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Todo mundo sabe que os Estados Unidos são referência para quem quer aprender inglês. Mas poucos param para calcular o que isso custa na prática: cursos de idiomas por lá partem de US$ 267 por semana, e isso sem contar moradia, alimentação e as despesas do dia a dia em cidades como Nova York ou Los Angeles.

A boa notícia é que imersão real no idioma não exige necessariamente um endereço americano. Existem destinos onde o inglês é língua oficial ou amplamente utilizada, as escolas são reconhecidas internacionalmente, e o custo total da experiência cabe bem mais no bolso. Alguns países chegam a custar menos da metade do que se gastaria nos EUA para o mesmo período de estudo.

Neste artigo, você vai conhecer os principais destinos alternativos, entender o que torna cada um deles vantajoso e descobrir como é possível fazer essa experiência gratuitamente por meio de programas e bolsas. Porque sim — estudar inglês fora do Brasil com tudo pago é uma realidade para quem sabe onde procurar.

O que você vai aprender:

Por que comparar antes de escolher

A lógica de "quero aprender inglês, então vou para os EUA" é compreensível — mas nem sempre é a mais inteligente. Primeiro porque o custo de vida americano é um dos mais altos entre os países de língua inglesa. Segundo porque fluência não depende de endereço, e sim de imersão real: quantas horas por dia você usa o idioma, com quem interage, que situações enfrenta.

Países menores, com menor custo de vida e comunidades de estudantes internacionais bem estruturadas, frequentemente entregam uma experiência de imersão mais intensa do que grandes metrópoles americanas, onde a tentação de se isolar em uma bolha brasileira é enorme.

O critério para escolher bem não é apenas o preço do curso. É a soma de: custo do curso + moradia + alimentação + passagem + visto + oportunidade real de praticar o idioma no cotidiano.

Os destinos que valem a atenção em 2026

Foto de Reinhart Julian na Unsplash

Malta — imersão europeia com preço acessível

Malta é, de longe, o destino mais indicado por especialistas em intercâmbio para quem quer aprender inglês sem desembolsar o que os países anglófonos tradicionais cobram.

É um país da União Europeia, tem o inglês como língua oficial desde sua independência do Reino Unido em 1964, e oferece cursos de idiomas reconhecidos internacionalmente a partir de US$ 150 por semana — valor consideravelmente inferior aos US$ 267 dos EUA.

O custo de vida maltês também é um dos mais baixos da Europa, o que significa que moradia, transporte e alimentação pesam bem menos no orçamento. Para estadias de até 90 dias, sequer é necessário visto. E para cursos de seis meses ou mais, a legislação permite trabalhar enquanto se estuda, o que ajuda a custear a experiência.

A localização geográfica é outro trunfo: de Malta é possível visitar a Itália, a Grécia e outros países europeus com voos baratos e curtos, o que transforma o intercâmbio em algo ainda mais completo.

África do Sul — o destino mais barato da lista

Menos falada nos corredores das agências de intercâmbio, a África do Sul é uma das alternativas de maior custo-benefício para quem quer imersão em inglês. O rand sul-africano é significativamente mais fraco que o dólar americano, o que torna moradia, alimentação e transporte muito acessíveis para brasileiros.

O inglês é uma das onze línguas oficiais do país e domina o ambiente acadêmico, corporativo e turístico. Cidades como Cidade do Cabo e Joanesburgo têm boas escolas de idiomas e uma infraestrutura turística bem desenvolvida. Para quem quer combinar estudo com uma experiência cultural intensa — e economizar bastante no processo — é um destino que merece estar no radar.

Irlanda — trabalhar enquanto aprende

A Irlanda é o destino mais procurado por brasileiros na Europa para intercâmbio de inglês, e por razões claras: qualidade de ensino reconhecida, visto que permite trabalhar e estudar ao mesmo tempo (para cursos acima de um certo período), e custo total bastante competitivo.

Dublin é mais cara e deve ser pesquisada com atenção. Mas cidades como Cork, Galway e Limerick oferecem uma experiência igualmente imersiva com custos bem mais acessíveis e comunidades brasileiras menores — o que, na prática, força mais o uso do inglês no dia a dia. Para um intercâmbio de seis meses com trabalho parcial, a Irlanda é uma das opções com melhor retorno sobre o investimento.

Filipinas — intensivo a custo asiático

As Filipinas se tornaram um destino relevante para brasileiros que querem um treinamento intensivo de inglês com investimento baixo. O inglês é língua oficial do país desde 1935 e está presente em escolas, empresas e na comunicação cotidiana. As escolas filipinas são reconhecidas por seus programas de conversação intensiva, com carga horária elevada e acompanhamento próximo.

O custo de cursos de inglês nas Filipinas parte de cerca de US$ 800 por mês em regime de pensão completa — o que inclui moradia, alimentação e o próprio curso. O principal custo adicional é a passagem, que costuma sair por volta de R$ 8.000 para brasileiros. Para quem tem tempo e quer resultados rápidos, é uma opção sólida.

Malásia — inglês nos negócios, custo controlado

A Malásia combina uma forte presença do inglês no ambiente corporativo e acadêmico com um custo de vida bastante baixo para os padrões internacionais. O país sedeia campi de universidades britânicas e australianas de renome, o que oferece uma via alternativa interessante para quem quer uma graduação ou pós-graduação em inglês sem pagar as mensalidades do Reino Unido ou da Austrália. Para cursos de idiomas puros, o investimento é competitivo e a experiência de imersão em um ambiente multicultural é genuína.

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Comparativo de custos: quanto custa cada destino

A tabela abaixo reúne as referências de custo de curso por semana nos principais destinos — sem contar moradia, passagem e visto, que variam bastante conforme a cidade e o período.

Destino

Custo do curso (por semana)

Observação

Estados Unidos

A partir de US$ 267

Custo de vida elevado nas principais cidades

Reino Unido

A partir de US$ 236

Dispensa visto para até 6 meses

Malta

A partir de US$ 150

Sem visto para até 90 dias; permissão de trabalho em cursos longos

Irlanda

Competitivo

Trabalho permitido; cidades menores são mais baratas

Filipinas

A partir de US$ 800/mês (all-inclusive)

Passagem mais cara para brasileiros

África do Sul

Custo total entre os mais baixos da lista

Menos voos diretos do Brasil

Esses números mostram que é possível ter imersão real no idioma com investimento bastante menor do que o associado aos EUA — especialmente quando se consideram os custos indiretos de cada destino.

Programas gratuitos e bolsas de idiomas para brasileiros

Se o que faz você hesitar é o investimento, existe uma camada de oportunidades que a maioria das pessoas desconhece: programas e bolsas que cobrem o curso de inglês no exterior sem custo para o estudante. Alguns vão além e pagam também passagem, moradia e alimentação.

USA Summer Experience — Santander e UPenn

O programa USA Summer Experience, resultado da parceria entre o Banco Santander e a Universidade da Pensilvânia, oferece bolsas integrais para um curso de inglês de três semanas nos Estados Unidos. As bolsas cobrem passagem de ida e volta, hospedagem em residência universitária, alimentação e seguro saúde.

São 90 vagas destinadas a jovens de 18 a 30 anos com nível de inglês entre B1 e C1. O programa acontece entre 13 e 31 de julho de 2026 no campus da UPenn, na Filadélfia. As inscrições para 2026 já encerraram, mas o programa é recorrente — vale mapear para a próxima edição.

Voluntariado internacional

Uma das formas mais acessíveis de fazer imersão em inglês com custo reduzido é o voluntariado em países anglófonos. Plataformas como Worldpackers conectam estudantes a anfitriões em Malta, África do Sul, Irlanda, Austrália e dezenas de outros destinos. Em muitos programas, a hospedagem e as refeições são cobertas em troca de algumas horas de trabalho por dia — o que significa que o custo real da experiência se resume à passagem e ao visto.

Além de barato, o voluntariado costuma ser uma das formas mais eficazes de praticar o idioma, já que você está imerso em situações reais de comunicação com pessoas de diferentes países e sotaques.

Programas de governos e instituições internacionais

Governos de vários países anglófonos e organizações internacionais mantêm programas de bolsas para atração de estudantes estrangeiros. ONGs, universidades e até empresas multinacionais também entram nessa lista. A lógica é simples: se existe um curso pago (oferecido por agência), muito provavelmente existe uma versão gratuita ou subsidiada oferecida diretamente pela instituição que o organiza.

Mapear essas oportunidades com antecedência faz toda a diferença. Quem começa a pesquisar só quando o edital abre já está atrasado.

Como se preparar para aumentar as chances de aprovação

Conhecer as opções é o primeiro passo. O segundo — e mais decisivo — é se preparar de forma estratégica antes de aplicar. Alguns pontos que fazem diferença:

Documentação em ordem: CV atualizado em inglês, carta de motivação bem escrita e histórico acadêmico são exigências comuns. Esses documentos precisam mostrar, de forma clara, quem você é e por que merece a vaga.

Nível mínimo de inglês: mesmo programas voltados para iniciantes exigem algum nível de compreensão básica. Começar a estudar antes de aplicar aumenta significativamente as chances de passar pelas fases de seleção.

Atenção aos prazos: editais de bolsas abrem e fecham com rapidez. Quem monitora os programas com meses de antecedência tem muito mais tempo para preparar uma candidatura sólida.

Perfil bem construído: muitos programas avaliam não apenas notas, mas histórico de engajamento, liderança e objetivos claros. Saber contar sua história de forma convincente é um diferencial real.

Estudar inglês fora é mais acessível do que parece

Aprender inglês no exterior não precisa significar um endereço americano com custo americano. Países como Malta, Irlanda, África do Sul e Filipinas oferecem imersão real no idioma com um investimento significativamente menor — e, para quem se prepara com antecedência, existem programas que cobrem praticamente tudo.

O que separa quem realiza essa experiência de quem fica só pesquisando não é o dinheiro. É a estratégia. Saber onde olhar, o que documentar e quando aplicar são habilidades que se aprendem — e que multiplicam as chances de aprovação.

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