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Principais erros de quem planeja um intercâmbio sozinho

Tempo de leitura estimado: 8 a 10 minutos

Planejar um intercâmbio sozinho é totalmente possível — e, muitas vezes, mais acessível. No entanto, quem começa esse processo sem orientação costuma cometer erros que atrasam planos, geram gastos desnecessários ou até fazem a oportunidade ir por água abaixo.

Esses erros não acontecem por falta de capacidade, mas por falta de informação estratégica. Afinal, estudar fora envolve sistemas educacionais diferentes, prazos rígidos, exigências específicas e decisões que precisam ser tomadas com antecedência.

Neste artigo, vamos mostrar os principais erros de quem planeja um intercâmbio sozinho e explicar, em detalhes, como evitá-los para construir um plano mais seguro e eficiente.

Você vai aprender:

  • Por que planejar intercâmbio sem orientação exige atenção redobrada
  • Os erros mais comuns cometidos por iniciantes
  • Como esses erros impactam tempo, dinheiro e oportunidades
  • O que fazer diferente para se preparar melhor
  • Como evitar retrabalho e frustrações no processo

1. Achar que intercâmbio começa pela escolha do país

Um dos erros mais frequentes é começar o planejamento escolhendo apenas o país ou a cidade, sem considerar o perfil acadêmico, o orçamento, o idioma e os objetivos de longo prazo.

Quando a decisão é baseada apenas em desejo ou popularidade do destino, o estudante pode descobrir depois que:

  • O país exige comprovação financeira alta

  • O curso não oferece bolsas acessíveis

  • O visto é mais complexo do que o esperado

O intercâmbio precisa começar pelo perfil do estudante, e não pelo destino dos sonhos.

2. Subestimar prazos e antecedência

Muita gente acredita que dá para organizar tudo em poucos meses. Esse é um erro que elimina diversas oportunidades, principalmente bolsas e programas acadêmicos.

Editais costumam abrir com 6 a 12 meses de antecedência, e algumas etapas exigem tempo, como:

  • Preparação de documentos

  • Traduções juramentadas

  • Provas de idioma

  • Cartas de recomendação

Quem não se planeja com antecedência acaba concorrendo a menos opções — ou nenhuma.

3. Ignorar os requisitos acadêmicos do programa

Outro erro comum é focar apenas no valor da bolsa ou no destino e deixar de lado os critérios acadêmicos.

Cada programa pode exigir:

  • Média mínima no histórico

  • Estar em determinado semestre da graduação

  • Área de estudo específica

  • Experiência acadêmica ou extracurricular

Não verificar esses requisitos antes de se candidatar gera frustração e perda de tempo.

4. Acreditar que só quem é “gênio” consegue estudar fora

Muitos estudantes desistem antes mesmo de tentar por acharem que intercâmbio é apenas para alunos excepcionais.

Na prática, existem oportunidades voltadas para:

  • Estudantes comuns

  • Pessoas em início de carreira

  • Quem nunca saiu do Brasil

  • Quem está começando do zero no planejamento

Esse pensamento limitante faz com que muita gente nem chegue a se candidatar.

5. Não entender como funciona a comprovação financeira

Mesmo em intercâmbios com bolsa, é comum existir algum tipo de comprovação financeira, seja para o visto ou para despesas iniciais.

Quem ignora esse ponto pode:

  • Ter o visto negado

  • Ser desclassificado do processo

  • Não conseguir embarcar após a aprovação

Planejar a parte financeira é tão importante quanto encontrar a oportunidade certa.

6. Deixar o idioma para depois

Outro erro recorrente é achar que o idioma pode ser resolvido “mais para frente”.

Mesmo programas que não exigem certificado oficial costumam avaliar:

  • Capacidade de acompanhar aulas

  • Comunicação básica

  • Leitura e escrita acadêmica

Deixar o idioma para a última hora reduz muito as chances de aprovação.

7. Não entender as regras de visto e permanência

Cada país tem regras próprias para estudantes internacionais, e ignorá-las pode gerar problemas sérios.

Entre os erros mais comuns estão:

  • Escolher um curso que não permite visto de estudante

  • Não verificar se é possível trabalhar legalmente

  • Ignorar exigências de seguro-saúde

Esses detalhes impactam diretamente a experiência no exterior.

8. Se candidatar sem estratégia

Muitos estudantes se inscrevem em qualquer oportunidade que aparece, sem analisar se ela realmente faz sentido para o seu perfil.

Candidaturas sem estratégia costumam ter:

  • Documentos genéricos

  • Cartas de motivação fracas

  • Falta de alinhamento com o programa

Intercâmbio não é sorteio: é processo seletivo.

9. Achar que planejar sozinho significa não buscar apoio

Planejar sem agência não significa fazer tudo sem ajuda. Esse é um erro conceitual importante.

Buscar:

  • Conteúdo confiável

  • Orientação especializada

  • Ferramentas de apoio

não tira a autonomia do estudante — pelo contrário, aumenta suas chances de sucesso.

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Foto de capa por Jess Bailey na Unsplash

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Equipe Universidade do Intercâmbio
AUTOR
22 Jan 2026

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