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Quando falamos em bolsas internacionais, é comum pensar que o inglês é o único idioma relevante. Embora ele seja essencial em grande parte das oportunidades, a realidade é que outros idiomas podem aumentar — e muito — suas chances de aprovação, dependendo do país, do tipo de bolsa e da área de estudo.
Muitos programas de bolsas buscam diversidade linguística, integração cultural e estudantes dispostos a se inserir de verdade no contexto local. Por isso, candidatos que dominam ou demonstram esforço para aprender o idioma do país de destino costumam sair na frente.
Neste artigo, vamos analisar quais idiomas mais impactam candidaturas internacionais, por que eles são tão valorizados e como você pode usar isso estrategicamente no seu plano de intercâmbio.
Você vai aprender:
- Por que idiomas pesam tanto em processos de bolsas
- Quais idiomas mais aumentam suas chances de aprovação
- Como cada idioma se conecta a países e programas específicos
- Quando o inglês é suficiente — e quando não é
- Como escolher o idioma certo para o seu objetivo de intercâmbio
Por que o idioma é um critério tão importante nas bolsas
Para quem concede bolsas, o idioma não é apenas uma ferramenta de comunicação. Ele está diretamente ligado à capacidade de adaptação, ao aproveitamento acadêmico e à integração cultural do estudante.
Um bolsista que entende o idioma local tende a:
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Ter melhor desempenho acadêmico
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Participar mais de atividades e pesquisas
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Se integrar à comunidade universitária
-
Representar melhor o programa e o país anfitrião
Por isso, muitos editais deixam claro que o idioma é um critério eliminatório ou altamente classificatório, mesmo quando as aulas são ministradas em inglês.
1. Inglês: o idioma base das bolsas internacionais
O inglês continua sendo o idioma mais exigido em bolsas internacionais, especialmente em programas globais, universidades de ponta e cursos ministrados em língua inglesa.
Ele é predominante em bolsas para:
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Estados Unidos
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Reino Unido
-
Canadá
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Austrália
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Países com cursos internacionais na Europa e Ásia
Por que o inglês ainda é o idioma mais importante para quem quer estudar fora
Mesmo em países onde o idioma oficial não é o inglês, muitos programas exigem pelo menos um nível intermediário ou avançado para garantir que o aluno consiga acompanhar aulas, leituras acadêmicas e atividades de pesquisa.
2. Espanhol: um grande diferencial para bolsas governamentais
O espanhol é um dos idiomas que mais ampliam o leque de oportunidades para brasileiros, especialmente na América Latina e na Espanha.
Bolsas oferecidas por governos e universidades espanholas e latino-americanas costumam valorizar candidatos que já chegam com domínio do idioma ou disposição clara para estudá-lo.
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Além disso, o espanhol costuma ter:
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Processos seletivos menos concorridos que os em inglês
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Maior número de bolsas integrais
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Menor custo de vida em vários destinos
3. Francês: porta de entrada para bolsas muito disputadas
O francês é um idioma estratégico para quem mira bolsas em países como França, Bélgica, Canadá francófono e partes da África e da Europa.
Muitos programas exigem francês mesmo quando o curso tem componentes em inglês, pois o idioma é essencial para a vida acadêmica e cotidiana.
Além disso, a França é um dos países que mais investem em bolsas governamentais e parcerias internacionais, o que torna o francês um idioma altamente valorizado em candidaturas.
4. Alemão: vantagem em bolsas técnicas e acadêmicas
Embora a Alemanha ofereça muitos cursos em inglês, o alemão continua sendo um grande diferencial, especialmente para bolsas de graduação, doutorado e pesquisa.
Candidatos que demonstram conhecimento do idioma:
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Têm acesso a mais programas
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Se adaptam melhor ao sistema acadêmico
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Ganham vantagem em bolsas financiadas por fundações e pelo governo
Mesmo um nível básico ou intermediário já pode contar pontos importantes no processo seletivo.
5. Italiano e português europeu: nichos menos explorados
Idiomas como italiano e português europeu costumam abrir portas para oportunidades menos concorridas, especialmente em universidades públicas e bolsas regionais.
Na Itália, por exemplo, muitas bolsas valorizam estudantes dispostos a aprender o idioma local, mesmo que o curso seja parcialmente em inglês.
Em Portugal, embora o idioma seja próximo do português brasileiro, demonstrar conhecimento do português europeu e da cultura acadêmica local também pode ser um diferencial.
6. Idiomas asiáticos: oportunidades específicas e estratégicas
Idiomas como japonês, coreano e mandarim não são exigidos em todas as bolsas, mas podem ser decisivos em programas específicos financiados por governos asiáticos.
Essas bolsas costumam oferecer:
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Cursos intensivos de idioma
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Apoio financeiro completo
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Programas de longo prazo
Candidatos que já têm algum contato com o idioma saem na frente, mesmo que não sejam fluentes no momento da inscrição.
Quando o inglês é suficiente — e quando não é
O inglês costuma ser suficiente quando:
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O curso é totalmente internacional
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O programa deixa claro que não exige idioma local
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A bolsa inclui curso de idioma após a chegada
Como aprender inglês com 15 minutos de estudo por dia
Por outro lado, o inglês pode não ser suficiente quando:
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O curso envolve interação direta com a comunidade local
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A universidade exige adaptação rápida
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O edital valoriza integração cultural
Como escolher o idioma certo para o seu plano de intercâmbio
A melhor escolha de idioma depende de três fatores principais:
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País ou região de interesse
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Tipo de bolsa que você busca
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Nível de concorrência que você está disposto a enfrentar
Em muitos casos, aprender um idioma além do inglês é o que transforma uma candidatura comum em uma candidatura estratégica.
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