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Muita gente acredita que só dá para fazer intercâmbio depois de falar inglês fluentemente. Esse é um dos mitos que mais atrasam o sonho de estudar ou viver uma experiência fora do país.
A verdade é que existem diversos tipos de intercâmbio pensados justamente para quem ainda está no nível básico do idioma — e, em muitos casos, a viagem faz parte do próprio processo de aprendizagem.
Países e instituições no mundo todo recebem estudantes estrangeiros com níveis variados de inglês, especialmente em programas de curta duração, cursos de idioma, voluntariados e experiências culturais.
Além disso, existem destinos onde o inglês nem é o idioma principal, o que reduz ainda mais a exigência.
Se você está no começo da jornada com o inglês, isso não significa que precisa esperar anos para viver uma experiência internacional. O importante é escolher o tipo certo de programa e se preparar de forma estratégica.
Você vai aprender:
- Que tipos de intercâmbio aceitam inglês básico
- Por que algumas experiências não exigem fluência
- Como usar o intercâmbio para evoluir no idioma
- Cuidados importantes ao escolher seu programa
1. Cursos de inglês no exterior
Essa é a opção mais clássica — e uma das mais acessíveis para quem tem inglês básico. Cursos de idioma em países de língua inglesa são feitos justamente para estudantes internacionais que ainda estão aprendendo.
As escolas aplicam testes de nível no início do curso e colocam cada aluno em uma turma adequada ao seu conhecimento. Ou seja, você não precisa chegar sabendo tudo: o intercâmbio é parte do processo de aprendizado.
Além das aulas, o contato diário com a língua no supermercado, no transporte público e em atividades sociais acelera muito a evolução. Mesmo quem começa do básico costuma ganhar confiança rapidamente.
2. Intercâmbios de trabalho voluntário
Programas de voluntariado são ótimas alternativas para quem tem inglês iniciante ou intermediário. Muitas atividades envolvem tarefas práticas, como ajudar em hostels, fazendas, projetos comunitários ou iniciativas ambientais, onde a comunicação não depende apenas do idioma.
Em vários desses programas, o mais importante é a disposição para colaborar e aprender. O inglês acaba sendo desenvolvido naturalmente na convivência com pessoas de diferentes países.
Além disso, como muitos voluntários também não são nativos, o ambiente costuma ser mais acolhedor para quem ainda está ganhando segurança na língua.
3. Work and Travel em funções operacionais
Alguns programas de trabalho temporário no exterior oferecem vagas que não exigem comunicação avançada, principalmente em funções mais operacionais ou de apoio, como limpeza, cozinha, manutenção e atendimento básico.
Nesses casos, saber o inglês essencial para entender instruções e se comunicar no dia a dia costuma ser suficiente. Com o tempo, o próprio trabalho ajuda a ampliar o vocabulário e a fluência.
É uma experiência intensa de imersão, em que o idioma evolui muito mais rápido do que estudando apenas no Brasil.
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4. Intercâmbio em países onde o inglês não é o idioma oficial
Nem todo intercâmbio precisa ser em um país de língua inglesa. Existem programas incríveis em destinos da América Latina, Europa e Ásia onde o inglês é apenas um idioma de apoio — e, às vezes, nem isso é obrigatório.
Em países de língua espanhola, por exemplo, brasileiros costumam se adaptar com mais facilidade no início, enquanto podem estudar inglês paralelamente ou focar em aprender o idioma local.
Essa alternativa é interessante para quem quer viver a experiência internacional sem a pressão de dominar o inglês logo de cara.
5. Cursos técnicos e profissionalizantes de curta duração
Algumas instituições no exterior oferecem cursos práticos de curta duração em áreas como gastronomia, hotelaria, artes, esportes e habilidades técnicas. Nesses programas, a linguagem é muitas vezes mais visual e prática, o que facilita para quem ainda não tem fluência.
Além disso, por serem cursos focados em habilidades específicas, os professores costumam estar acostumados a lidar com estudantes internacionais em diferentes níveis de idioma.
É uma forma de adquirir experiência internacional, aprender algo novo e ainda desenvolver o inglês no processo.
6. Programas culturais e de férias acadêmicas
Existem intercâmbios de férias e programas culturais voltados para jovens e universitários que combinam aulas leves, passeios, atividades em grupo e vivências locais. Neles, o foco principal não é o desempenho acadêmico, mas a troca cultural.
Por isso, o nível de exigência em inglês costuma ser menor. O importante é a vontade de participar das atividades e interagir com pessoas de diferentes nacionalidades.
Esse tipo de experiência é excelente para perder o medo de se comunicar e ganhar confiança no uso do idioma.
7. Intercâmbios com suporte para estudantes internacionais
Alguns programas oferecem apoio extra para estudantes estrangeiros, como tutores, orientação acadêmica e atividades de integração. Isso ajuda bastante quem ainda não se sente seguro com o inglês.
Universidades e escolas que recebem muitos alunos internacionais já estão preparadas para lidar com diferentes níveis de proficiência. O ambiente é mais paciente, e a comunicação costuma ser adaptada quando necessário.
Isso reduz a ansiedade de quem tem medo de “não dar conta” do idioma e cria um espaço mais confortável para evoluir.
O intercâmbio pode ser parte do aprendizado do inglês
Um ponto importante é mudar a mentalidade: você não precisa aprender inglês totalmente para depois viajar. Em muitos casos, o intercâmbio é justamente o que vai acelerar seu aprendizado.
A vivência prática, a necessidade de se comunicar e o contato constante com a língua fazem com que o cérebro aprenda de forma muito mais rápida e natural. O medo de errar diminui com o tempo, e a confiança cresce.
Claro, é essencial ter pelo menos uma base para se virar nas situações do dia a dia. Mas esperar a fluência perfeita pode significar adiar um sonho que já poderia estar em andamento.
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Foto de capa por Annika Gordon na Unsplash