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Quando a gente sonha em estudar fora, imagina paisagens lindas, novos amigos, independência e uma vida cheia de descobertas. E sim, tudo isso faz parte da experiência. Mas existe um lado dos primeiros dias no exterior que quase ninguém mostra nas fotos: a fase de adaptação real.

Os primeiros 30 dias morando fora costumam ser uma montanha-russa emocional. Ao mesmo tempo em que tudo é novidade e empolgação, também surgem inseguranças, cansaço mental e a sensação de estar sempre “tentando entender como as coisas funcionam”.

Nada disso significa que você tomou a decisão errada. Pelo contrário: essa fase é normal e faz parte do processo de se tornar mais independente e confiante. Entender o que realmente acontece nesse primeiro mês pode te ajudar a lidar melhor com os desafios e aproveitar mais a experiência.

Você vai aprender:

O cansaço que não é só físico

Nos primeiros dias, tudo exige esforço mental: pegar transporte, entender o sotaque das pessoas, fazer compras, abrir conta no banco, resolver documentos, descobrir como funcionam as aulas.

Mesmo tarefas simples se tornam desafiadoras quando acontecem em outro idioma e em um sistema diferente do que você está acostumado. Isso gera um cansaço acumulado que muita gente não prevê.

É comum se sentir exausto sem ter “feito nada demais”. Seu cérebro está trabalhando o tempo todo para se adaptar — e isso consome muita energia.

O choque cultural nos detalhes do dia a dia

O choque cultural nem sempre aparece como grandes conflitos. Muitas vezes, ele surge nos pequenos estranhamentos: a forma como as pessoas se comunicam, o jeito de organizar filas, os horários das refeições, a maneira como colegas participam das aulas.

Você pode sentir que está sempre “um passo fora do ritmo”, tentando entender regras que ninguém explicou. Essa sensação pode gerar frustração e até vontade de se isolar.

Com o tempo, esses códigos sociais ficam mais claros. Mas no primeiro mês, é normal se sentir meio perdido.

A solidão que pega de surpresa

Mesmo rodeado de colegas internacionais, é comum sentir solidão no início. As amizades ainda estão se formando, as conversas são mais superficiais e você ainda não tem aquela pessoa de confiança para desabafar como tinha no Brasil.

Além disso, o fuso horário dificulta falar com família e amigos, e você pode sentir que está vivendo coisas grandes sem ter com quem compartilhar de verdade.

Essa fase não significa que você não vai fazer amigos — apenas que conexões profundas levam tempo. Persistir nos convites, participar de atividades e se permitir sair da zona de conforto faz toda a diferença.

A importância de criar uma rotina

Um dos pontos de virada do primeiro mês acontece quando você começa a construir uma rotina.

Descobrir seu café favorito, saber qual ônibus pegar sem olhar o mapa, ter um lugar para estudar que já parece familiar — esses pequenos marcos ajudam o novo país a deixar de ser um lugar estranho e virar parte da sua vida.

A rotina traz segurança emocional. Ela reduz a sensação de caos e ajuda você a se sentir mais no controle.

A adaptação não é linear

Tem dias em que você vai amar tudo e se sentir totalmente confiante. Em outros, pode bater saudade, irritação ou vontade de desistir. Essa oscilação é normal.

Morar fora mexe com identidade, autonomia e expectativas. Você está se reconstruindo em um ambiente novo, e isso leva tempo.

O importante é não interpretar os dias difíceis como fracasso. Eles fazem parte do processo de crescimento que o intercâmbio proporciona.

O que ajuda a atravessar melhor os primeiros 30 dias

Manter contato frequente com pessoas queridas, cuidar da saúde, dormir bem e respeitar seus limites emocionais é essencial.

Também ajuda lembrar por que você decidiu estar ali. Revisitar seus objetivos pode trazer clareza nos momentos de dúvida.

E, principalmente, conversar com outros estudantes internacionais mostra que quase todo mundo está passando por algo parecido — mesmo que nem todos falem sobre isso abertamente.

Depois do primeiro mês, muita coisa muda

A boa notícia é que, depois desse período inicial, a adaptação começa a fluir de forma mais natural. O idioma fica menos assustador, as tarefas do dia a dia se tornam automáticas e as amizades começam a se fortalecer.

O país que parecia estranho começa a ganhar cantinhos familiares. E você percebe que já não é a mesma pessoa que chegou ali semanas antes.

Os primeiros 30 dias são intensos, mas também são o começo de uma das fases mais transformadoras da sua vida!

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Foto de capa por sq lim na Unsplash