Uma das maiores dúvidas de quem sonha em estudar fora é: dá para trabalhar durante o intercâmbio?
A resposta é: depende do tipo de visto e do país escolhido.
Muitas pessoas não sabem, mas existem vistos de estudante que permitem trabalho legal durante o período de estudos — e isso pode fazer uma diferença enorme no planejamento financeiro e na experiência internacional. Trabalhar não apenas ajuda a complementar a renda, mas também proporciona desenvolvimento profissional, networking e imersão cultural muito mais profunda.
Ao mesmo tempo, é fundamental entender que cada país possui regras próprias, limites de horas e condições específicas. Não compreender essas diferenças pode gerar frustração ou até problemas migratórios.
Neste artigo, nós vamos explicar em profundidade quais são os principais tipos de visto que permitem trabalho durante os estudos, como funcionam as regras e o que você precisa considerar ao escolher um destino.
O que você vai aprender:
- Quais tipos de visto permitem trabalhar legalmente enquanto estuda
- Diferenças entre permissões de trabalho em diferentes países
- Limites de horas semanais mais comuns
- Requisitos para poder trabalhar durante o intercâmbio
- Como escolher um destino que combine estudo e trabalho
Por que alguns vistos permitem trabalho e outros não
A possibilidade de trabalhar durante os estudos está diretamente ligada à política migratória de cada país. Governos equilibram dois fatores principais: atrair estudantes internacionais e proteger o mercado de trabalho local.
Por isso, muitos países permitem que estudantes trabalhem meio período durante o período acadêmico e período integral nas férias. A lógica é que o estudo continua sendo o objetivo principal da permanência no país, mas o trabalho pode complementar a experiência.
Em contrapartida, cursos muito curtos ou programas não reconhecidos oficialmente costumam não dar direito ao trabalho. Isso acontece porque, nesses casos, o estudante não é considerado parte do sistema educacional formal do país.
Vistos de estudante com permissão de trabalho parcial
O modelo mais comum no mundo é o visto de estudante que permite trabalho de meio período. Normalmente, isso significa algo entre 10 e 20 horas semanais durante as aulas, com possibilidade de trabalhar mais horas em períodos de férias acadêmicas.
Países como Canadá, Austrália, Irlanda e Nova Zelândia utilizam esse modelo em grande parte dos programas educacionais elegíveis.
Esse tipo de visto é muito atrativo porque permite que o estudante ganhe experiência profissional internacional ao mesmo tempo em que estuda, além de ajudar no custo de vida.
No entanto, é importante entender que o trabalho raramente paga todos os custos do intercâmbio. Ele funciona como complemento financeiro, não como financiamento total.
Vistos vinculados a cursos técnicos e universitários
Cursos técnicos, profissionalizantes e universitários costumam oferecer mais possibilidades de trabalho legal do que cursos de idioma de curta duração.
Isso acontece porque programas acadêmicos mais longos são vistos como investimentos educacionais mais relevantes pelo governo do país anfitrião. Em alguns casos, esses vistos também permitem que o estudante permaneça no país por um período após a conclusão do curso para trabalhar em tempo integral.
Essa possibilidade de trabalho pós-estudo é um dos fatores que mais atraem estudantes internacionais, principalmente aqueles que buscam experiência profissional global ou até imigração futura.
Vistos com permissão de trabalho no campus
Em alguns destinos, mesmo quando o trabalho externo é limitado, existe a possibilidade de trabalhar dentro da própria instituição de ensino.
O exemplo clássico é o modelo utilizado nos Estados Unidos, onde estudantes podem trabalhar no campus universitário em determinadas condições. Embora as oportunidades sejam mais restritas, elas ainda oferecem experiência internacional e renda complementar.
Esse tipo de trabalho geralmente inclui funções administrativas, bibliotecas, centros acadêmicos ou serviços estudantis.
Programas de estudo e trabalho combinados
Existem também vistos específicos para programas que já nascem com a proposta de combinar estudo e trabalho. Esses programas podem incluir estágios obrigatórios, treinamento profissional ou experiências práticas integradas ao currículo.
Em alguns países, cursos com estágio obrigatório fazem parte da estrutura educacional, o que permite que o estudante trabalhe legalmente na área de formação durante o período do programa.
Esse modelo costuma ser muito interessante para quem busca desenvolvimento profissional direto e experiência internacional relevante para o currículo.
Limites de horas: por que eles existem
Os limites de horas de trabalho existem para garantir que o estudante mantenha o foco principal nos estudos. Governos querem evitar situações em que a pessoa entra no país com visto de estudante, mas na prática trabalha em tempo integral sem estudar.
Por isso, respeitar as regras é essencial. Trabalhar além do permitido pode gerar consequências sérias, incluindo cancelamento de visto ou problemas futuros de imigração.
O que determina se você pode trabalhar ou não
Existem alguns fatores principais que determinam se o estudante terá direito ao trabalho legal:
O primeiro é o tipo de curso. Programas acadêmicos reconhecidos têm mais chances de permitir trabalho do que cursos livres ou de curta duração.
O segundo é a carga horária. Alguns países exigem um mínimo de horas semanais de estudo para conceder permissão de trabalho.
O terceiro é a instituição. Nem todas as escolas são elegíveis para vistos com permissão de trabalho.
Por isso, escolher corretamente o programa faz toda a diferença.
O erro comum de quem quer trabalhar durante o intercâmbio
Um erro frequente é escolher o destino apenas pela possibilidade de trabalho, sem analisar outros fatores importantes como qualidade do curso, custo de vida, objetivos profissionais e planos futuros.
Trabalhar durante o intercâmbio pode ser extremamente positivo, mas deve ser parte de uma estratégia maior — não o único critério de decisão.
Como escolher o melhor caminho para você
A melhor escolha depende do seu objetivo principal.
Se o foco é experiência cultural, talvez o trabalho não seja essencial. Se o objetivo é carreira internacional, escolher um visto que permita experiência profissional pode ser estratégico.
Entender seu momento de vida e suas metas é o que permite tomar decisões inteligentes.
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Foto de capa por Lydia Norstad na Unsplash