🕐 Tempo de leitura estimado: 8 minutos
Você sabia que é possível passar três ou quatro meses nos Estados Unidos, trabalhando legalmente, praticando inglês no dia a dia e ainda guardar uma reserva em dólar no final da temporada?
Parece coisa de quem tem dinheiro sobrando, mas o Work and Travel é exatamente o oposto disso: é um programa pensado para universitários que não têm condições de bancar um intercâmbio tradicional.
O programa existe há décadas e segue sendo um dos mais procurados por estudantes brasileiros. Em 2026, com o mercado americano aquecido e a demanda por mão de obra qualificada em alta, as vagas continuam abertas e acessíveis para quem se planejar com antecedência.
Neste artigo você vai entender exatamente como o programa funciona, quanto precisa ter no bolso antes de embarcar, quais são as etapas da inscrição e o que esperar do dia a dia nos EUA. Sem enrolação, sem romantizar, com os números reais na mesa.
O que você vai aprender:
- O que é o Work and Travel e quem pode participar
- Quais vagas estão disponíveis em 2026 e onde encontrá-las
- Quanto custa ao todo e quanto dá para ganhar durante o programa
- O passo a passo completo para se inscrever
- Os erros mais comuns e como evitá-los
O que é o Work and Travel, afinal?
O Work and Travel é um programa de intercâmbio cultural remunerado, regulamentado pelo governo americano, que permite que universitários de outros países trabalhem legalmente nos EUA durante as férias. O visto utilizado é o J-1, emitido pelo Departamento de Estado e voltado especificamente para programas de intercâmbio.
Na prática, funciona assim: você se inscreve no programa, é conectado a um empregador americano, obtém o visto, embarca e trabalha por três ou quatro meses. Ao terminar a temporada de trabalho, ainda tem um período de 30 dias (o chamado grace period) para viajar e conhecer o país antes de voltar ao Brasil.
Os empregos costumam ser em setores como hospitalidade, resorts, parques temáticos, hotéis e restaurantes. Não são cargos que exigem formação específica, mas exigem disposição, inglês intermediário e flexibilidade para se adaptar a funções operacionais e mudanças de cidade.
Quem pode participar:
-
Ter entre 18 e 28 anos
-
Estar regularmente matriculado em graduação presencial no Brasil
-
Ter inglês em nível intermediário ou avançado
-
Não estar cursando pós-graduação, curso técnico ou EAD
Quais vagas estão abertas em 2026?
As vagas do Work and Travel se concentram em dois grandes períodos do ano: o verão americano (maio a setembro) e o inverno (novembro a março), que corresponde às férias das universidades brasileiras.
Para a temporada de verão de 2026, os processos seletivos já estão em andamento. As áreas com mais vagas disponíveis são:
Resorts e estações de esqui — estados como Colorado, Vermont, Carolina do Norte e Maryland concentram boa parte das vagas de inverno, com funções como operador de elevador, atendente de loja, recepcionista e monitor esportivo.
Parques temáticos — empresas como Disney e outros parques de Orlando, Califórnia e outros estados buscam atendentes, monitores e assistentes de hospitalidade.
Hotéis e restaurantes — vagas distribuídas por todo o país, com concentração em cidades como Orlando, Miami, Nova York e regiões litorâneas.
Acampamentos e centros de lazer — modalidade próxima ao Work and Travel, voltada para quem tem perfil de educação física, esportes ou atividades ao ar livre.
A busca por vagas pode ser feita de duas formas.
A primeira, e mais segura para quem está fazendo o programa pela primeira vez, é através de uma empresa operadora do programa no Brasil. Elas conectam o candidato diretamente a empregadores americanos e cuidam de boa parte da burocracia.
A segunda opção é o chamado Work and Travel independente, em que o próprio candidato busca o emprego, negocia com o empregador e organiza a documentação necessária para o visto.
Quanto custa o Work and Travel em 2026?
Essa é a pergunta que todo mundo faz, e a resposta depende de alguns fatores. Mas dá para ter uma estimativa clara dividindo os custos em duas categorias: o investimento inicial antes de embarcar e os gastos no dia a dia nos EUA.
Investimento inicial (antes de embarcar)
Item Valor estimado Taxa do programa (operadora brasileira) R$ 3.000 a R$ 6.000 Taxa SEVIS (visto J-1) US$ 35 (Work and Travel) Taxa consular MRV US$ 185 Passagem aérea R$ 2.500 a R$ 4.000 Seguro viagem (3 a 4 meses) R$ 800 a R$ 1.500 Reserva inicial para primeiros dias US$ 500 a US$ 800
O custo total antes de embarcar fica na faixa de R$ 9.000 a R$ 15.000, dependendo da operadora escolhida, da época de compra da passagem e do câmbio no momento.
Um detalhe importante: a taxa SEVIS para o visto J-1 no Work and Travel é de US$ 35, bem abaixo dos US$ 220 cobrados para outras categorias de J-1 e dos US$ 350 do visto de estudante F-1. Isso torna o programa significativamente mais barato do que outros intercâmbios americanos.
Gastos no dia a dia nos EUA
Durante a temporada, a maior parte dos empregadores oferece moradia e alimentação incluídas no contrato, o que reduz bastante os gastos diários. Em situações em que a acomodação não é fornecida, o participante precisa se organizar para pagar o aluguel com a própria renda.
Com moradia e alimentação incluídas, os gastos mensais com transporte, lazer e itens pessoais ficam entre US$ 200 e US$ 400.
E quanto dá para ganhar?
Os salários variam de acordo com o empregador, o estado e a função. O valor médio está entre US$ 8 e US$ 16 por hora, com jornada de 40 a 60 horas semanais durante a alta temporada. É comum que participantes consigam poupar entre US$ 1.500 e US$ 3.000 ao longo da temporada, mesmo depois de cobrir os gastos mensais.
Em termos práticos: dependendo da função e da cidade, o programa pode se pagar antes do fim da temporada e ainda sobrar dinheiro para o grace period.
Ainda não tem certeza sobre qual caminho internacional faz mais sentido para o seu perfil? A Escola M60 é o maior preparatório do Brasil para intercâmbios e está com vagas abertas para a próxima turma com condições exclusivas. 👉 FAZER O TESTE DE PERFIL
LEIA TAMBÉM: M60 pelo mundo: como a Milena conquistou um Work and Travel no Uruguai
Como se inscrever: o passo a passo completo
1. Verifique sua elegibilidade
Antes de qualquer coisa, confirme que você atende aos requisitos: matrícula ativa em graduação presencial, idade entre 18 e 28 anos e inglês intermediário. Candidatos de pós-graduação, cursos técnicos ou EAD não são elegíveis para o Work and Travel.
2. Escolha uma operadora ou busque a vaga de forma independente
Para quem está fazendo o programa pela primeira vez, contratar uma operadora brasileira credenciada é o caminho mais seguro. Ela cuida da conexão com o empregador americano, da emissão do DS-2019 (documento necessário para o visto) e do suporte durante o processo.
Se você já tem experiência no programa ou prefere mais autonomia, o caminho independente permite buscar vagas diretamente com empregadores nos EUA e negociar condições sem intermediários.
3. Passe pela seleção
A maioria das operadoras realiza uma entrevista em inglês para avaliar o nível do candidato. Algumas promovem feiras de contratação presenciais ou virtuais, em que o participante pode conversar diretamente com o empregador americano e garantir a vaga no mesmo dia.
4. Organize a documentação
Com a vaga confirmada, vem a parte burocrática:
-
Formulário DS-160 (solicitação de visto)
-
DS-2019 (emitido pela organização americana, o sponsor)
-
Pagamento da taxa SEVIS
-
Passaporte válido
-
Comprovante de matrícula universitária atualizado
-
Job offer assinada
5. Agende e compareça à entrevista no consulado
O agendamento da entrevista consular precisa ser feito com antecedência. Os prazos podem variar, e em períodos de alta demanda, como antes da temporada de verão, a espera pode ser maior. O recomendado é iniciar o processo com pelo menos 3 a 4 meses de antecedência em relação à data de embarque.
6. Embarque e curta o programa
Com o visto J-1 em mãos, é só embarcar. A temporada de verão nos EUA vai de maio a setembro. O período de inverno, voltado para resorts de neve, vai de novembro a março.
O que ninguém te conta antes de ir
Sobre o inglês: o Work and Travel exige inglês funcional. Não precisa ser perfeito, mas precisa ser suficiente para trabalhar, se comunicar com colegas e resolver imprevistos do dia a dia. Candidatos com nível muito básico costumam ter dificuldade na seleção e, se aprovados, enfrentam desafios maiores durante a experiência.
Sobre a moradia: quando o empregador oferece acomodação, ela geralmente é compartilhada com outros intercambistas, no próprio local de trabalho ou em casas próximas. É funcional, mas não é conforto de hotel. Quem não estiver preparado para dividir espaço pode se frustrar.
Sobre os impostos: parte do salário é descontada para impostos americanos. Dependendo do estado e do valor ganho, é possível pedir restituição ao final do programa, mas isso requer organização e um processo burocrático específico.
Sobre o planejamento: começar o processo tarde é um dos erros mais comuns. A emissão do DS-2019, o agendamento consular e a compra da passagem levam tempo. Quem deixa para a última hora corre o risco de perder a temporada.
Work and Travel vs. outros programas: o que faz sentido para você?
O Work and Travel é uma boa opção para universitários que querem uma primeira experiência internacional com custo inicial controlado e possibilidade de retorno financeiro durante o próprio programa. Mas ele não é o único caminho.
Para quem tem interesse em experiência profissional na área de formação, programas como trainee global e estágios internacionais costumam ser mais estratégicos a longo prazo.
Para quem quer bolsa de estudos integral, as portas são outras: graduação, mestrado e programas governamentais exigem uma preparação diferente, mais estruturada e com maior retorno no currículo.
A questão não é qual programa é melhor. É qual programa faz sentido para o seu perfil, seus objetivos e o momento em que você está.
Chegou a sua vez de ir para o exterior
O Work and Travel mostra que ir para os EUA não precisa depender de uma família rica ou de uma conta bancária cheia. Com planejamento, processo e as informações certas, universitários de todo o Brasil fazem essa experiência todo ano.
Mas para ir além do Work and Travel, para de fato construir uma carreira ou uma vida fora do Brasil com estratégia, é preciso mais do que uma temporada. É preciso entender qual caminho é o seu.
A Escola M60 é a maior escola preparatória do Brasil para intercâmbios e está com vagas abertas para a nova turma.
Nela, você tem acesso a mais de 1.000 aulas gravadas, mentorias ao vivo, IA exclusiva para rastreamento de bolsas, revisão de documentos, simuladores de provas internacionais e a Comunidade M60, um espaço com alunos e ex-alunos que já estão fora, prontos para compartilhar o que funcionou.
Quer descobrir se você tem o que é preciso para entrar? Clique abaixo e faça agora o seu Teste de Perfil:
Foto de capa por Braňo na Unsplash