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A Hungria é um país do leste europeu com mais de 9 milhões de habitantes. Apesar de a língua oficial da nação ser o húngaro, é muito comum encontrar cursos ministrados em inglês. Além disso, por lá existem ótimas bolsas de estudo, como as do programa Stipendium Hungaricum.

O ranking QS World University Rankings 2027 trouxe uma mudança de liderança: a Universidade Eötvös Loránd (ELTE) retomou o posto de melhor universidade do país, ultrapassando a Universidade de Debrecen, que liderava desde a edição anterior. O cenário geral, porém, é de queda: das dez universidades húngaras já ranqueadas, apenas uma — a Universidade de Pannonia — melhorou de posição nesta edição.

A seguir, você confere as universidades húngaras mais bem colocadas no ranking QS 2027, o que mudou em relação à edição anterior e como se preparar para conquistar uma vaga em qualquer uma delas.

O que você vai aprender:

  • Quais são as melhores universidades da Hungria no ranking QS 2027
  • Por que a ELTE retomou a liderança nacional nesta edição
  • O perfil e os pontos fortes de cada instituição
  • Como funcionam as bolsas do programa Stipendium Hungaricum
  • O caminho prático para se candidatar com estratégia

melhores universidades da Hungria(I Do Nothing But Love/Unsplash)

Quais são as melhores universidades da Hungria em 2027?

O QS World University Rankings 2027 avaliou instituições de ensino superior de 106 países, considerando critérios como reputação acadêmica, impacto no mercado de trabalho, proporção de professores por alunos, citações do corpo docente, proporção de professores internacionais e proporção de estudantes internacionais.

Veja a lista das 3 universidades húngaras mais bem colocadas nesta edição:

Posição na Hungria

Universidade

Posição mundial (QS 2027)

Universidade Eötvös Loránd (ELTE)

595ª

Universidade de Debrecen

600ª

Universidade de Szeged

633ª

1. Universidade Eötvös Loránd (ELTE) — 595ª no mundo

A ELTE retomou a liderança nacional nesta edição, superando a Universidade de Debrecen. Fundada em 1635, está localizada em Budapeste, capital e maior cidade húngara, e é a sexta melhor universidade do Leste Europeu segundo o ranking QS regional.

A instituição teve seus melhores resultados nos indicadores de colaboração internacional em pesquisa, sustentabilidade e empregabilidade dos formados — sendo a melhor colocada do país nesse último quesito, com a 239ª posição mundial.

São 9 faculdades, com 60 programas de graduação em línguas estrangeiras, incluindo Direito, Ciências Sociais, Psicologia e Educação, Informática, Economia, Ciências, Humanidades e Necessidades Especiais na Educação. No total, são mais de 24 mil alunos, sendo aproximadamente 2 mil estrangeiros vindos de 80 países diferentes.

2. Universidade de Debrecen — 600ª no mundo

A Universidade de Debrecen liderava o ranking húngaro na edição anterior, mas caiu de posição nesta edição e perdeu o primeiro lugar nacional para a ELTE. Está localizada na cidade de mesmo nome, a segunda maior do país, atrás apenas de Budapeste, e foi fundada em 1538.

Como universidade de pesquisa, a instituição tem grande relevância no ensino superior agrícola, com institutos de pesquisa próprios na área. São mais de 80 programas de graduação ensinados em inglês, distribuídos em 14 faculdades, para um total de cerca de 28 mil estudantes, dos quais mais de 6 mil são internacionais.

3. Universidade de Szeged — 633ª no mundo

A Universidade de Szeged manteve a terceira posição nacional nesta edição, mesmo caindo de posição no ranking mundial. Foi fundada em 1581 e está situada na cidade mais ensolarada do país, capital do condado de Csongrád-Csanád e terceira maior cidade da Hungria.

São aproximadamente 20 mil estudantes e 8 mil funcionários, distribuídos em 12 faculdades — Agricultura, Humanidades e Ciências Sociais, Odontologia, Economia e Administração de Negócios, Engenharia, Ciências da Saúde e Estudos Sociais, Direito e Ciências Políticas, a Escola de Medicina Albert Szent-Györgyi, a Faculdade de Artes Bartók Béla, Farmácia, Ciências e Informática, e a Faculdade de Educação Juhász Gyula.

Professores relevantes já passaram pela instituição, incluindo o premiado com o Nobel Albert Szent-Györgyi.

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O que mudou no ranking QS 2027 da Hungria?

Das dez universidades húngaras já classificadas na edição anterior, apenas a Universidade de Pannonia melhorou de posição, saindo da faixa 1201-1400 para a faixa 1001-1200 — a única instituição do país a subir nesta edição.

Entre as três primeiras colocadas, a ELTE caiu de 584ª para 595ª posição mundial, mas ainda assim retomou a liderança nacional, já que a Universidade de Debrecen teve uma queda ainda maior, saindo da 563ª para a 600ª posição. A Universidade de Szeged também caiu, da 597ª para a 633ª colocação.

Apesar do cenário de queda generalizada, a Hungria segue com um sistema bem representado no ranking: são dez instituições húngaras classificadas, e o país mantém força em indicadores como colaboração internacional em pesquisa, área em que a ELTE ocupa a 293ª posição mundial — a melhor do país nesse quesito.

Como funcionam as bolsas do Stipendium Hungaricum?

Uma das grandes vantagens de estudar na Hungria é o programa Stipendium Hungaricum, uma bolsa de estudos financiada pelo governo húngaro para estudantes internacionais, incluindo brasileiros.

Tanto a Universidade de Debrecen quanto a Universidade de Szeged fazem parte da lista de instituições elegíveis para o programa — uma das melhores chances para estrangeiros conquistarem uma bolsa de estudos na Europa.

Além da bolsa, estudar na Hungria costuma ser mais barato do que em outros destinos europeus, e a grande quantidade de programas em inglês torna o processo de candidatura mais acessível para quem ainda não domina o húngaro.

Como se candidatar para estudar na Hungria?

Os estudantes podem enviar suas inscrições eletronicamente através do sistema FELVI, que exige nível avançado de húngaro, ou mandar os documentos diretamente para a instituição escolhida. O prazo de admissão costuma ser em novembro, para as aulas que começam em fevereiro, ou em fevereiro, para as aulas que começam em setembro.

Geralmente, é preciso apresentar um currículo atualizado, uma carta de motivação, cópia do passaporte, comprovante de proficiência no idioma, tradução para o inglês de documentos e diplomas, e duas cartas de referência acadêmica. Estudantes estrangeiros também precisam de visto de estudante para permanecer no país durante o período das aulas.

Como se preparar para estudar na Hungria

Conquistar uma vaga em uma dessas universidades não depende de sorte — depende de organização, entendimento do processo de candidatura e tempo de preparação, especialmente na hora de reunir toda a documentação exigida.

Quem começa a se planejar com antecedência tem uma vantagem real na hora de disputar uma posição entre essas universidades.

Perguntas frequentes sobre as universidades da Hungria

Qual é a melhor universidade da Hungria em 2027? A Universidade Eötvös Loránd (ELTE) é a melhor universidade da Hungria no ranking QS 2027, ocupando a 595ª posição mundial, após retomar a liderança nacional da Universidade de Debrecen.

Por que a ELTE ultrapassou a Universidade de Debrecen? A Universidade de Debrecen, líder na edição anterior, teve uma queda maior no ranking QS 2027 — caindo de 563ª para 600ª posição mundial —, enquanto a ELTE caiu menos, de 584ª para 595ª, o suficiente para assumir a liderança nacional.

Existem bolsas de estudo para brasileiros na Hungria? Sim. O programa Stipendium Hungaricum, financiado pelo governo húngaro, oferece bolsas de estudo para estudantes internacionais, incluindo brasileiros, em diversas universidades do país, como Debrecen e Szeged.

Preciso falar húngaro para estudar na Hungria? Não necessariamente. Muitos cursos de graduação e pós-graduação são oferecidos em inglês, embora o sistema de candidatura FELVI exija nível avançado de húngaro para quem opta por essa via.

Quantas universidades húngaras estão no ranking QS 2027? Dez, segundo o QS World University Rankings 2027, com apenas a Universidade de Pannonia subindo de posição em relação à edição anterior.

É caro estudar na Hungria? Não muito. Estudar na Hungria costuma ser mais barato do que em outros destinos europeus, e ainda existem bolsas específicas para reduzir os custos de estudantes internacionais.

Como funciona a candidatura para universidades húngaras? A candidatura pode ser feita pelo sistema FELVI (que exige húngaro avançado) ou diretamente com a instituição. É preciso reunir documentos como currículo, carta de motivação, comprovante de proficiência no idioma e cartas de referência acadêmica, além de solicitar visto de estudante.

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Se você leu até aqui, já percebeu que estudar em uma das melhores universidades da Hungria não é mais um sonho distante — é uma meta que exige método, principalmente na hora de organizar a documentação exigida pelo processo de candidatura.

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