O intercâmbio é o melhor momento possível para crescermos como pessoa e afastarmos nossos medos. Isso porque o choque cultural que presenciamos ao viajar para outro país é como um start para percebemos que nós somos apenas uma micro parte dentro desse mundo gigantesco. Mas para poder vivenciar isso de verdade temos que nos permitir viver todas as experiências que uma oportunidade no exterior proporciona. No entanto, isso fica difícil quando deixamos o medo tomar conta e ficamos paralisados diante das dificuldades. É por isso que é fundamental ficarmos longe do sentimento de insegurança no intercâmbio.

Quais são os maiores medos?

Geralmente o primeiro medo de quem chega lá fora tem relação com a comunicação. Como fazer para se comunicar com pessoas estranhas em outra língua? Essa é uma pergunta que muita gente faz. E isso acontece principalmente quando a fluência no idioma ainda não foi alcançada.

Outra questão que pode afetar algumas pessoas é a falta de confiança para fazer novos contatos e amizades durante o intercâmbio. E isso também tem relação com o idioma. É por isso que muita gente acaba se fechando em grupos formados apenas por brasileiros, o que prejudica e muito uma imersão completa nessa nova cultura, assim como um aprendizado mais profundo do idioma.

Muito relacionado a isso também está a questão cultural. Qual é o propósito de viver em outro país sem respeitar ou ao menos tentar entender a cultura de quem nasceu lá? Qual é o sentido de querer viver em outro país como se ainda estive no Brasil? Um intercâmbio não é completo sem a vivência cultural. E isso inclui tudo: alimentação, modo de vida, relação com as pessoas, atividades de lazer, TUDO. Se você sente que teria dificuldade em se adaptar a coisas novas talvez seja interessante amadurecer esse lado antes de embarcar para o desconhecido.

Mas e a insegurança no intercâmbio do título?

Voltando a pergunta lá do início, como você acha que é possível se manter longe desse sentimento de insegurança no intercâmbio?

O primeiro passo é, sem dúvida, não ter medo. Ou melhor, não ter vergonha. Um dos piores sentimentos da vida é o do arrependimento. E quando passamos um tempo fora isso se intensifica. Já pensou em ficar o resto da vida se lamentando pelas coisas que você deixou de viver quando estava fora do país, passando pelos momentos mais incríveis da sua história?

Seguindo esse raciocínio a segunda dica é: se jogue de verdade na experiência. Conheça pessoas; vá a lugares novos, mesmo que sozinho; não tenha medo de provar aquela comida que pode parecer estranha a princípio e acabar se revelando deliciosa; viva cada momento com 100% de entrega.  Você vai ver que as pequenas incertezas vão desaparecer quando você se permitir tentar.

O terceiro passo é: não guarde tudo só para você. Converse com quem precisar. No início, quando bater aquele medo e você ainda não tiver feito novas amizades, recorra aqueles que mais te conhecem: sua família e amigos que ficaram. O conforto que a familiaridade traz pode ser o melhor combustível para te guiar nesse novo mundo. Mas claro, tenha bom senso. Não exagere nesse contato. Afinal você está em outro país para viver também uma nova vida. Então ficar o tempo todo recorrendo aos seus entes queridos pode não ser a melhor ideia.

Lidar com a insegurança no intercâmbio é mais fácil do que você imagina. E o ideal mesmo é começar a trabalhar essas questões ainda no Brasil, antes da viagem. Já pensou, por exemplo, em contar com o apoio da nossa mentoria especializada para ir se preparando o quanto antes? Faça agora mesmo o seu teste de perfil clicando aqui.

 

 

 


Rafael Cerqueira

Rafael Cerqueira

Jornalista de 26 anos que adora viajar. Baiano que já viveu em Minas, em São Paulo, em Portugal e na Argentina. Conhece 26 países e tem o sonho de conhecer muito mais. Acredita que o mundo é grande demais e o tempo muito curto pra ficarmos parados sempre no mesmo lugar.