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Você já parou para pensar que o documento parado na sua gaveta pode valer mais do que parecia há um ano? Em 2026, o passaporte brasileiro subiu no ranking mundial que mede o poder de cada documento de viagem — e essa mudança tem efeito direto em quem está planejando um intercâmbio.

O Henley Passport Index, considerado a principal referência global sobre mobilidade internacional, colocou o Brasil na 16ª posição em 2026, com acesso sem visto a 169 destinos. É a melhor colocação do país desde 2018. Na prática, isso significa menos burocracia, menos gasto com visto e mais destinos abertos para quem quer estudar, morar ou trabalhar fora.

Neste artigo, você entende como funciona esse ranking, por que o Brasil subiu, como o país se compara a outros da América Latina e — o mais importante — o que essa força toda representa para quem está se preparando para o próximo passo internacional.

O que você vai aprender:

  • O que é o Henley Passport Index e como ele funciona
  • Qual a posição do Brasil em 2026 e por que ela melhorou
  • Como o passaporte brasileiro se compara a Chile, Argentina e outros países da região
  • O que essa força significa na prática para quem quer fazer intercâmbio
  • O que muda com o ETIAS na Europa até o fim de 2026
  • Perguntas frequentes sobre o assunto

O que é o Henley Passport Index

O Henley Passport Index é o ranking mais respeitado do mundo sobre poder de passaportes. Ele é elaborado pela consultoria Henley & Partners com base em dados exclusivos da IATA (International Air Transport Association) e avalia 199 passaportes frente a 227 destinos ao redor do planeta.

O critério é simples: quanto mais países um passaporte permite visitar sem a necessidade de solicitar visto com antecedência, mais alta é a posição no ranking. Entram nessa conta destinos totalmente livres de visto, entrada com visto emitido na chegada e autorizações eletrônicas de viagem (como o ETA), desde que não exijam aprovação prévia do governo antes da viagem.

Diferente de outros índices que também avaliam qualidade de vida ou atratividade para investimentos, o Henley mede apenas mobilidade: a liberdade de embarcar sem passar por consulado antes.

Qual é a posição do Brasil em 2026

Na edição de 2026 do Henley Passport Index, o Brasil aparece na 16ª posição global, empatado com a Argentina, com acesso sem visto a 169 destinos de um total de 227 avaliados. É um avanço de duas posições em relação à primeira edição de 2025, quando o país ocupava o 18º lugar — a melhor colocação brasileira desde 2018.

No topo do ranking está Singapura, com acesso a 192 destinos, seguida por Japão e Coreia do Sul, empatados com 188. Um grupo de países europeus — Dinamarca, Luxemburgo, Espanha, Suécia e Suíça — divide a terceira posição, com 186 destinos cada.

Como o Brasil se compara à América Latina

País

Posição global

Destinos sem visto

Chile

13º

175

Brasil

16º

169

Argentina

16º

169

Uruguai

22º

156

México

21º

157

O Chile segue como o passaporte mais forte da América do Sul, mas Brasil e Argentina permanecem entre os únicos três países sul-americanos no Top 20 mundial — um indicador consistente de relações diplomáticas estáveis e acordos bilaterais de isenção de visto.

Por que o passaporte brasileiro subiu

O avanço reflete principalmente acordos de reciprocidade de visto firmados ou mantidos pelo Brasil com outros países, além da estabilidade nas relações diplomáticas brasileiras nos últimos anos. Rankings como o Henley reagem diretamente a esse tipo de movimento: cada novo acordo bilateral de isenção de visto soma um destino ao total do país.

Isso não significa que o processo de intercâmbio ficou automaticamente mais simples — vistos de estudante, por exemplo, continuam exigindo documentação própria mesmo em países onde o brasileiro não precisa de visto de turista. Mas significa que a etapa de entrada no país, para estadias curtas, ficou mais simples em uma lista maior de destinos.

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O que isso significa na prática para quem quer intercâmbio

Um passaporte mais forte não garante bolsa, nem aprovação em programa nenhum — mas ele remove obstáculos importantes na fase de planejamento. Veja o que muda:

Menos gasto com visto de turista ou de curta duração. Em destinos que passaram a dispensar visto para brasileiros, o intercambista economiza taxa consular, tempo de análise e, em muitos casos, a exigência de comprovar vínculo financeiro antes da viagem.

Mais liberdade para programas de curta duração. Cursos de verão, voluntariado, imersões de idioma e viagens de reconhecimento (aquela visita para conhecer o campus antes de se candidatar) ficam mais simples de organizar quando o país de destino já dispensa visto.

Mais agilidade em decisões de última hora. Vagas remanescentes em programas de verão ou intercâmbios de curta duração costumam abrir com pouco tempo de antecedência. Não depender de visto elimina a maior barreira de tempo nesse tipo de oportunidade.

Isso não muda o processo de visto de estudante ou de trabalho. Para permanências mais longas — graduação, mestrado, intercâmbio acadêmico de um semestre ou mais — a exigência de visto específico continua valendo, com toda a documentação própria de cada país.

O que muda com o ETIAS na Europa

Mesmo com a posição forte no ranking, quem for viajar para o Espaço Schengen (a maior parte da Europa) em 2026 precisa ficar atento a uma mudança que não está relacionada ao Henley, mas afeta diretamente o planejamento: o ETIAS, autorização eletrônica de viagem com previsão de entrada em vigor no último trimestre de 2026, com taxa de aproximadamente €20 para viajantes entre 18 e 70 anos.

O ETIAS não é um visto — é um cadastro online prévio, obrigatório para quem já entra na Europa sem visto, incluindo o Brasil. Ou seja: o passaporte brasileiro continua dando acesso sem visto tradicional ao bloco europeu, mas a partir da entrada em vigor do sistema será necessário fazer essa autorização eletrônica antes de embarcar.

Perguntas frequentes

Qual a posição do Brasil no ranking de passaportes em 2026? O Brasil está na 16ª posição do Henley Passport Index 2026, empatado com a Argentina, com acesso sem visto a 169 destinos dos 227 avaliados.

Qual é o passaporte mais forte da América Latina? O Chile, na 13ª posição global, com acesso sem visto a 175 destinos — à frente de Brasil e Argentina.

O passaporte brasileiro melhorou ou piorou em relação a 2025? Melhorou. O Brasil subiu duas posições em relação à primeira edição de 2025, quando ocupava o 18º lugar — a melhor colocação do país desde 2018.

Um passaporte mais forte facilita conseguir bolsa de estudo? Não diretamente. O ranking mede apenas a liberdade de entrada sem visto de turista. A conquista de bolsas e vagas em programas de intercâmbio depende de outros fatores, como perfil acadêmico, idioma e aplicação bem preparada.

Preciso de visto para estudar na Europa mesmo com o Brasil no Top 20? Sim, para estudos de longa duração. A isenção de visto medida pelo Henley vale para estadias curtas, geralmente turismo. Cursos de graduação, pós-graduação ou intercâmbios de um semestre ou mais exigem visto de estudante específico do país de destino.

Chegou a sua vez de ir para o exterior

Chegar até aqui já mostra que você está pensando no intercâmbio com a seriedade que ele merece — e entender o peso do seu passaporte é parte desse planejamento.

Mas um documento forte é só o primeiro degrau. O que realmente define se você vai conseguir estudar, trabalhar ou morar fora é ter estratégia: saber quais bolsas existem para o seu perfil, como aplicar, e como aproveitar cada porta que estiver aberta.

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Foto de capa por Caio Pezzo na Unsplash