Grandes universidades dos EUA, como Harvard e a Universidade da Carolina do Norte (UNC, na sigla em inglês), têm enfrentado processos judiciais por conta da implementação de ações afirmativas que permitem considerar a etnia dos candidatos como um dos fatores para a admissão nos cursos de graduação.

A Suprema Corte dos Estados Unidos deve começar a analisar duas ações que questionam as práticas de admissão após a volta do recesso. No entanto, mais de 60 empresas norte-americanas, incluindo Apple, Google, Microsoft, General Electric e Starbucks, declararam apoiar a medida.

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Sede do Google na Califórnia (Gregory Varnum/Wikimedia Commons)

Empresas defendem “efeitos práticos” da diversidade 

De acordo com a imprensa local, as empresas solicitaram ao tribunal superior a aprovação do uso de ações afirmativas raciais nas admissões das faculdades, pois a iniciativa levaria a mais diversidade nos campi, o que, por sua vez, contribuiria para a inovação comercial e o sucesso dos negócios.

Essas companhias teriam enviado uma representação à Corte dizendo que estudos empíricos confirmam que grupos mais diversos tomam melhores decisões graças ao aumento da criatividade e compartilhamento de ideias. “Esses benefícios não são simplesmente intangíveis; eles se traduzem nos resultados das empresas”, acrescentou a nota.

Segundo informações do The Wall Street Journal, o documento citou relatórios publicados por periódicos acadêmicos, incluindo o Academy of Management Journal, Corporate Governance e o Review of Quantitative Finance and Accounting.

Enquanto isso, a Asian Americans Advancing Justice – AAJC, que representa estudantes asiáticos que apoiam o caso de Harvard — argumentou que se as universidades não considerarem a etnia na admissão, isso “impediria sua capacidade de obter os benefícios educacionais da diversidade, prejudicaria comunidades de cor e desfaria o progresso que foi conquistado com luta, impedindo o progresso onde ainda é necessário”, relatou o The Guardian.

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As opiniões contrárias

A atual discussão a respeito das cotas raciais surgiu quando o grupo Students for Fair Admissions (SFA), apoiado pelo ex-corretor da bolsa Edward Blum, entrou com uma ação judicial contra Harvard e a UNC alegando que a ação afirmativa viola as disposições constitucionais de proteção igualitária.

O grupo alegou que as políticas de admissão das universidades oferecem “vantagens injustas” para candidatos negros, hispânicos e nativos americanos sobre estudantes brancos e asiáticos. As universidades, porém, dizem que avaliam os candidatos individualmente e a etnia é apenas um entre muitos fatores que consideram para admitir os alunos.

No entanto, não é a primeira vez que o assunto chega à Suprema Corte. Ações afirmativas têm sido tema de discussão no tribunal desde 1978, quando, no caso “Regents of the University of California v. Bakke”, a Corte aprovou o interesse do governo em promover a diversidade racial e permitiu a consideração das etnias nos processos seletivos, desde que não fosse aprovada uma “cota rígida” ou um “beneficiamento numérico”.

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