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Muita gente começa a pesquisar sobre bolsas de estudo olhando primeiro para as oportunidades no Brasil. E isso faz sentido: estamos mais familiarizados com o sistema, os editais costumam estar em português e as regras parecem mais simples à primeira vista.
Mas quando o plano envolve estudar fora, é importante entender que as bolsas internacionais funcionam de forma bem diferente das que estamos acostumados por aqui. Os critérios de seleção, o perfil de estudante buscado, os valores oferecidos e até a lógica dos processos seletivos mudam bastante.
Neste artigo, vamos comparar bolsas de estudo no Brasil e no exterior para te ajudar a ajustar suas expectativas e se preparar melhor para candidaturas internacionais.
Você vai aprender:
- Como funcionam as bolsas de estudo mais comuns no Brasil
- Quais são as principais características das bolsas internacionais
- Diferenças nos critérios de seleção
- O que muda em relação aos valores e benefícios
- Como se preparar para esse novo tipo de processo seletivo
Como funcionam muitas bolsas no Brasil
No Brasil, grande parte das bolsas de estudo está ligada a políticas públicas de acesso à educação ou a programas institucionais de universidades. É comum que critérios socioeconômicos tenham peso significativo, especialmente em bolsas integrais ou parciais em instituições privadas.
Além disso, o desempenho acadêmico costuma ser analisado principalmente por meio de notas, histórico escolar e, em alguns casos, provas específicas. Os processos seletivos tendem a ser mais objetivos e baseados em documentos formais, com menos etapas subjetivas como cartas de motivação ou entrevistas longas.
Outro ponto importante é que muitas bolsas brasileiras já estão vinculadas diretamente à instituição de ensino: você entra na universidade e, a partir disso, disputa a bolsa dentro daquele sistema.
Como funcionam muitas bolsas no exterior
Já no cenário internacional, as bolsas de estudo costumam ter uma lógica mais ampla e, muitas vezes, mais competitiva. É comum que existam bolsas oferecidas por governos, fundações, organizações internacionais e pelas próprias universidades.
Além das notas, esses programas analisam com muita atenção o perfil completo do candidato. Experiências extracurriculares, projetos, voluntariado, liderança, trajetória pessoal e objetivos futuros ganham um peso grande na seleção.
Outro diferencial é que a candidatura à bolsa e a candidatura ao curso nem sempre são a mesma coisa. Em muitos casos, você precisa primeiro ser aceito pela universidade e só depois concorrer ao financiamento — ou fazer dois processos paralelos.
Diferenças nos critérios de seleção
No Brasil, a análise costuma ser mais focada em desempenho acadêmico e renda familiar, dependendo do programa. Já nas bolsas internacionais, o conceito de “mérito” é mais amplo.
Os avaliadores querem entender quem você é, que impacto você pode gerar no futuro e como aquela experiência internacional se conecta com seus planos. Por isso, cartas de motivação, cartas de recomendação e até entrevistas são etapas comuns e decisivas.
Isso significa que não basta ter boas notas. É preciso saber contar sua história, mostrar coerência nos seus objetivos e demonstrar envolvimento com atividades além da sala de aula.
Diferenças nos valores e benefícios
Outra grande diferença está no que a bolsa cobre. No Brasil, muitas bolsas estão ligadas principalmente à mensalidade do curso. Auxílios para moradia, alimentação e transporte existem, mas nem sempre fazem parte do pacote principal.
Já em bolsas internacionais, especialmente as governamentais ou de grandes fundações, é mais comum encontrar benefícios mais amplos. Algumas cobrem anuidade, seguro-saúde, passagens aéreas e ainda oferecem um valor mensal para custos de vida.
Por outro lado, também existem muitas bolsas parciais no exterior, que cobrem apenas parte da anuidade. Nesses casos, o estudante precisa combinar diferentes fontes de financiamento ou se planejar financeiramente para complementar o valor.
Diferenças na concorrência
A concorrência também muda de escala. Enquanto muitas bolsas no Brasil têm disputa regional ou nacional, bolsas internacionais podem reunir candidatos do mundo todo.
Isso eleva o nível médio das candidaturas e exige uma preparação mais estratégica. Ter experiências relevantes, um bom nível de idioma e clareza nos objetivos passa a ser essencial para se destacar.
O que isso muda na sua preparação
Se você está de olho em bolsas fora do Brasil, é importante começar a se preparar com antecedência. Desenvolver atividades extracurriculares, buscar experiências de liderança, fazer voluntariado e melhorar o idioma passam a ser partes fundamentais do processo.
Também é essencial aprender a escrever boas cartas de motivação e organizar sua trajetória de forma coerente. Diferente de muitos processos no Brasil, você precisará “se apresentar” como candidato de forma mais completa.
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Foto de capa por Maria Stewart na Unsplash