Uma das perguntas mais comuns de quem planeja estudar fora é: “Vou poder trabalhar?” Logo em seguida vem outra, ainda mais específica: “Quantas horas por semana?”.
Quando o estudante descobre que muitos países limitam a carga horária de trabalho para quem tem visto de estudo, a reação costuma ser de frustração. Parece contraditório permitir que o aluno trabalhe e, ao mesmo tempo, impor um teto de horas.
Mas essas limitações não existem por acaso. Elas fazem parte da lógica dos sistemas educacionais e das políticas migratórias de cada país.
Entender o motivo por trás dessas regras é fundamental para evitar decisões precipitadas, expectativas irreais e, principalmente, problemas legais que podem comprometer todo o plano de intercâmbio.
Neste artigo, vamos analisar por que tantos países impõem limite de horas de trabalho para estudantes internacionais, o que os governos buscam proteger com essa regra e como isso deve influenciar o seu planejamento financeiro e acadêmico.
O que você vai aprender:
- Por que o visto de estudante não é um visto de trabalho
- Como os governos equilibram estudo e atividade remunerada
- O impacto dessas regras no mercado local
- Por que ultrapassar o limite pode trazer consequências sérias
- Como planejar seu intercâmbio considerando essas restrições
O visto de estudante tem finalidade principal: estudar
A primeira coisa que precisamos entender é que o visto de estudante existe para viabilizar formação acadêmica, não para facilitar imigração por meio do trabalho. Quando um país concede um visto de estudos, ele está autorizando a permanência temporária do estrangeiro com o objetivo central de frequentar aulas e cumprir carga horária acadêmica.
Permitir que o estudante trabalhe algumas horas por semana é, na maioria dos casos, uma concessão complementar — uma forma de ajudar com despesas básicas e proporcionar experiência prática. No entanto, se não houver limite, o risco é que o trabalho passe a ocupar mais espaço do que o próprio estudo, descaracterizando o propósito do visto.
É justamente para preservar essa prioridade acadêmica que muitos governos estabelecem um teto semanal de horas trabalhadas durante o período letivo.
Equilíbrio entre integração e proteção do sistema educacional
Ao permitir trabalho parcial, os países incentivam a integração do estudante à sociedade local. Trabalhar ajuda no desenvolvimento do idioma, na adaptação cultural e na construção de experiência internacional. Porém, essa permissão precisa ser equilibrada com a exigência de desempenho acadêmico.
Se o estudante passa a trabalhar 30 ou 40 horas semanais enquanto está matriculado em período integral, as chances de queda no rendimento aumentam. Isso impacta não apenas o aluno, mas também a instituição de ensino, que precisa manter padrões acadêmicos e taxas mínimas de aprovação.
O limite de horas funciona, portanto, como uma ferramenta de equilíbrio: permite alguma atividade remunerada, mas preserva o foco principal do intercâmbio, que é a formação.
Proteção do mercado de trabalho local
Outro fator importante é a proteção do mercado de trabalho interno. Governos precisam garantir que a presença de estudantes internacionais não gere competição desleal com trabalhadores locais em tempo integral.
Ao restringir a carga horária, o país evita que empresas substituam funcionários locais por estudantes estrangeiros com vistos mais flexíveis ou salários mais baixos. Essa medida ajuda a manter estabilidade econômica e reduz tensões sociais relacionadas à imigração.
Essa lógica faz parte de uma política migratória mais ampla, que tenta equilibrar atração de talentos internacionais com a proteção da própria população economicamente ativa.
O risco de descumprir as regras
Ultrapassar o limite permitido de horas trabalhadas pode parecer, para alguns, uma solução rápida para dificuldades financeiras. No entanto, as consequências costumam ser sérias. Dependendo do país, o descumprimento pode resultar em advertências formais, cancelamento do visto, deportação e até impedimento de retorno futuro.
Além disso, o histórico migratório é frequentemente analisado em aplicações futuras para vistos acadêmicos ou profissionais. Um erro cometido durante um intercâmbio pode comprometer planos de longo prazo.
Por isso, compreender e respeitar as regras não é apenas uma questão de cumprir formalidades, mas de proteger seu projeto internacional.
Impacto direto no planejamento financeiro
Saber que existe limite de horas de trabalho muda completamente a forma como o intercâmbio deve ser planejado. Muitos estudantes cometem o erro de contar com o salário parcial como principal fonte de sustento, o que cria um cenário arriscado.
Na maioria dos casos, o trabalho permitido durante o período letivo ajuda a complementar renda, mas dificilmente cobre integralmente mensalidades e custo de vida. Por isso, o planejamento financeiro precisa considerar reservas, bolsas, auxílios e outras estratégias antes mesmo da viagem.
Encarar o trabalho como complemento — e não como base do orçamento — torna o plano mais seguro e sustentável.
Por que as regras variam de país para país
Embora o princípio geral seja semelhante, cada país define limites específicos de acordo com sua legislação, mercado de trabalho e política migratória. Alguns permitem mais horas durante férias acadêmicas; outros são mais rígidos ao longo de todo o ano. Há também diferenças entre graduação, pós-graduação e programas técnicos.
Essa variação reforça a importância de pesquisar as regras atualizadas do destino escolhido e não assumir que todos funcionam da mesma maneira.
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