e rica, especialmente em universidades que têm uma proporção relevante de estudantes estrangeiros.

O custo real de viver lá

A Coreia não é o destino mais barato da Ásia, mas é acessível comparada a destinos ocidentais. Quem mora em dormitório universitário pode viver bem com entre US$ 600 e US$ 1.200 por mês, cobrindo moradia, alimentação, transporte e lazer.

Seul é a cidade mais cara do país. Cidades como Busan, Daejeon ou Gyeongju têm custo de vida menor e ainda oferecem boa qualidade de vida e universidades de referência.

Para quem está com bolsa GKS, o auxílio mensal de 900 mil wons geralmente cobre as despesas básicas em cidades menores e é suficiente para uma vida razoável em Seul, com algum planejamento.

O visto de estudante

Brasileiros com passaporte válido podem entrar na Coreia como turistas por até 90 dias sem visto. Para estudar, é necessário o visto D-2 (estudante). O processo é feito no Consulado da Coreia no Brasil e leva aproximadamente 5 dias úteis. Você precisará da carta de admissão da universidade, passaporte, formulário de visto, comprovante de recursos financeiros e outros documentos específicos que variam conforme o programa.

O que você precisa fazer agora para se preparar

Não existe candidatura de última hora para a Coreia do Sul. O processo exige meses de preparação — às vezes anos. O que você pode começar a fazer agora:

  1. Comece o inglês. A GKS e a maioria dos programas acadêmicos exigem comprovação de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS). Se o seu nível ainda não está no ponto, este é o primeiro passo.

  2. Pesquise o TOPIK. Mesmo que não seja obrigatório na candidatura, ter algum nível de coreano melhora seu perfil e facilita muito a adaptação. O TOPIK tem exames regulares e cursos gratuitos online para iniciantes.

  3. Conheça os editais da GKS. O calendário muda levemente todo ano. Acompanhe o site da Embaixada da Coreia do Sul no Brasil e o portal Study in Korea para não perder os prazos.

  4. Monte um dossiê académico sólido. Cartas de recomendação, histórico escolar com notas acima de 80%, plano de estudos bem escrito e carta de motivação são os pilares da candidatura. Começa cedo porque documentos com tradução juramentada e apostilamento levam tempo.

  5. Tenha um plano, não só um sonho. A diferença entre quem vai e quem não vai para a Coreia — ou para qualquer destino com bolsa — quase nunca é talento. É estratégia e preparo.

Chegou a sua vez de ir para o exterior

A Coreia do Sul tem uma das ofertas mais completas do mundo para quem quer estudar fora com bolsa: um governo que investe em trazer estudantes internacionais, universidades entre as melhores do planeta e um custo-benefício que poucos destinos conseguem competir.

Mas para chegar lá com um plano real, é preciso mais do que entusiasmo. É preciso saber qual bolsa combina com o seu perfil, como montar a candidatura que passa na primeira fase, como preparar os documentos certos e como estruturar um inglês que abra portas — não só na Coreia, mas em qualquer país do mundo.

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