Diferenças culturais no intercâmbio: como lidar?

Imagine a seguinte situação: você acabou de conhecer uma colega de faculdade e vai cumprimentá-la com um beijo no rosto quando de repente ela se afasta. Outro exemplo: você chega na casa de um colega e esquece de tirar os sapatos. Logo em seguida escuta uma voz pedindo para que retorne até a entrada e os deixe lá. Mais um: bateu aquela vontade de visitar seu amigo mas você lembra que precisa ligar pra ele e marcar uma visita com certa antecedência já que chegar lá sem avisar não seria bacana. O que essas três situações têm em comum? Acertou quem disse que elas soam muito estranhas para nós, brasileiros. Mas lá fora esses três exemplos são na verdade bem comuns em alguns países. Essas situações descritas acima servem para mostrar como as diferenças culturais podem ser uma barreira para quem tem vontade de fazer intercâmbio

…Mas você não vai deixar que isso te atrapalhe, certo?

A primeira coisa a se perguntar é: por que você quer fazer um intercâmbio? Saiba que estudar um idioma ou um curso superior não pode ser jamais o seu único foco ao procurar por uma experiência como essa. Se você quer se tornar um cidadão do mundo não se esqueça do aspecto cultural dessa experiência. Respeitar e tentar conviver com as particularidades culturais do país para o qual você está indo pode ser fundamental para a sua experiência lá fora.

Nunca chegue no país dos outros querendo impor o seu modo de vida e a sua cultura. Você pode sim querer mostrar o que tem de melhor na sua nação, e isso se aplica também aos costumes. Mas nunca tente se colocar como superior e nem diminuir o que é diferente ou inusitado para você.

Respeite os limites dos outros

Saiba também respeitar os limites das pessoas. Nunca ultrapasse a barreira entre o que é aceitável ou não para um intercambista. Óbvio que é normal querer mostrar seus costumes e as particularidades do seu próprio país para os seus futuros amigos estrangeiros. Mas nunca seja inconveniente tentando fazer isso a qualquer custo. Lembre que cada pessoa é única e tem o seu próprio tempo. Bom senso aqui é a palavra de ordem.

Respeite suas próprias fases

Quando chegamos em outro país é normal lidar com sentimentos de rejeição e ficar comparando as coisas de lá com o que tínhamos no nosso lugar de origem. Mas com o tempo também é normal ir se adaptando a todas essas diferenças culturais. Se você passar por dificuldades nessa adaptação não culpe ninguém e muito menos o país ao qual você vai estar chamando de casa. Depois da adaptação vem a integração. E esse é a melhor parte do intercâmbio. É quando passamos a nos sentir fazendo parte daquele lugar de verdade. É quando começamos a chamar esse lugar de casa. É só nesse ponto que passamos a criar uma visão cultural mais rica. É só a partir disso que podemos passar a nos chamar de cidadãos globais.

Mentoria

Ter uma visão multicultural do mundo é fundamental para qualquer pessoa que se disponha a ir para fora viver uma experiência de intercâmbio. Mas você precisará saber lidar com as diferenças culturais que com certeza aparecerão. Do contrário sua vida no exterior pode se tornar muito complicada. É por isso que o ideal é ir se preparando desde já. Uma boa dica é buscar o apoio da nossamentoria especializada. Faça agora mesmo o seu teste de perfil clicando aqui.

 

Matheus Tomoto

Matheus Tomoto

Estudou em escola pública, aprendeu inglês sozinho em 3 meses, foi aceito nas 10 melhores faculdades dos Estados Unidos, trabalhou no MIT (melhor faculdade de tecnologia do mundo), é embaixador da Youth Assembly no Brasil, recebeu proposta da NASA e é ex-fellow de HARVARD. É escritor, palestrante e mentor de pessoas que desejam buscar sua oportunidade no exterior.