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A Alemanha é um país cheio de oportunidades. Por ser uma das principais economias da Europa, é um ótimo lugar para quem quer alavancar a carreira — e também uma excelente opção para quem quer estudar fora, com instituições reconhecidas entre as mais prestigiadas do mundo.
O QS World University Rankings 2027 mostra que a Alemanha segue como o sistema universitário mais representado da União Europeia, com 60 instituições no ranking — mas o cenário geral não é dos melhores: 38 caíram de posição, 8 subiram e apenas 3 se mantiveram estáveis. Ainda assim, o país segue com força no topo: quatro universidades alemãs estão entre as 100 melhores do mundo.
A seguir, você confere as 10 universidades alemãs mais bem colocadas no ranking QS 2027, o que mudou em relação à edição anterior e como se preparar para conquistar uma vaga em qualquer uma delas.
O que você vai aprender:
- Quais são as 10 melhores universidades da Alemanha no ranking QS 2027
- Por que o desempenho geral das universidades alemãs caiu nesta edição
- O perfil e os pontos fortes de cada instituição
- Como funciona o sistema de mensalidades para estudantes internacionais
- O caminho prático para se candidatar com estratégia
Quais são as melhores universidades da Alemanha em 2027?
O QS World University Rankings 2027 avaliou mais de 1.500 instituições de 106 sistemas de ensino superior, considerando dez indicadores, com destaque para reputação acadêmica (30% do peso), citações por docente, reputação entre empregadores e resultados de empregabilidade.
Veja a lista das 10 universidades alemãs mais bem colocadas nesta edição:
|
Posição na Alemanha |
Universidade |
Posição mundial (QS 2027) |
|
1ª |
Universidade Técnica de Munique (TUM) |
25ª |
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2ª |
Universidade Ludwig-Maximilians de Munique (LMU) |
61ª |
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3ª |
Universidade de Heidelberg |
86ª |
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4ª |
Universidade Livre de Berlim (FU Berlin) |
98ª |
|
5ª |
Universidade Técnica de Aachen (RWTH Aachen) |
104ª |
|
6ª |
Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT) |
110ª |
|
7ª |
Universidade Humboldt de Berlim |
140ª |
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8ª |
Universidade Técnica de Berlim |
158ª (empatada) |
|
9ª |
Universidade Técnica de Dresden (TU Dresden) |
185ª (empatada) |
|
10ª |
Universidade de Bonn |
209ª (empatada) |
1. Universidade Técnica de Munique (TUM) — 25ª no mundo
A TUM segue como a melhor universidade da Alemanha e a melhor da União Europeia pelo nono ano consecutivo. Fundada em 1868 pelo rei Ludwig II, é especializada em cursos de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), com destaque em Ciências Naturais e Engenharia — os cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Física e Astronomia estão entre os melhores do mundo segundo o QS by Subject.
O que começou como uma pequena instituição de 24 professores e 350 alunos é hoje uma referência mundial, com 11 departamentos acadêmicos, mais de 600 professores e cerca de 50 mil estudantes — 38% deles intercambistas. A TUM faz parte da TU9, associação das nove universidades técnicas mais prestigiadas do país, e se autodenomina "Universidade Empreendedora" por incentivar fortemente o empreendedorismo entre os alunos.
2. Universidade Ludwig-Maximilians de Munique (LMU) — 61ª no mundo
A LMU foi a única universidade alemã, além da TUM, a permanecer no top 100 mundial nesta edição — mas caiu para fora do top 50, algo que não acontecia nos últimos anos. Localizada no coração de Munique, é uma das principais instituições acadêmicas e de pesquisa da Europa, fundada em 1472 e com mais de 550 anos de história.
A LMU já rendeu diversos prêmios Nobel aos seus professores, incluindo pesquisas pioneiras com raio-X. O ensino cobre áreas de Humanidades, Direito, Economia, Ciências Sociais, Medicina e Ciências Naturais, com abordagem interdisciplinar. Hoje reúne mais de 50 mil alunos em 312 cursos, empregando mais de 6 mil profissionais acadêmicos e 780 professores, além de manter parcerias com quase 600 instituições ao redor do mundo, incluindo a Universidade de Cambridge.
3. Universidade de Heidelberg — 86ª no mundo
Fundada em 1386, a Universidade de Heidelberg é a mais antiga da Alemanha, com mais de 630 anos de existência, e a terceira colocada nacional nesta edição. Durante o domínio nazista, a universidade perdeu quase 30% de seus professores por razões "raciais ou políticas", só voltando a se expandir após o fim da Segunda Guerra Mundial.
Hoje a instituição conta com doze faculdades — Ciências Humanas, Direito, Ciências Sociais e Comportamentais, Ciências da Vida, Medicina e Ciências Naturais entre elas —, com alguns cursos entre os 50 melhores do mundo. São mais de 8 mil funcionários, a maioria no campo acadêmico, atendendo cerca de 30 mil estudantes, dos quais 18% são internacionais. A universidade também mantém 25 parcerias institucionais com mais de 450 universidades pelo mundo.
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4. Universidade Livre de Berlim (FU Berlin) — 98ª no mundo
A FU Berlin é a maior entre as quatro universidades da capital alemã e ficou por pouco entre as 100 melhores do mundo nesta edição. Fundada em 1948, seu nome carrega um capítulo importante da Guerra Fria: enquanto a tradicional Universidade Humboldt ficou do lado oriental do muro, era preciso criar uma instituição de ponta para o lado ocidental — daí o adjetivo "livre", que marcava a independência política da nova universidade.
A FU Berlin tem forte preocupação com modernidade e colaborações internacionais, desenvolvendo projetos em centros de pesquisa colaborativos e interdisciplinares. Dos 4 mil estudantes de doutorado, 36% vieram de fora da Alemanha; na graduação e no mestrado, os internacionais somam 13% e 28%, respectivamente. São 178 cursos oferecidos por quatro instituições centrais, com melhor desempenho em Humanidades e Ciências Sociais segundo o QS by Subject.
5. Universidade Técnica de Aachen (RWTH Aachen) — 104ª no mundo
A RWTH Aachen é a maior das universidades técnicas alemãs, criada em 1858 pelo então príncipe da Prússia com uma doação recebida de uma empresa da região da Renânia, usada para fundar o primeiro instituto de tecnologia do território.
A instituição só ganhou reconhecimento amplo a partir do fim do século 19, quando passou a poder conceder diplomas de universidade. Hoje oferece 166 cursos entre graduação e pós-graduação para quase 50 mil alunos, mais de 12 mil deles vindos de outros países. Mantém 23 Centros de Pesquisa Colaborativos e 36 Programas de Treinamento de Pesquisa, com especialidade em Engenharia e Ciências Naturais — incluindo estudos de ponta sobre combustíveis, internet e computação quântica.
(Foto: Aleph/Wikimedia Commons)
6. Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT) — 110ª no mundo
O KIT é uma das instituições mais recentes desta lista, fundado apenas em 2009 — mas sua história remonta ao século 19, já que nasceu da fusão do antigo Centro de Pesquisa Karlsruhe (que virou o campus Norte) com a Universidade Karlsruhe, fundada em 1825 (hoje campus sul).
Com foco em STEM, as principais áreas de pesquisa do KIT incluem energia, mobilidade e informação. Dos mais de 23 mil alunos, 14 mil estudam Engenharia e quase 4 mil fazem cursos de Matemática e Ciências Naturais, mas a instituição também oferece Artes, Ciências Sociais, Direito e Economia entre os 101 programas de graduação e mestrado disponíveis. O Centro de Inovação e Empreendedorismo do KIT oferece aconselhamento e recursos gratuitos para quem quer abrir o próprio negócio.
7. Universidade Humboldt de Berlim — 140ª no mundo
Fundada em 1810 na capital alemã, a Universidade Humboldt busca desde sempre ser "mãe de todas as universidades modernas". Começou com quatro faculdades clássicas — Direito, Medicina, Filosofia e Teologia — e 256 alunos; hoje reúne quase 40 mil estudantes e mais de 2.500 professores, com orçamento de cerca de 400 milhões de euros.
A universidade se orgulha de não separar Ciências Sociais e Humanas das demais ciências, mantendo 15 Centros de Pesquisa Colaborativa, 12 Grupos de Treinamento e Pesquisa e 5 Centros Interdisciplinares em suas nove faculdades e 171 cursos. Os maiores destaques ficam nas Ciências Humanas, com cursos de História Clássica, Geografia e Filosofia entre os mais bem avaliados.
8. Universidade Técnica de Berlim — 158ª no mundo (empatada)
A Universidade Técnica de Berlim ganhou seu formato atual em 1946, ano em que recebeu um novo nome para marcar a ruptura com as ideias que dominaram a instituição entre os anos 1930 e o fim da Segunda Guerra. Antes disso, se chamava Academia Técnica Real, criada em 1879 a partir da fusão da Academia Real de Mineração (1770) com a Academia Real de Construção (1799) — e foi a primeira universidade alemã a conceder o título de doutor a seus alunos.
Hoje atende mais de 30 mil alunos entre graduação, mestrado e doutorado, cerca de 25% deles estrangeiros, empregando quase 8 mil funcionários. Segue o lema "Temos os cérebros do futuro. Para o benefício da sociedade" e está entre as 100 melhores do mundo para quem quer estudar Engenharia e Tecnologia, segundo o QS by Subject.
(Foto: Gunnar Klack/Wikimedia Commons)
9. Universidade Técnica de Dresden (TU Dresden) — 185ª no mundo (empatada)
A TU Dresden é a novidade desta edição entre as 10 melhores da Alemanha. Fundada em 1828, é uma das maiores universidades técnicas do país, com cerca de 29 mil alunos vindos de mais de 125 países, distribuídos em 17 faculdades e 5 escolas.
É uma das 11 universidades alemãs reconhecidas como "Universidade de Excelência" pelo governo federal, com forte atuação em biomedicina, bioengenharia, tecnologia da informação, microeletrônica, ciência dos materiais, energia, mobilidade e sustentabilidade. Mantém mais de 25 parcerias estratégicas, incluindo com a Sociedade Max Planck e a Sociedade Fraunhofer, referências europeias em pesquisa aplicada.
10. Universidade de Bonn — 209ª no mundo (empatada)
A Universidade de Bonn também é uma estreia nesta lista, fechando o grupo das 10 melhores da Alemanha. Fundada em 1818 pelo então rei da Prússia Frederico Guilherme III, tem origem em uma academia criada ainda em 1777, sob influência do Iluminismo.
Com cerca de 31 mil alunos e mais de 700 professores, a universidade é uma das 11 "Universidades de Excelência" do país e mantém 8 Clusters de Excelência — mais do que qualquer outra instituição alemã financiada nesse programa. Já formou 11 vencedores do Prêmio Nobel e é a única universidade alemã com dois vencedores da Medalha Fields, com destaque em Matemática, Física, Astronomia, Economia, Biociências e Filosofia.
Por que as universidades alemãs caíram no ranking QS 2027?
Das 60 universidades alemãs avaliadas nesta edição — o maior número entre os países da União Europeia —, 38 caíram de posição, 8 subiram e apenas 3 se mantiveram estáveis. Onze novas universidades alemãs estrearam no ranking nesta edição, o segundo maior número de estreias do mundo, o que ajuda a explicar por que a TU Dresden e a Universidade de Bonn entraram no top 10 nacional, substituindo Hamburgo e Freiburg, que estavam na lista anterior.
Apesar do cenário misto, a Alemanha segue como o país mais representado da União Europeia no ranking QS e o quarto do mundo em número de universidades classificadas.
Como se preparar para estudar na Alemanha
Conquistar uma vaga em uma dessas universidades não depende de sorte — depende de organização, entendimento do processo de candidatura e tempo de preparação, especialmente diante de um sistema com tantas instituições fortes disputando espaço.
Quem começa a se planejar com antecedência tem uma vantagem real na hora de disputar uma posição entre essas 10 universidades — ou em qualquer uma das outras 50 instituições alemãs bem ranqueadas.
Perguntas frequentes sobre as universidades da Alemanha
Qual é a melhor universidade da Alemanha em 2027? A Universidade Técnica de Munique (TUM) é a melhor universidade da Alemanha no ranking QS 2027, ocupando a 25ª posição mundial — também a melhor colocada de toda a União Europeia, pelo nono ano consecutivo.
Quantas universidades alemãs estão entre as 100 melhores do mundo? Quatro: TUM (25ª), LMU Munique (61ª), Heidelberg (86ª) e a Universidade Livre de Berlim (98ª), segundo o QS World University Rankings 2027.
É verdade que estudar na Alemanha é gratuito? Na maioria dos casos, sim: a maior parte das universidades públicas alemãs não cobra mensalidade de estudantes internacionais. As exceções ficam por conta da TUM e das universidades do estado de Baden-Württemberg, como Heidelberg e o KIT, que cobram taxas por semestre.
Por que as universidades alemãs caíram no ranking QS 2027? Das 60 universidades alemãs avaliadas, 38 caíram de posição nesta edição, contra apenas 8 que subiram. Mesmo assim, o país somou 11 novas entradas no ranking, o segundo maior número do mundo, e segue com quatro instituições no top 100 global.
Preciso falar alemão para estudar na Alemanha? Depende do curso e do nível. Muitos programas de mestrado e doutorado nas universidades técnicas e de pesquisa são oferecidos total ou parcialmente em inglês, mas a graduação costuma exigir alemão.
Quais universidades alemãs entraram no top 10 nesta edição? A Universidade Técnica de Dresden e a Universidade de Bonn são novidades entre as 10 melhores da Alemanha no QS 2027, no lugar das universidades de Hamburgo e Freiburg, que estavam na lista da edição anterior.
Qual universidade alemã tem mais vencedores do Prêmio Nobel? A Universidade de Bonn já formou 11 vencedores do Prêmio Nobel e é a única universidade alemã com dois vencedores da Medalha Fields entre seus pesquisadores.
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