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Você já imaginou passar as férias da faculdade trabalhando em Dublin, Berlim ou Lisboa enquanto economiza para se manter no exterior — ou até para financiar a próxima etapa da sua vida fora do Brasil?

O Work and Travel na Europa não é só um clichê de quem tem dinheiro sobrando. Para universitários brasileiros, ele é uma das formas mais inteligentes de dar os primeiros passos lá fora: sem precisar largar tudo, sem precisar falar o idioma perfeitamente e, dependendo do destino, sem grandes barreiras burocráticas.

O problema é que a maioria das pessoas que pesquisa sobre isso encontra informações genéricas, desatualizadas ou voltadas para a Austrália e os EUA — e acaba sem saber que a Europa tem opções reais, estruturadas e acessíveis para quem ainda está na graduação.

Neste artigo, você vai conhecer os países europeus que permitem que estudantes brasileiros trabalhem legalmente durante as férias, entender como cada visto funciona na prática e descobrir o que é preciso para se preparar com antecedência.

O que você vai aprender:

Por que o Work and Travel na Europa vale a pena para universitários

Antes de entrar nos países, vale entender por que a Europa é uma boa escolha — e por que ela costuma ser subestimada.

Ao contrário do que muita gente pensa, o Work and Travel não é exclusividade da Austrália ou do Canadá. Vários países europeus permitem que estudantes internacionais, incluindo brasileiros, trabalhem legalmente enquanto estudam — e isso inclui as férias de verão europeu, que caem entre junho e setembro.

A lógica é simples: você se matricula em um curso (de idiomas, por exemplo), obtém o visto de estudante correspondente e, dentro dos limites legais daquele país, trabalha para complementar sua renda. Em muitos casos, o salário é suficiente para cobrir parte significativa dos custos de vida.

Além do fator financeiro, há algo que não tem preço: a experiência real de trabalhar em outro país, construir rede de contatos internacionais, aprimorar o idioma em contexto real e entender como funciona o mercado de trabalho europeu por dentro.

Para quem está na faculdade e ainda não tem clareza sobre o próximo passo, uma temporada assim pode mudar completamente a perspectiva de carreira.

Irlanda: o destino mais flexível para universitários brasileiros

A Irlanda é, há anos, o destino preferido dos brasileiros que querem unir estudo e trabalho na Europa — e não é por acaso.

Com o visto Stamp 2, estudantes matriculados em cursos de no mínimo 25 semanas podem trabalhar até 20 horas por semana durante o período letivo e até 40 horas nas férias (de junho a setembro e de 15 de dezembro a 15 de janeiro).

O idioma oficial é o inglês, o salário mínimo está entre os mais altos da Europa — o salário mínimo é um dos mais altos da Europa, o que ajuda bastante a equilibrar as contas — e Dublin concentra a maioria das vagas em hospitalidade, serviços, comércio e atendimento ao cliente.

O que você precisa para ir à Irlanda:

Outro ponto a favor: a facilidade de viajar para outros países europeus e a grande comunidade brasileira são pontos que atraem muitos estudantes.

Alemanha: ideal para quem quer algo mais estratégico

A Alemanha é o destino certo para quem está na graduação e quer uma experiência mais ligada ao mercado de trabalho qualificado.

Com o visto de estudante alemão, universitários podem trabalhar 120 dias inteiros por ano — ou 240 meios dias. Isso significa que durante as férias, é possível trabalhar em tempo integral.

O Working Holiday é fruto de um acordo bilateral entre o Brasil e a Alemanha que permite que jovens de ambos os países tenham uma experiência de intercâmbio cultural, com liberdade para viajar e trabalhar ao longo de um período de até doze meses. Ele é voltado para jovens entre 18 e 30 anos e é uma alternativa mais acessível para quem não está matriculado em uma universidade alemã.

Para universitários brasileiros que querem ir como estudantes ou estagiários, a Alemanha também oferece o visto de estágio — que exige que o estágio seja vinculado à área do seu curso superior e que você tenha completado pelo menos quatro semestres.

O que diferencia a Alemanha:

O desafio principal é o idioma: a maioria dos cursos e vagas exige pelo menos nível B2 em alemão.

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Portugal: a porta de entrada mais acessível

Portugal tem uma posição única para brasileiros: o idioma em comum elimina uma das maiores barreiras iniciais e o custo de vida ainda é mais baixo do que em destinos como Irlanda ou Alemanha.

Pelo visto de estudante português, universitários matriculados no ensino superior podem trabalhar durante o período letivo e têm permissão de trabalho em tempo integral nas férias escolares. Durante as férias escolares, é permitido exercer atividade profissional em tempo integral. Esse direito é aplicável exclusivamente a estudantes do ensino superior (licenciatura, mestrado e doutoramento).

Vale o alerta: as regras em Portugal mudaram nos últimos dois anos e o controle sobre atividade profissional de estudantes ficou mais rígido. Antes de iniciar qualquer trabalho, o estudante deve comunicar à AIMA. Ignorar essa etapa pode comprometer a manutenção da autorização de residência.

Áreas com mais vagas em Portugal:

Espanha: 20 horas semanais para quem está na faculdade

A Espanha é uma das opções mais subestimadas para universitários brasileiros. Com o visto de estudante espanhol, os estudantes internacionais podem trabalhar até 20 horas por semana durante os estudos, mas é necessário obter uma autorização de trabalho, que é solicitada pelo empregador e deve ser compatível com o horário das aulas.

O país oferece cidades vibrantes, clima favorável e um custo de vida que varia bastante: Barcelona e Madrid são mais caras, mas cidades como Valência, Sevilha e Granada têm um custo bem mais acessível.

O espanhol é o idioma de trabalho — o que para muitos brasileiros é uma vantagem, já que a proximidade com o português facilita a aprendizagem rápida.

Atenção: o visto de estudante espanhol exige matrícula em instituição reconhecida e comprovação de recursos financeiros. A autorização de trabalho precisa ser solicitada pelo empregador, o que significa que você deve ter um contrato antes de trabalhar.

Países Baixos: uma opção para quem tem inglês sólido

A Holanda é menos citada, mas é um destino cada vez mais relevante para universitários brasileiros — principalmente para quem busca vagas na área de tecnologia, ciências e design.

Os estudantes internacionais nos Países Baixos podem trabalhar até 16 horas por semana durante o período letivo e em período integral durante as férias de verão (junho a agosto). Para isso, é necessário obter uma autorização de trabalho, que é geralmente solicitada pelo empregador.

O grande diferencial holandês é que muitas empresas — de pequenas startups a multinacionais como ASML, Philips e Booking — têm processos seletivos conduzidos totalmente em inglês.

O desafio: o custo de vida em Amsterdã é alto. Planejar-se financeiramente antes de embarcar é fundamental.

O que todos esses destinos têm em comum

Independentemente do país escolhido, há um conjunto de pontos que se repetem e que você precisa ter em mente:

  1. O visto precisa ser solicitado antes de embarcar. Não existe possibilidade de regularizar a situação "depois que chegar". Cada país tem seus prazos e requisitos específicos — e o tempo médio de análise varia de semanas a meses.

  2. O trabalho precisa ser legal. Trabalhar sem autorização coloca em risco não só a estadia atual, mas toda a sua trajetória internacional futura. Qualquer irregularidade pode resultar em deportação e proibição de entrada.

  3. Inglês ou o idioma local faz diferença. Mesmo na Irlanda, onde o inglês é nativo, uma comunicação clara abre muito mais portas. Em Alemanha e Espanha, o idioma local é quase obrigatório para funções além de serviços básicos.

  4. O planejamento precisa começar com antecedência. Processos de visto, inscrição em cursos, comprovação financeira e busca de emprego levam tempo. Quem começa a se preparar com pelo menos seis meses de antecedência tem muito mais chances de acertar.

Quanto dá para ganhar trabalhando na Europa nas férias

Os valores variam bastante por país, mas para ter uma referência:

Esses números não representam enriquecimento, mas são suficientes para se manter no exterior e, em muitos casos, ainda guardar algum dinheiro.

Como se preparar para o Work and Travel na Europa

O processo começa muito antes do embarque. Veja os passos essenciais:

Escolha o país com base no seu perfil e objetivos. Se você quer praticar inglês, a Irlanda é o melhor destino. Se tem afinidade com o mercado de tecnologia ou engenharia, a Alemanha faz mais sentido. Se o idioma é uma barreira, Portugal oferece o menor atrito inicial.

Pesquise os requisitos de visto específicos do país de destino. Cada país tem suas regras, e elas mudam com frequência. Consulte sempre o site oficial do consulado ou da embaixada.

Comprove seu vínculo universitário. A maioria dos vistos de estudante exige comprovante de matrícula ativa em uma faculdade brasileira ou no curso de destino. Não pule essa etapa.

Cuide do idioma com antecedência. Mesmo que o inglês não seja exigido formalmente, ele abre portas para vagas melhores e bem mais bem pagas. Para Alemanha e Espanha, o idioma local é praticamente indispensável.

Tenha uma reserva financeira mínima. Todos os países exigem comprovação de que você tem condições de se manter nos primeiros meses, antes de começar a trabalhar.

Considerações finais sobre Work and Travel na Europa

Passar as férias universitárias trabalhando na Europa não é um privilégio reservado a quem tem passaporte europeu ou família rica. É uma estratégia real, utilizada por milhares de brasileiros a cada ano, em países que têm marcos legais claros para receber esses estudantes.

A diferença entre quem vai e quem fica sonhando não é sorte — é preparação. Saber qual país escolher, como solicitar o visto certo, o que o empregador vai exigir e como se posicionar no mercado local são habilidades que se aprendem antes de embarcar.

Se você leu até aqui, o intercâmbio não é mais uma ideia distante. É um plano que começa a tomar forma — e ele precisa de mais do que vontade. Precisa de estratégia, ferramenta certa e alguém que já fez isso antes.

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Foto de capa por Nick Karvounis na Unsplash