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Imagina aproveitar as férias de julho para dar o primeiro passo rumo a uma experiência que vai mudar o seu currículo, o seu inglês e talvez até a forma como você enxerga a vida. Não é viagem de formatura. Não é um curso de idiomas.

É um intercâmbio em que você trabalha legalmente nos Estados Unidos, ganha em dólares e ainda tem tempo de explorar o país.

Esse programa existe, tem nome e está mais acessível do que parece: chama-se Work and Travel.

O problema é que a maioria dos universitários descobre o W&T tarde demais — quando as vagas já estão tomadas ou quando o prazo para tirar o visto ficou curto. Por isso, as férias de julho são, na prática, a janela perfeita para quem quer embarcar na próxima temporada. Não para viajar, mas para se preparar.

Neste artigo, você vai entender o que é o programa, como funciona, quem pode participar e por que o momento de agir é agora.

O que você vai aprender:

  • O que é o Work and Travel e como ele funciona na prática
  • Quem pode participar e quais são os requisitos
  • Onde e como os estudantes trabalham nos EUA
  • Quanto dá para ganhar durante o programa
  • Por que julho é a janela certa para universitários brasileiros
  • O passo a passo do processo de aplicação

O que é o Work and Travel

O Work and Travel — também chamado de Work Experience USA ou W&T — é um programa regulamentado pelo governo americano que permite que estudantes universitários matriculados trabalhem legalmente nos Estados Unidos durante as férias de verão.

O visto utilizado é o J-1, um visto de intercâmbio cultural emitido pelo Departamento de Estado dos EUA. Com ele em mãos, o participante pode trabalhar em território americano por até 4 meses — e ainda tem direito a mais 30 dias de "grace period" para viajar pelo país antes de voltar ao Brasil.

Ou seja: é possível passar até 5 meses nos Estados Unidos, com tudo dentro da lei, trabalhando, ganhando em dólares e ainda conhecendo o país por conta própria.

O programa não é novidade. Existe há décadas e vai além de um simples trabalho temporário. É uma experiência que combina crescimento profissional e imersão cultural. Para quem está na faculdade e quer uma primeira experiência internacional antes de se formar, é uma das opções mais práticas disponíveis.

Quem pode participar

Os critérios são claros e valem a pena ser lidos com atenção antes de avançar:

É necessário ser cidadão brasileiro ou residente no Brasil, estar matriculado em um curso superior reconhecido pelo MEC e ter entre 18 e 29 anos. Em alguns programas, o limite é de 28 anos — por isso vale confirmar com o provedor escolhido.

Além disso:

  • O curso deve ser presencial. Estudantes de pós-graduação lato sensu, cursos técnicos ou ensino à distância não são elegíveis para o programa.

  • É necessário ter concluído pelo menos um semestre da graduação no momento do embarque.

  • O inglês precisa ser intermediário. Ter um bom nível de inglês é fundamental para o sucesso no programa. Você precisa ter domínio intermediário ou avançado, com pelo menos 50% de aproveitamento em avaliações, além de passar por um teste oral obrigatório.

Se você ainda não tem inglês intermediário, isso não significa que o W&T está fora de alcance — significa que tem tempo de chegar lá antes da próxima temporada. E julho é exatamente o momento de começar.

Onde os participantes trabalham

Uma dúvida comum é sobre o tipo de trabalho disponível. O governo americano estabelece que as vagas do W&T são operacionais. Os estudantes que fizerem um Work and Travel podem trabalhar como concierge de hotéis, caixa de restaurantes de fast food, camareiro, garçom, hostess, assistente de cozinha, entre muitas outras profissões.

Os trabalhos disponibilizados para os universitários são sempre operacionais. Normalmente, os trabalhos são em restaurantes, em posições de garçom ou hostess, hotelaria, lojas e estações de esqui.

Não é um trabalho na sua área de formação — e essa é uma expectativa importante de calibrar. O valor do W&T não está na função exercida, mas no conjunto da experiência: trabalhar em outra língua, se virar em um ambiente novo, lidar com pessoas de culturas diferentes e, claro, acumular experiência internacional no currículo.

Diferente dos intercâmbios "normais", as vagas disponíveis para essa modalidade são, normalmente, orientadas para cidades pequenas e médias. Assim, é menor o risco de encontrar outros brasileiros e cair na tentação de conversar em português.

Quanto dá para ganhar

Esse é um dos pontos mais atrativos do programa. Os salários variam de US$9 a US$20 por hora, com carga horária média de 30 a 40 horas semanais. Alguns empregadores oferecem benefícios extras como refeições com desconto, acomodação, passe de esqui gratuito ou bônus de final de temporada.

Com uma média de 35 horas semanais e um salário de US$ 15 por hora, o participante pode acumular em torno de US$ 2.000 por mês — ou seja, aproximadamente US$ 6.000 a 8.000 ao longo da temporada, antes de descontos e despesas locais.

Não dá para ignorar que o programa também tem custos: passagem aérea, taxa de visto (US$ 160 de visto + US$ 220 de taxa SEVIS), seguro-saúde e acomodação nos primeiros dias.

O investimento total costuma girar entre R$ 25 mil e R$ 28 mil já incluindo reserva financeira. Mas parte significativa desse valor pode ser recuperada durante o próprio programa — o que torna o W&T um dos intercâmbios com melhor custo-benefício para universitários.

Por que julho é a janela perfeita para universitários

Aqui está o ponto que faz toda a diferença — e que a maioria das pessoas não percebe até perder o prazo.

O W&T acontece durante as férias de verão do Brasil, entre os meses de dezembro e março, durante as férias universitárias. Isso significa que o estudante parte em novembro ou dezembro e volta em fevereiro ou março, sem perder um semestre sequer.

O problema é que o processo de aplicação começa muito antes do embarque. Entre julho e outubro você participará de entrevistas online com os empregadores americanos. Após aprovação na entrevista, seu empregador enviará sua Job Offer. Em seguida, entre outubro e dezembro, o participante recebe o DS-2019 e solicita o visto J-1.

Ou seja: quem se inscreve em julho está dentro do prazo ideal. Quem deixa para setembro ou outubro começa a correr risco real de não conseguir vaga ou não ter tempo hábil para tirar o visto.

O visto J-1 para os EUA exige aplicação com 3 a 4 meses de antecedência. Se o embarque acontece em novembro, o processo precisa estar andando em julho ou agosto, no máximo.

Além disso, julho é o mês ideal para:

  • Avaliar o nível atual de inglês e iniciar um reforço intensivo se necessário

  • Reunir a documentação exigida (comprovante de matrícula, documentos pessoais, passaporte)

  • Pesquisar e comparar os programas disponíveis no mercado

  • Planejar as finanças para o investimento inicial

Quem entra em férias em julho com esse plano na cabeça sai bem à frente de quem começa a pesquisar em setembro.

O passo a passo do processo de aplicação

O processo tem etapas bem definidas. Entender a ordem ajuda a não se perder:

  1. Verificação de elegibilidade Confirmar se a matrícula está ativa, se a idade está dentro do limite e se o inglês está no nível mínimo exigido.

  2. Escolha do programa Definir com qual empresa ou provedor você vai seguir o processo. Isso determina o acesso à lista de empregadores e o suporte durante todo o intercâmbio.

  3. Inscrição e entrevistas Preenchimento do formulário de aplicação, envio de documentos e realização de entrevistas online com empregadores americanos. Esse processo acontece entre julho e outubro.

  4. Aprovação e Job Offer Com a aprovação do empregador, você recebe a oferta formal de trabalho — a Job Offer — que é necessária para seguir para o visto.

  5. Solicitação do visto J-1 Com o DS-2019 em mãos (emitido pelo sponsor americano), você agenda a entrevista no consulado e solicita o visto. Os brasileiros participantes desse programa devem apresentar visto do tipo J-1 para conseguir trabalhar no país em um período total de 4 meses.

  6. Compra de passagens e orientações pré-embarque Com o visto aprovado, vêm as passagens, o seguro-saúde e as orientações finais antes da viagem.

  7. Grace Period Ao terminar o programa, você ainda tem direito ao "Grace Period", que são 30 dias para viajar como turista pelos Estados Unidos.

O que o W&T representa de verdade

Tem muita gente que subestima o que uma experiência dessas provoca na vida de um universitário. Não é só o inglês que melhora. Não é só o currículo que fica mais robusto. É o fato de você ter se virado em outro país, ter trabalhado em outro idioma, ter aprendido a lidar com imprevistos sem ninguém do lado para resolver por você.

Isso aparece em entrevista de emprego. Aparece na forma como você se comunica. Aparece na coragem de aplicar para oportunidades maiores porque você já sabe que é capaz de sair da zona de conforto.

O W&T é um programa operacional, de funções simples — mas a pessoa que volta não é a mesma que foi.

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Foto de capa por Yu Kato na Unsplash