Muitos estudantes acreditam que o intercâmbio começa quando a carta de aceitação chega. Na prática, ele começa muito antes — no momento em que você decide estudar um idioma com objetivo acadêmico.
A proficiência linguística não é apenas um requisito burocrático. Ela é parte central da sua candidatura, influencia sua nota em exames oficiais, impacta sua autoconfiança na entrevista de visto e determina como será sua adaptação nos primeiros meses fora.
O problema é que grande parte dos atrasos em applications internacionais não acontece por falta de documentos, mas por erros estratégicos no estudo do idioma.
Neste artigo, vamos analisar profundamente os principais erros que fazem estudantes perderem prazos, precisarem refazer exames e, em alguns casos, adiarem o intercâmbio por um semestre ou até um ano.
O que você vai aprender:
- Por que estudar “inglês geral” nem sempre é suficiente
- Como a falta de estratégia atrasa exames oficiais
- Erros comuns na preparação para IELTS e TOEFL
- O impacto da procrastinação linguística no seu cronograma
- Como estruturar um plano de estudo alinhado ao seu application
Estudar sem objetivo claro
Um dos erros mais comuns é começar a estudar idioma de forma genérica, sem definir qual exame será necessário e qual pontuação precisa ser alcançada.
Estudar inglês “para melhorar” é diferente de estudar inglês para atingir IELTS 7.0 ou TOEFL 95. Cada exame tem estrutura própria, critérios específicos de avaliação e estratégias distintas.
Quando o estudante não sabe qual teste precisará fazer, ele tende a focar apenas em gramática básica ou conversação informal. Isso cria uma falsa sensação de progresso, mas não prepara para o formato exigido pelas universidades.
Resultado: quando finalmente decide prestar o exame, percebe que precisa reaprender estratégias, entender critérios de correção e treinar habilidades específicas — o que gera atraso.
Subestimar o tempo necessário para atingir a nota exigida
Outro erro recorrente é acreditar que poucos meses de estudo intensivo serão suficientes para alcançar a nota necessária.
O desenvolvimento linguístico é cumulativo. Ele envolve vocabulário acadêmico, compreensão auditiva avançada, escrita argumentativa estruturada e leitura crítica.
Se a universidade exige nota elevada, especialmente em mestrados e doutorados, a preparação pode levar muitos meses. Ignorar esse fator compromete o cronograma da application.
Muitos estudantes deixam para fazer o exame próximo ao prazo final e, ao não atingir a nota mínima, precisam remarcar a prova — o que pode significar perder o ciclo de candidatura daquele ano.
Focar apenas em conversação e ignorar escrita acadêmica
É comum que estudantes priorizem fluência oral, acreditando que essa é a parte mais importante do idioma. Embora a conversação seja relevante, exames acadêmicos valorizam fortemente leitura e escrita formal.
A escrita exigida em testes como IELTS e TOEFL demanda organização lógica, coesão textual, vocabulário acadêmico e argumentação estruturada.
Quem treina apenas conversação frequentemente encontra dificuldade na produção escrita dentro do tempo limitado da prova.
Não simular o formato real do exame
Estudar o idioma não é o mesmo que estudar para o exame.
Cada teste possui tempo cronometrado, tipos específicos de pergunta e critérios de avaliação muito claros.
Não treinar com simulados oficiais faz com que o estudante desperdice pontos por falta de estratégia, e não por falta de conhecimento.
O nervosismo no dia da prova costuma ser maior quando o formato é desconhecido. Isso impacta diretamente o desempenho.
Procrastinar o agendamento do exame
Outro erro que atrasa intercâmbios é deixar para agendar o exame apenas quando o nível parecer “perfeito”.
Exames oficiais têm datas limitadas e, em alguns períodos do ano, as vagas se esgotam rapidamente. Além disso, o resultado pode levar dias ou semanas para ser divulgado.
Sem planejamento antecipado, o estudante corre o risco de não ter o certificado pronto a tempo de enviar a candidatura.
Ignorar validade do certificado
Certificados de proficiência possuem validade limitada, geralmente de dois anos.
Fazer o exame muito cedo, sem considerar o calendário da application, pode obrigar o estudante a refazer a prova.
Planejamento estratégico significa alinhar estudo, exame e prazo de candidatura.
Acreditar que intercâmbio substitui preparo prévio
Alguns estudantes acreditam que podem chegar ao país ainda inseguros no idioma e aprender “na prática”.
Embora a imersão ajude, universidades estrangeiras exigem nível mínimo comprovado antes da matrícula. Não é possível depender exclusivamente da experiência futura para atingir esse requisito.
Além disso, chegar despreparado aumenta estresse, dificulta compreensão das aulas e pode impactar desempenho acadêmico.
Como evitar atrasos no seu intercâmbio
A solução começa com planejamento reverso. Primeiro, defina o país e as universidades-alvo. Depois, identifique qual exame é aceito e qual nota é exigida.
A partir daí, construa um cronograma realista de estudo, incluindo período de preparação específica para o teste e data estratégica para realização da prova.
O idioma não deve ser tratado como etapa secundária. Ele é parte central da sua candidatura.
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Foto de capa por Haneen Krimly na Unsplash