Quando se fala em intercâmbio, o inglês costuma ser a primeira — e às vezes a única — opção que vem à cabeça. Isso faz sentido: é o idioma mais estudado no mundo, amplamente exigido em universidades e extremamente valorizado no mercado de trabalho.
Mas limitar o intercâmbio apenas ao inglês é ignorar uma parte enorme das possibilidades que existem hoje para estudantes internacionais.
Na prática, o intercâmbio é uma ferramenta para aprender idiomas em contextos reais, e isso vale para muito mais línguas do que a maioria dos brasileiros imagina. Existem países com programas acessíveis, universidades abertas a estrangeiros e até bolsas específicas para idiomas menos óbvios.
O desafio não está na falta de opções, mas em entender quais idiomas podem ser aprendidos, onde isso é possível e, principalmente, qual deles faz sentido para o seu momento de vida.
Neste artigo, vamos explorar os principais idiomas que podem ser aprendidos em um intercâmbio, indo além do senso comum, e mostrar como essa escolha deve estar alinhada aos seus objetivos acadêmicos, profissionais e pessoais.
O que você vai aprender:
- Por que o intercâmbio não se limita ao inglês
- Quais são os idiomas mais comuns aprendidos no exterior
- Idiomas menos óbvios que também oferecem boas oportunidades
- Como o país influencia diretamente o aprendizado do idioma
- Como escolher o idioma certo para o seu plano de intercâmbio
O inglês como porta de entrada — mas não como única opção
O inglês continua sendo o idioma mais procurado em intercâmbios, principalmente porque abre portas em praticamente qualquer país. Ele pode ser aprendido não apenas em destinos tradicionais como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália, mas também em países onde o inglês é a língua de instrução acadêmica, mesmo não sendo o idioma oficial.
Além disso, muitos cursos universitários e programas internacionais são oferecidos integralmente em inglês, inclusive em países da Europa continental e da Ásia. Isso faz com que o inglês funcione como uma língua ponte, permitindo que o estudante estude fora mesmo sem dominar o idioma local desde o início.
Espanhol: proximidade cultural e alta aplicabilidade
O espanhol é um dos idiomas mais acessíveis para brasileiros em um intercâmbio, tanto pela proximidade linguística quanto pela quantidade de países que o utilizam como língua oficial. Espanha e diversos países da América Latina oferecem cursos de idioma, graduações e programas de mobilidade com custos mais baixos do que destinos anglófonos.
Além da facilidade inicial, o espanhol tem grande aplicabilidade acadêmica e profissional, especialmente para quem pretende atuar em contextos internacionais ligados à América Latina, organizações internacionais ou empresas multinacionais com presença regional.
Francês: idioma acadêmico e estratégico
O francês é muito mais do que um idioma culturalmente valorizado. Ele é língua oficial ou amplamente utilizada em diversos países da Europa, da África e do Canadá. Além disso, muitas universidades francesas e francófonas oferecem cursos com custos reduzidos ou até gratuitos, inclusive para estrangeiros.
Aprender francês em um intercâmbio costuma estar fortemente ligado a oportunidades acadêmicas, bolsas e programas governamentais. Para estudantes interessados em relações internacionais, ciências humanas, artes e áreas acadêmicas específicas, o francês pode ser um diferencial importante.
Italiano: idioma acessível e porta para a Europa
O italiano é uma escolha comum entre brasileiros que buscam um primeiro contato com a Europa. A semelhança com o português facilita o aprendizado inicial, e a Itália oferece diversas opções de cursos de idioma e programas acadêmicos com valores mais acessíveis.
Além disso, estudar italiano em um intercâmbio pode ser um passo estratégico para quem pretende futuramente estudar ou trabalhar em outros países europeus, já que a experiência internacional prévia e o aprendizado de uma língua europeia fortalecem o perfil do candidato.
Alemão: idioma exigente, mas cheio de oportunidades
O alemão costuma assustar à primeira vista, mas ele está diretamente ligado a um dos sistemas educacionais mais fortes do mundo. Países como Alemanha e Áustria oferecem cursos universitários com custos reduzidos ou inexistentes, mas exigem domínio do idioma local para a maioria das graduações.
Por isso, o intercâmbio para aprender alemão muitas vezes faz parte de um planejamento de médio a longo prazo. O esforço inicial tende a ser maior, mas as oportunidades acadêmicas e profissionais associadas ao idioma costumam compensar.
Idiomas menos óbvios que também valem o intercâmbio
Além dos idiomas mais conhecidos, existem oportunidades para aprender línguas como japonês, coreano, mandarim, holandês e até idiomas nórdicos. Esses destinos costumam atrair estudantes interessados em áreas específicas, como tecnologia, engenharia, pesquisa e estudos culturais.
Embora esses idiomas exijam maior adaptação, muitos países oferecem cursos preparatórios, programas intensivos e até bolsas voltadas exclusivamente para o ensino da língua. Para quem busca diferenciação no currículo, aprender um idioma menos comum pode ser um grande trunfo.
O papel do país no aprendizado do idioma
Mais importante do que a língua em si é o contexto em que ela é aprendida. Estudar o idioma no país onde ele é falado cria uma imersão que acelera o aprendizado e desenvolve habilidades culturais que não são adquiridas em sala de aula no Brasil.
Por isso, escolher o país certo é tão importante quanto escolher o idioma. Custo de vida, exigências acadêmicas, suporte ao estudante internacional e possibilidade de continuar os estudos após o curso de idioma devem fazer parte dessa análise.
Como escolher o idioma certo para o seu intercâmbio
A escolha do idioma não deve ser baseada apenas em gosto pessoal ou modismo. Ela precisa estar alinhada aos seus objetivos acadêmicos, profissionais e ao seu momento de vida. Um estudante que busca graduação fora terá necessidades diferentes de alguém que quer apenas uma experiência cultural ou um reforço no currículo.
Avaliar prazos, orçamento, nível atual do idioma e planos futuros ajuda a transformar o intercâmbio em uma estratégia, e não apenas em uma experiência isolada.
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Foto de capa por alexey starki na Unsplash