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Para muita gente, a entrevista do visto é o momento mais tenso de todo o processo de estudar fora. Não é raro ver alunos extremamente preparados em documentos, idioma e universidade sendo reprovados por algo que falaram — ou pela forma como falaram — diante do oficial consular.

O problema é que a reprovação quase nunca acontece por “falta de sorte”. Na maioria das vezes, ela está ligada a respostas mal estruturadas, contraditórias ou que levantam dúvidas sobre o real objetivo do estudante.

Neste artigo, nós vamos explicar as 7 respostas que mais reprovam brasileiros na entrevista do visto, por que elas são mal vistas e, principalmente, como estruturar respostas melhores, coerentes e alinhadas com um plano real de estudos no exterior.

O que você vai aprender:

Como funciona a entrevista do visto na prática

Antes de falar das respostas em si, é fundamental entender uma coisa: a entrevista do visto não é uma prova de simpatia, nem de inglês perfeito, nem de nervosismo controlado.

O objetivo do oficial consular é simples: avaliar se você é um estudante legítimo, com um plano claro, coerente e temporário de estudos fora do país, respeitando as regras do visto solicitado.

Cada pergunta feita na entrevista serve para confirmar três pontos principais:

Quando uma resposta entra em conflito com esses pontos, ela vira um sinal de alerta.

1. “Quero estudar fora porque no Brasil não tem oportunidades”

Essa é uma das respostas que mais reprovam brasileiros — e muita gente se surpreende com isso.

O problema não está em querer melhorar de vida ou buscar experiências internacionais. O problema é colocar o Brasil como um país sem futuro ou passar a ideia de que você não pretende voltar.

Para o consulado, esse tipo de resposta pode soar como uma tentativa de imigração disfarçada de estudos. E isso vai diretamente contra o princípio do visto de estudante, que é temporário.

O que funciona melhor é mostrar que o estudo fora faz parte de um plano de formação, complementando sua trajetória acadêmica e profissional, e não como uma fuga definitiva do Brasil.

2. “Ainda não sei direito o que vou estudar”

Indefinição é um dos maiores inimigos da entrevista do visto.

Quando o estudante não consegue explicar claramente:

isso transmite falta de preparo e de intenção real de estudo.

Mesmo que você esteja no início da vida acadêmica, o consulado espera ver coerência, não certeza absoluta do futuro. É diferente dizer “ainda estou explorando possibilidades dentro da minha área” e dizer “não sei o que vou estudar”.

3. “Vou trabalhar para me sustentar lá”

Essa resposta é extremamente comum — e extremamente perigosa.

Trabalhar durante os estudos pode ser permitido em alguns países, dependendo do visto, mas isso nunca deve aparecer como o objetivo principal da sua ida.

Quando o estudante diz que pretende se sustentar trabalhando, o consulado pode entender que:

O correto é mostrar que você entende as regras, que tem um plano financeiro claro e que qualquer trabalho permitido será secundário e dentro da lei.

4. “Escolhi esse país porque é mais fácil ficar lá”

Essa resposta costuma aparecer com outras palavras, mas a ideia é a mesma: facilidade de permanência.

Para o consulado, isso acende um alerta imediato de intenção migratória. O visto de estudante não é avaliado com base em facilidade de permanência, mas em adequação acadêmica.

Respostas mais seguras são aquelas que conectam o país:

Sempre mostrando que o foco é a formação, não a permanência.

5. “Ainda estou decidindo se volto depois”

Essa resposta pode parecer honesta, mas é extremamente problemática.

O oficial consular não espera que você tenha sua vida inteira definida, mas espera que você entenda o caráter temporário do visto.

Quando você demonstra dúvida sobre voltar, o consulado pode interpretar que você não respeita — ou não entende — as regras do visto de estudante.

O ideal é mostrar que o estudo fora faz parte de um plano maior, que inclui aplicação prática do conhecimento adquirido, independentemente de onde isso aconteça no futuro.

6. “Meus pais estão pagando, mas não sei explicar como”

Insegurança ao falar de dinheiro é outro motivo comum de reprovação.

O consulado não quer saber detalhes íntimos da renda da sua família, mas quer ver que:

Responder de forma vaga ou confusa passa a sensação de improviso ou falta de transparência.

7. “Não pensei muito, surgiu a oportunidade e eu fui”

Essa resposta transmite exatamente o oposto do que o consulado busca: planejamento.

Estudar fora é visto como um projeto sério, que envolve tempo, investimento e propósito. Quando o estudante trata isso como algo impulsivo, o risco de reprovação aumenta.

Mesmo que a oportunidade tenha surgido rapidamente, é fundamental mostrar que houve reflexão, pesquisa e alinhamento com seus objetivos.

Como se preparar melhor para a entrevista do visto

Mais importante do que decorar respostas é entender a lógica por trás das perguntas.

Um bom preparo envolve:

A entrevista não é um interrogatório. Ela é uma validação do seu projeto.

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