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Quem está se planejando para fazer intercâmbio costuma se preocupar com visto, universidade, idioma e custos, mas existe um ponto fundamental que muitas vezes fica em segundo plano: o sistema de saúde do país de destino.
Entender como funciona o acesso à saúde no exterior é essencial para evitar gastos inesperados, problemas burocráticos e até dificuldades em situações de emergência. Cada país adota um modelo diferente, com regras específicas para estudantes internacionais, exigência de seguros ou até acesso parcial ao sistema público.
Neste artigo, vamos explicar como funcionam os principais sistemas de saúde para intercambistas pelo mundo, quais são as exigências mais comuns e o que você precisa considerar antes de embarcar.
O que você vai aprender:
- Por que o sistema de saúde é um ponto-chave no intercâmbio
- A diferença entre saúde pública, privada e seguros internacionais
- Como funciona o acesso à saúde para intercambistas em diferentes países
- Quando o seguro-saúde é obrigatório
- O que avaliar antes de escolher um plano de saúde internacional
Por que entender o sistema de saúde é tão importante?
Durante um intercâmbio, qualquer imprevisto pode gerar custos elevados se o estudante não estiver bem informado. Consultas simples, exames ou atendimentos de emergência podem custar centenas — ou até milhares — de dólares em alguns países.
Além disso, muitos governos:
-
Exigem comprovação de seguro-saúde para concessão do visto
-
Limitam o acesso de estrangeiros ao sistema público
-
Possuem regras específicas para estudantes internacionais
Por isso, conhecer o funcionamento do sistema de saúde local faz parte de um planejamento responsável e estratégico.
Sistemas de saúde: público, privado e seguro internacional
Antes de falar dos países, é importante entender os três modelos mais comuns:
O sistema público é mantido pelo governo e, em alguns países, oferece atendimento gratuito ou subsidiado. No entanto, nem sempre estudantes internacionais têm acesso total a ele.
O sistema privado funciona por meio de hospitais e clínicas particulares, com custos geralmente elevados para quem não possui seguro.
Já o seguro-saúde internacional atua como intermediário, cobrindo total ou parcialmente consultas, exames, internações e emergências, dependendo do plano contratado. Em muitos destinos, ele é obrigatório.
1. Europa: acesso parcial ao sistema público
Em grande parte da Europa, o sistema de saúde é público e de alta qualidade, mas o acesso para intercambistas varia conforme o país e o tipo de programa.
Em países como Alemanha, França, Espanha e Portugal, estudantes matriculados em cursos de longa duração geralmente precisam contratar um seguro-saúde local ou internacional aprovado pelo governo. Em alguns casos, após a matrícula, o estudante pode ter acesso ao sistema público mediante contribuição mensal.
Para cursos de curta duração ou intercâmbios de idioma, o seguro-saúde internacional costuma ser obrigatório e o acesso ao sistema público é bastante limitado.
2. Estados Unidos: sistema privado e custos elevados
Os Estados Unidos possuem um dos sistemas de saúde mais caros do mundo e não contam com um sistema público universal.
Para intercambistas, o seguro-saúde é obrigatório e indispensável. Universidades costumam exigir a contratação de planos específicos ou oferecer seguros próprios para estudantes internacionais.
Sem seguro, qualquer atendimento médico pode gerar custos altíssimos, inclusive em situações de emergência. Por isso, estudar nos EUA exige atenção redobrada a esse ponto.
3. Canadá: acesso condicionado ao tempo de curso
No Canadá, o acesso ao sistema público de saúde depende da província e da duração do programa.
Em algumas províncias, estudantes internacionais matriculados em cursos de longa duração podem ter acesso ao sistema público após um período de carência. Em outras, o seguro-saúde privado é obrigatório durante todo o intercâmbio.
Cursos de curta duração normalmente exigem seguro internacional desde o primeiro dia.
4. Austrália e Nova Zelândia: seguro obrigatório para estudantes
Na Austrália, estudantes internacionais são obrigados a contratar o OSHC (Overseas Student Health Cover), um seguro específico exigido pelo governo para concessão do visto de estudante.
Esse seguro cobre atendimentos básicos, hospitalares e emergências, mas nem sempre inclui todos os serviços, como odontologia ou fisioterapia.
Na Nova Zelândia, o seguro-saúde também é obrigatório para intercambistas, e o acesso ao sistema público é bastante restrito para estrangeiros.
5. Ásia: regras variam bastante
Na Ásia, o funcionamento do sistema de saúde para intercambistas varia muito de país para país.
No Japão e na Coreia do Sul, estudantes internacionais matriculados em cursos mais longos geralmente precisam se inscrever em sistemas de seguro nacionais, com contribuições mensais acessíveis.
Em outros países asiáticos, o seguro internacional é a principal exigência, especialmente para intercâmbios de curta duração.
6. América Latina: acesso mais flexível, mas com cuidados
Em alguns países da América Latina, como Argentina e Uruguai, o acesso ao sistema público de saúde pode ser mais flexível para estrangeiros.
Ainda assim, muitas universidades e programas exigem seguro-saúde internacional, principalmente para estudantes de intercâmbio e cursos temporários. Além disso, a qualidade e a cobertura podem variar bastante conforme a região.
O que avaliar antes de contratar um seguro-saúde internacional?
Antes de escolher um plano, é importante analisar:
-
Cobertura para emergências e internações
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Atendimento ambulatorial
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Cobertura em caso de acidentes
-
Validade no país de destino
-
Exigências do visto e da universidade
O seguro ideal é aquele que atende às exigências legais do país e oferece tranquilidade durante toda a experiência.
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