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Um país com menos habitantes que a cidade de Santos está se tornando um dos destinos mais procurados por brasileiros que querem aprender inglês na Europa. Estamos falando de Malta: um arquipélago no meio do Mediterrâneo, com apenas 316 km², onde o inglês é língua oficial e o custo de vida fica bem abaixo da média europeia.
Não é modismo passageiro. Escolas de idiomas locais reportam aumento constante de matrículas de brasileiros nos últimos anos, e o motivo é simples: Malta entrega o combo que quase nenhum outro destino europeu consegue — inglês nativo, clima mediterrâneo, custo mais baixo que Irlanda ou Reino Unido, e a possibilidade de trabalhar legalmente durante o curso.
Mas antes de fechar a mala, tem detalhes importantes que fazem toda diferença: quanto realmente custa estudar lá, como funciona o visto para brasileiros, se dá para trabalhar durante o intercâmbio e como escolher uma escola confiável. É exatamente isso que você vai encontrar a seguir.
O que você vai aprender:
- Por que Malta virou destino queridinho dos brasileiros nos últimos anos
- Quanto custa aprender inglês em Malta (e como se compara com Irlanda e Reino Unido)
- Como funciona o visto para brasileiros e as regras do Espaço Schengen
- Se dá para trabalhar durante o curso de inglês em Malta
- Como escolher uma escola de idiomas credenciada e confiável
- Qual cidade escolher: St. Julian's, Sliema ou Valletta
Por que Malta virou o destino queridinho dos brasileiros
Malta é membro da União Europeia e do Espaço Schengen, mas tem duas línguas oficiais: o maltês e o inglês. Isso significa que qualquer curso de idioma por lá acontece em imersão total — sem precisar aprender uma terceira língua para se virar no dia a dia, como acontece em destinos como Alemanha ou Holanda.
Some a isso o clima mediterrâneo praticamente o ano todo, a segurança (é um dos países mais seguros da Europa) e o fato de ser uma ilha pequena, onde tudo fica perto de tudo — muitos estudantes vão a pé da escola até a praia. O resultado é um destino que entrega experiência de "morar na Europa" com menos barreiras de entrada do que Londres, Dublin ou Berlim.
O boom recente também tem explicação prática: comparado a outros países de língua inglesa, Malta ainda é pouco explorado pelas agências tradicionais de intercâmbio, o que significa preços mais competitivos e menos concorrência por vaga em alta temporada.
Quanto custa aprender inglês em Malta
O curso de inglês costuma ser cobrado por semana, e o valor varia conforme a escola, a intensidade (geral, intensivo ou preparatório para exames como IELTS e TOEFL) e a época do ano.
Como referência de mercado, é possível encontrar cursos gerais a partir de valores próximos a 140-150 euros por semana em plataformas de comparação como a Language International — sempre vale pesquisar diretamente no site da escola antes de fechar.
Onde Malta realmente se destaca é no custo de vida. Segundo comparadores como o Expatistan, viver em Malta é mais barato do que na maioria dos países da Europa Ocidental — hospedagem, transporte e alimentação custam significativamente menos do que em Dublin ou Londres.
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Item |
Malta |
Irlanda |
Reino Unido |
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Língua oficial |
Maltês e inglês |
Inglês |
Inglês |
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Custo de vida |
Mais baixo |
Médio-alto (Dublin é uma das capitais mais caras da Europa) |
Alto |
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Trabalho durante o curso |
Permitido com licença Jobsplus |
Permitido (regras específicas) |
Restrito para vistos de curta duração |
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Clima |
Mediterrâneo, ensolarado |
Frio e chuvoso na maior parte do ano |
Frio e instável |
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Visto para curtas estadias |
Isento até 90 dias (Schengen) |
Isento até 90 dias |
Depende do tipo de curso |
Valores de curso e custo de vida variam conforme época, escola e câmbio — sempre confirme os valores atualizados diretamente com a instituição antes de fechar.
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Documentação: visto, Schengen e ETIAS
Malta faz parte do Espaço Schengen, então as regras de entrada seguem o mesmo padrão de países como França, Espanha e Itália. Isso simplifica bastante o planejamento:
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Cursos de até 90 dias: brasileiros entram como turistas, sem necessidade de visto prévio, dentro da cota de 90 dias em um período de 180 dias no Espaço Schengen.
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Cursos de 15 semanas ou mais: é necessário solicitar o visto de estudante (Visto Nacional Tipo D) antes da viagem, ainda no Brasil.
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ETIAS: a partir do último trimestre de 2026, passageiros isentos de visto (incluindo brasileiros) precisarão preencher essa autorização eletrônica de viagem antes de embarcar. Vale ficar de olho nas atualizações oficiais mais próximo da data da viagem.
Outro ponto que pega muita gente de surpresa: mesmo isento de visto, é comum a imigração maltesa pedir comprovante de hospedagem, passagem de volta e seguro viagem com cobertura mínima — então tenha esses documentos sempre à mão.
Dá para trabalhar durante o curso de inglês em Malta?
Sim, e esse é um dos grandes diferenciais do país. Estudantes matriculados em cursos de idioma reconhecidos podem solicitar uma licença de trabalho (Jobsplus) e trabalhar de forma legal enquanto estudam, geralmente em regime de meio período.
Isso ajuda a equilibrar o orçamento durante o intercâmbio, algo que não é tão simples de conseguir em destinos como Reino Unido ou Estados Unidos.
Vale reforçar: as regras de carga horária de trabalho, tempo mínimo de curso e documentação exigida podem mudar, então sempre confirme as condições atuais direto com a escola e com a imigração maltesa antes de contar com essa renda no seu planejamento.
Como escolher uma escola de idiomas confiável em Malta
Antes de fechar matrícula em qualquer escola, verifique se ela é credenciada pela FELTOM (Federation of English Language Teaching Organisations of Malta), o órgão responsável por fiscalizar a qualidade do ensino de inglês no país. Escolas com esse selo passam por auditorias regulares de infraestrutura, corpo docente e metodologia.
Outros selos que reforçam a credibilidade de uma escola incluem o Eaquals e o IALC, comuns entre instituições europeias de ensino de idiomas. Antes de pagar qualquer valor, confirme diretamente no site oficial da escola:
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Se ela aparece na lista de credenciadas da FELTOM
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Qual é a carga horária semanal do curso
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Se a acomodação é oferecida pela própria escola ou por terceiros
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Política de cancelamento e reembolso
Evitar intermediários desnecessários e aplicar diretamente com a escola é sempre o caminho mais econômico e transparente.
Onde ficar: St. Julian's, Sliema ou Valletta
A maior parte das escolas de idiomas fica concentrada em St. Julian's e Sliema, bairros badalados, próximos à praia e com boa vida noturna e estudantil — ideais para quem quer socializar bastante durante o intercâmbio.
Já Valletta, a capital, tem um perfil mais histórico e tranquilo, com arquitetura barroca e menos agito, sendo uma boa opção para quem prioriza foco nos estudos.
Perguntas frequentes sobre intercâmbio em Malta
Brasileiro precisa de visto para estudar em Malta? Depende da duração do curso. Para cursos de até 90 dias, o brasileiro entra como turista, sem visto, dentro da cota do Espaço Schengen. Para cursos de 15 semanas ou mais, é necessário solicitar o visto de estudante (Tipo D) antes de viajar.
Malta é um destino caro para aprender inglês? Não, pelo contrário. O custo de vida em Malta é mais baixo do que na maioria dos países da Europa Ocidental, e os cursos de inglês costumam custar menos do que na Irlanda ou no Reino Unido, mantendo o padrão de ensino europeu.
Dá para trabalhar enquanto estuda inglês em Malta? Sim. Estudantes matriculados em cursos reconhecidos podem solicitar uma licença de trabalho (Jobsplus) e atuar em regime de meio período durante o intercâmbio, o que ajuda a equilibrar os custos da estadia.
Qual é a melhor cidade para estudar inglês em Malta? St. Julian's e Sliema concentram a maior parte das escolas de idiomas e têm vida estudantil mais agitada. Valletta, a capital, é mais tranquila e histórica, ideal para quem busca um ritmo mais focado nos estudos.
Preciso falar inglês para me candidatar a um curso em Malta? Não. A maioria das escolas oferece turmas para todos os níveis, do iniciante ao avançado, com testes de nivelamento no primeiro dia de aula.
O que é o ETIAS e afeta quem vai estudar em Malta? O ETIAS é uma autorização eletrônica de viagem que passa a ser exigida de viajantes isentos de visto — incluindo brasileiros — a partir do último trimestre de 2026. Ele não substitui o visto de estudante para cursos longos, mas é necessário para entradas de curta duração.
Chegou a sua vez de ir para o exterior
Se você chegou até aqui, é porque aprender inglês na Europa deixou de ser só uma ideia distante e virou um plano real na sua cabeça. E Malta mostra que dá para fazer isso sem pagar o preço de Londres ou Dublin.
Mas para transformar esse plano em embarque confirmado, é preciso mais do que vontade. É preciso estratégia, preparação e as ferramentas certas — desde saber escolher a escola certa até organizar o orçamento e a documentação sem cair em ciladas.
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Foto de capa por Michail Tsapas na Unsplash