Como conseguir uma carta de recomendação?

Já falamos aqui sobre como escrever uma carta de motivação capaz de convencer qualquer banca avaliadora sobre suas qualidades e objetivos. Hoje é a vez de explicar como conseguir uma carta de recomendação exemplar. Isso mesmo que você leu. Nos processos seletivos para estudar no exterior não basta apenas falar de você mesmo. O que os outros têm a dizer também é importante.

Confira agora 4 dicas para conseguir uma carta de recomendação arrebatadora:

O primeiro passo é verificar junto a universidade ou curso de interesse se há um modelo de carta de recomendação recomendado por eles, caso esse item seja listado como obrigatório. Agora vamos às dicas:

Procurar pelas pessoas certas

Essa dica é fundamental. A sua intenção é obter cartas genuínas de pessoas que realmente te conhecem, certo? Então vá atrás de antigos professores e empregadores com os quais você manteve bons vínculos durante seu tempo de faculdade ou de trabalho. E mais que isso, dê preferência por pessoas que podem falar das suas qualidades com 100% de confiança nelas. Ou seja, gente que realmente acredita no seu potencial.

E tenha sempre um plano B, C, D… Peça para o maior número possível de pessoas, desde que elas atendam aos requisitos acima. Dessa forma você não ficará à mercê da sorte e ainda terá a possibilidade de escolher a carta que melhor reflita sua verdadeira personalidade.

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Objetividade

Certifique-se de ter como produto final uma carta sucinta, de no máximo uma página. O texto deve conter, entre outras coisas, passagens que destaquem as suas qualidades, o seu diferencial como candidato e de que maneira você pode contribuir para os interesses da instituição. Isso nas palavras de quem estiver te recomendando, claro.

Também é indispensável que a carta identifique quem a escreveu. Além da assinatura, o ideal é que ela possua informações como nome completo, cargo, telefone, endereço e qualquer tipo de logo ou carimbo que relacione o autor com a instituição em que ele trabalha.

Experiências

Outro ponto importante: peça para que o autor do texto fale sobre as suas experiências práticas. E tudo aqui vale: projeto de pesquisa, trabalho voluntário, estágios remunerados e não remunerados, etc. Mas claro, com moderação. Afinal você não vai querer entregar um livro no lugar de uma carta de uma página.

De olho no edital sempre

Como em todo processo seletivo, ler o edital das oportunidades com atenção é a base de tudo. Se o edital disser que a carta de recomendação deve conter determinadas coisas, tudo isso deve de fato constar no resultado final.

Então antes de procurar por quem escreverá sua carta se preocupe em ler todas as regras do edital. Em alguns casos pode ser que a carta nem seja um dos itens obrigatórios. Então não vacile.

Mas como pedir uma carta de recomendação?

Agora você já sabe sobre a importância da carta de recomendação. Outro ponto importante é a escolha da pessoa certa para fazer essa tarefa. Isso, aliás, é um passo fundamental para ter uma carta de boa qualidade. Mas afinal, como fazer para pedir esse documento de forma adequada. Confira a resposta para essa pergunta no passo a passo abaixo: 

Passo 1: Decida para quem você irá pedir o documento tendo em mente que sempre se deve dar preferencia para alguém que te conheça bem e que saiba descrever suas qualidades.

Passo 2: Marque uma reunião com essa pessoa ou pelo menos reserve um espaço de tempo para conversar com ela. Esse tempo é necessário para que você consiga apresentar bem a bolsa e a oportunidade.

Passo 3: Faça um resumo da missão e da visão da  bolsa de forma organizada, de preferência em um formato que a outra pessoa poderá ler de forma fácil.

Passo 4: Faça uma lista das atividades que você desenvolveu durante o período que você conhece essa pessoa. Isso dará maior percepção do que pode ser destacado. 

Passo 5: Na reunião não esqueça de dar um prazo para que a carta seja encaminhada a você, já que na maioria das vezes as bolsas não tem prazos muito longos. 

Passo 6: Pergunte se você pode ler o documento antes do mesmo ser encaminhado, para dar sua opinião e talvez sugerir alterações.

E por fim: Verifique se a bolsa exige que o autor da carta a encaminhe ou se dá permissão para que o candidato faça isso. 

E quem é a pessoa ideal para fazer isso?

Vamos agora focar no Passo 1: a escolha da pessoa ideal para escrever a carta. Como, de fato, tomar essa decisão de forma adequada?

O perfil perfeito do escritor de sua carta de recomendação dependerá sempre do programa. No entanto, existem 3 coisas que, independente do destino da application, devem ser sempre observadas para conseguir uma carta de recomendação:

A primeira característica

Escolher uma pessoa que te conhece a certo tempo e que tenha presenciado seu crescimento acadêmico, profissional e pessoal.  Isso é importante pois essa pessoa será capaz de falar com mais propriedade sobre você como aluno ou funcionário. E dessa forma mostrar que pelo tempo que te conheceu você demostrou qualidades válidas ao ponto de ser escolhido para a vaga.

A segunda característica

Optar por alguém que tenha tempo para estudar de fato o programa para o qual você esta se aplicando assim como o perfil de candidato procurado. Isso se deve ao fato de que determinados programas buscam por qualidades específicas em seus candidatos. Dessa forma, o autor da carta poderá dar um maior destaque à elas. Um exemplo muito comum é o perfil de liderança que é sempre muito requisitado pelos programas no exterior.

A terceira e mais importante

Procurar por uma pessoa que possar dar exemplos práticos de situações onde você mostrou excelência em suas atividades e determinação para com seus objetivos no futuro. Assim, além de apenas contar, ela poderá mostrar do que você é capaz. Esse é o modelo “Show Don’t Tell” tão apreciado pelos programas no exterior.

Através desse meio de escrita, a pessoa que estiver dissertando sua carta poderá mostrar seu diferencial como candidato ao trazer maior realidade às situações citadas. Por exemplo, suponha que em seu currículo está escrito que você realizou um projeto de extensão por 2 anos. E que, além disso,  também desenvolveu novas iniciativas dentro dele. Seu professor ou superior poderá dissertar algum evento dentro desse projeto em que as iniciativas que você criou se mostraram  úteis e inovadoras. E assim assinalar como elas impactaram a universidade e o ambiante ao seu redor.

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