Se você está planejando estudar na Europa, então as universidades escandinavas devem definitivamente estar na sua lista de possíveis destinos. Descubra por que você deve considerar estudar na Dinamarca, na Suécia, na Noruega, na Finlândia ou na Islândia (esses dois últimos não fazem parte da Escandinávia tecnicamente, mas são países nórdicos).

Algumas das melhores universidades do mundo

O QS World University Rankings 2019 apresenta um total de 27 universidades escandinavas. São 10 na Finlândia, 8 na Suécia, 5 na Dinamarca e 4 na Noruega. E a maioria delas estão no TOP 500 mundial.

Esses números são muito menores que os de países como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido.  Mas se considerarmos que os países nórdicos têm populações muito menores e menos universidades, o resultado é impressionante.  De fato, a população combinada da Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia (cerca de 26 milhões de pessoas) é menor que a população do estado da Califórnia, nos EUA.

Para aqueles que querem estudar em uma das melhores universidades da região, o ranking pode ser um bom ponto de partida. Mas é importante olhar além deles também. Algumas das universidades escandinavas mais conhecidas não estão listadas no ranking geral. Isso porque elas são especializadas demais para atender aos critérios de inclusão. Dois exemplos são a Stockholm School of Economics e o  Karolinska Institutet. Essa última é uma das maiores faculdade de Medicina da Europa.

Muitas universidades escandinavas oferecem uma seleção crescente de oportunidades para estudar em inglês. Na Suécia, por exemplo, existem hoje quase 100 programas de inglês no nível de bacharelado e mais de 900 no nível de Mestrado. Instituições dinamarquesas oferecem mais de 700 cursos em inglês e as finlandesas mais de 450.

Apoio à pesquisa e inovação

Inovação é certamente uma das palavras que melhor definem os países nórdicos. Todos esses 5 países pontuam consistentemente bem em pesquisas globais destinadas a medir o nível de inovação de diferentes nações espalhadas pelo globo.  No INSEAD Global Innovation Index 2018, por exemplo, a Suécia ocupou o 3º lugar, atrás apenas de Suíça e Holanda. Nesse mesmo ranking a Finlândia ficou em 7º, Dinamarca em 8º, Noruega em 19º e Islândia em 23º.

Os países nórdicos se destacam a nível internacional com relação a quantidade de pesquisas e concentração de pesquisadores. Essas características nacionais são refletidas nas universidades da região, muitas das quais têm um forte foco em pesquisa e inovação. E isso inclui apoio aos estudantes para desenvolverem suas próprias ideias.

O estilo de vida escandinavo

Além das universidades, há também o apelo do estilo de vida escandinavo. Esses países podem até não ter os climas mais atraentes do mundo. Mas são conhecidos por sua alta qualidade de vida, sistemas de apoio social altamente avançados e liderança em questões que vão da igualdade de gênero à política ambiental.

As capitais nórdicas frequentemente se classificam bem em índices globais de qualidade de vida, como o Mercer’s Quality of Living Reports. Na edição desse ano, Copenhague ficou em 8º lugar, Estocolmo em 23º, Oslo em 25º e Helsinque em 31º. Todas estas cidades também estão incluídas entre as 100 melhores cidades do mundo para estudantes na pesquisa feita pela QS Best Student Cities 2018.

É importante notar que essas cidades não estão na mesma escala de grandes metrópoles como Londres ou Nova York. Se você quer se perder entre os arranha-céus e multidões nas ruas ou ter acesso a um sistema de metrô gigantesco, provavelmente vai querer procurar outro lugar. Mas as cidades nórdicas geralmente se orgulham de combinar a vida na cidade com um ambiente agradável, limpo e relativamente descontraído.

A beleza natural também é outra característica tipicamente associada aos países nórdicos. Montanhas, fiordes, ilhas, florestas… Há muito para explorar e muitas atividades ao ar livre em oferta. Apenas lembre-se de que, quanto mais ao norte, mais frio pode fazer. E mais extrema é a variação nas horas de luz do dia.

As universidades escandinavas são realmente incríveis e se preparar para conseguir uma bolsa de estudos por lá é a melhor maneira de poupar dinheiro. Não se esqueça que o custo de vida nesses países é alto. E a melhor forma de fazer isso é através de uma mentoria especializada no assunto.

Matheus Tomoto

Matheus Tomoto

Estudou em escola pública, aprendeu inglês sozinho em 3 meses, foi aceito nas 10 melhores faculdades dos Estados Unidos, trabalhou no MIT (melhor faculdade de tecnologia do mundo), representa o Brasil na Delegação Brasileira de Jovens da ONU, recebeu proposta da NASA e atualmente trabalha como pesquisador em HARVARD. É escritor, palestrante e mentor de pessoas que desejam buscar uma oportunidade no exterior.

Leave a Reply