As dúvidas na hora de pesquisar sobre Direito no exterior sempre aparecem, seja para quem está no Ensino Médio agora e pensa em seguir essa carreira ou mesmo para quem já se formou na área. Mas a pergunta que fica é: vale a pena estudar Direito em outro país?

A resposta para essa pergunta depende muito de qual é o seu objetivo. Se a sua intenção é, por exemplo, cursar todo o curso de Direito em outro país e ser advogado por lá, não vale muito pena. Isso porque a preferência sempre vai ser dos nativos. Agora se o seu foco for fazer uma especialização no exterior as coisas mudam de figura.

Concluir o curso aqui no Brasil e fazer uma pós em áreas como Direito Internacional, Direito Público e Direito Empresarial, por exemplo, vale muito a pena.

De forma geral, existem 3 caminhos para estudar Direito no exterior:

Fazer uma graduação lá fora

Em alguns lugares, como os Estados Unidos, o Direito é tido somente como uma pós-graduação. No entanto, isso é possível em alguns países como os que constituem o Reino Unido. Lá a graduação em Direito existe, porém com uma grade curricular diferente da brasileira. E, além disso, foca mais no aspecto de Common Law. De modo geral não é uma boa fazer a graduação inteiramente no exterior para atuar no Brasil, uma vez que as leis daqui são totalmente diferentes.

Fazer uma pós-graduação em Direito

Como dito antes, nos Estados Unidos, por exemplo, o Direito é considerado uma pós-graduação. Ou seja, o candidato interessado teria que cumprir 4 anos de College no seu país de origem ou nos Estados Unidos. E só depois disso se candidatar para uma Law School de sua escolha através do LSAT e da submissão de outros documentos necessários, que variam entre as escolas.

Fazer uma graduação sanduíche

Através da graduação sanduíche, o estudante de Direito no Brasil pode garantir uma experiência internacional. A possibilidade desse intercâmbio depende de dois fatores. O primeiro é se a universidade daqui do Brasil permite essa modalidade. O segundo é a questão do reaproveitamento dos créditos obtidos lá fora.

Caso o aluno vá para os Estados Unidos, o mesmo formará sua grade baseado em cursos de Ciências Sociais e Políticas e em conteúdos de Direito específicos de cada College ou University de interesse. Isso acontece porque a grade curricular é diferente em cada instituição.

Lembre-se sempre que fazer Direito no exterior é algo que exige muita pesquisa, assim como qualquer outro intercâmbio. E é um processo que desse ser feito com cautela e responsabilidade. Procurar o apoio de uma mentoria especializada é sempre a melhor opção.

Gabrielle Hayashi

Gabrielle Hayashi

Internacionalista, aprovada em mais de 9 bolsas de estudos e 17 programas internacionais. Empreendedora, fundou sua própria empresa aos 19 anos onde ajuda jovens a estudar no exterior.

Leave a Reply