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Morar fora é um dos jeitos mais intensos de aprender sobre o mundo — e sobre nós mesmos. Por mais que a gente pesquise antes de viajar, assista vídeos, leia relatos e converse com quem já fez intercâmbio, a verdade é que algumas surpresas só aparecem quando você está vivendo a rotina de outro país de verdade.
São pequenas diferenças no dia a dia que, somadas, transformam completamente a experiência. Desde a forma como as pessoas se cumprimentam até o jeito de estudar, fazer compras ou lidar com horários, tudo pode parecer estranho no começo.
E é justamente aí que começa a adaptação cultural.
A seguir, reunimos algumas das curiosidades que mais surpreendem brasileiros morando fora — situações comuns que viram histórias clássicas de intercambista.
Você vai aprender:
- Quais hábitos culturais mais causam estranhamento no início
- Diferenças no dia a dia que ninguém te conta antes de viajar
- Por que essas situações fazem parte do processo de adaptação
- Como lidar melhor com o choque cultural
O silêncio em lugares públicos
Para muitos brasileiros, é surpreendente perceber como, em vários países, as pessoas falam baixo em transportes públicos, bibliotecas, cafés e até em grupos de amigos. O silêncio é visto como respeito ao espaço do outro.
No começo, isso pode causar a sensação de que todo mundo está sério ou distante, mas na verdade é apenas uma norma social diferente. Com o tempo, o intercambista aprende a ajustar o volume da própria voz dependendo do ambiente.
Pontualidade levada muito a sério
No Brasil, atrasos pequenos são relativamente tolerados em encontros sociais e até em alguns compromissos acadêmicos. Em muitos países, especialmente na Europa e na Ásia, horário é compromisso real.
Chegar cinco ou dez minutos atrasado para uma aula, reunião ou encontro pode ser visto como falta de respeito. Essa mudança de percepção costuma ser um dos primeiros choques culturais — e também um dos aprendizados mais rápidos.
A franqueza na comunicação
Brasileiros costumam ser mais indiretos para evitar conflitos ou parecer rudes. Em vários países, a comunicação é mais direta e objetiva. Professores, colegas e chefes podem apontar erros ou discordar de você de forma muito clara, sem rodeios.
No início, isso pode soar grosso ou frio, mas geralmente não há intenção de ofender. É apenas uma forma cultural de se comunicar com clareza e eficiência.
A independência desde cedo
Em muitos lugares, jovens saem da casa dos pais mais cedo e assumem responsabilidades do dia a dia rapidamente. É comum que colegas de faculdade já trabalhem, morem sozinhos e resolvam toda a própria burocracia sem ajuda da família.
Para brasileiros que vêm de contextos mais familiares e coletivos, isso pode ser surpreendente — mas também inspirador, porque incentiva autonomia e amadurecimento.
A relação diferente com professores
Em várias universidades fora do Brasil, a relação entre alunos e professores é mais informal, mas também mais autônoma. Professores não costumam “cobrar” tanto a presença ou lembrar constantemente de prazos — espera-se que o estudante gerencie seus compromissos sozinho.
Ao mesmo tempo, é comum chamar professores pelo primeiro nome e conversar com eles fora da sala de aula em horários específicos, como os “office hours”. Essa mistura de informalidade com responsabilidade pega muitos brasileiros de surpresa.
O jeito de fazer amizade
Brasileiros costumam criar laços rápidos, com contato físico, convites frequentes e conversas pessoais logo no início. Em outros países, as amizades podem demorar mais para se aprofundar.
Isso não significa que as pessoas não queiram amizade — apenas que o processo é mais gradual. Muitas vezes, o vínculo se constrói com constância: estudar juntos, dividir atividades e manter contato ao longo do tempo.
A organização e o planejamento do dia a dia
Horários de transporte, funcionamento de serviços públicos, prazos acadêmicos e compromissos pessoais costumam seguir uma organização mais rígida em muitos países. As pessoas planejam com antecedência e esperam que você faça o mesmo.
Para quem está acostumado a resolver muita coisa de última hora, essa mudança exige adaptação — mas também traz a sensação de que tudo funciona de forma mais previsível.
O custo de pequenas coisas
Outra surpresa comum é perceber que itens simples podem ser caros fora do Brasil, como comer fora com frequência, cortar cabelo ou até comprar determinados alimentos. Por outro lado, algumas coisas podem ser mais baratas, como eletrônicos ou transporte estudantil.
Aprender a lidar com essa nova lógica de custos faz parte do processo de se tornar mais independente financeiramente durante o intercâmbio.
Por que essas surpresas são importantes
Essas diferenças não são problemas — são partes fundamentais da experiência de morar fora. Cada estranhamento vira aprendizado, cada dificuldade vira adaptação, e cada adaptação vira crescimento pessoal.
Com o tempo, o que antes parecia esquisito se torna normal. E, quando você volta para o Brasil, muitas vezes é você quem estranha coisas que antes pareciam óbvias.
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