Na hora de se aplicar para estudar nos EUA, muito gente imagina que já sabe todas as estratégias úteis para atrair a atenção dos oficiais de admissão. Mas muitas vezes há uma grande lacuna entre a percepção e a realidade sobre o que realmente importa. Pensando nisso, separamos os 5 mitos sobre os processos seletivos das universidades americanas que mais confundem os candidatos. Confira abaixo!

Mitos sobre os processos seletivos das universidades americanas

Mito 1: A coisa mais importante é conseguir só notas máximas no histórico acadêmico

Claro, suas notas são sim importantes. Mas o que isso irá significar de fato vai depender do nível de seletividade da universidade que você pretende estudar, além das aulas que você assistiu no Ensino Médio.

Os oficiais de admissão também costumam estar bem cientes de que os GPAs pode se apresentar de forma bastante diferente de uma escola para outra. E isso vale também para alunos estrangeiros.

Como calcular o GPA?

Mais importante que o GPA em si, é ser capaz de lidar com uma carga horária desafiadora enquanto mantém boas notas. Essa será uma prova de que você tem a coragem acadêmica e a disciplina para ter sucesso na faculdade.

Os avaliadores também procuram analisar se o candidato apresentou melhorias ao longo do ensino médio, o que demonstra proatividade e capacidade de superação. Ou seja, se você tirar um 6 em Matemática no 1º ano e nos anos seguintes sua nota aumentar, isso será visto com bons olhos.

Mito 2: As pontuações dos testes podem aumentar ou diminuir suas chances de aprovação

As pontuações dos testes são apenas um elemento do “pacote de aplicação” das universidades americanas. Inclusive muitos alunos com testes perfeitos são reprovados por não apresentarem nada mais que os diferenciem além de números.

De modo geral, o peso dos testes padronizados, como SAT e ACT, variam de acordo com cada universidade. Com a pandemia, muitas instituições, como Harvard e Yale, tornaram esses testes opcionais em seus processos seletivos temporariamente. Conheça mais algumas delas aqui.

Mas mesmo antes da pandemia, muitas universidades já estavam mudando suas políticas de teste para opcionais, incluindo a Universidade de Chicago e a Universidade de Denver. Outras, como o Bowdoin College, já adotam essa política há mais de 50 anos.

SAT ou ACT: qual é melhor?

Essa tendência ocorre em parte porque os oficiais de admissão reconhecem que muitos candidatos têm habilidades intelectuais e pontos fortes acadêmicos que não se refletem nas notas dos exames. Mas antes de decidir pular os testes, considere se você vai se inscrever para bolsas de estudo, já que algumas delas dependem das pontuações desses testes para qualificar os candidatos.

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Foto/The Blue Diamond Gallery

Mito 3: Quanto mais atividades extras no seu currículo, melhor

A qualidade do seu envolvimento conta mais do que a quantidade de suas atividades. Isso quer dizer que as universidades procuram profundidade e progressão de liderança, e não apenas participação.

A chave quando se trata de atividades extracurriculares, é mostrar que você realmente se importa com elas. Dito isso, quando os avaliadores da sua universidade de interesse forem analisar esse quesito, eles irão querer saber coisas como:

  • O que você fez no ensino médio que te ajudou a crescer?
  • Como você de fato contribuiu nas atividades extracurriculares em que participou?
  • O que você está fazendo com seu tempo que pode contribuir para a universidade de forma significativa?

Entenda que as universidades e faculdades americanas procuram por um corpo estudantil completo, e não necessariamente por um estudante completo.

Hoje em dia, os oficiais de admissão em faculdades também são tipicamente sensíveis ao fato de que alguns alunos não têm tempo para atividades extracurriculares. Em vez disso, eles podem precisar cuidar dos irmãos mais novos depois da escola ou manter um emprego para ajudar nas despesas de casa, por exemplo.

Se for esse o seu caso, o melhor a fazer é ser completamente honesto sobre sua situação e se concentrar nas qualidades que emergem dessas experiências e como elas contribuem para a sua formação como pessoa e como estudante.

Mito 4: Você só deve pedir uma recomendação de um professor que te deu nota máxima na escola

O grande segredo do sucesso das cartas de recomendação nos processos seletivos é considerar professores que podem ajudar os oficiais de admissão a conhecerem um lado diferente de você e entenderem quem você realmente é.

Como conseguir uma carta de recomendação?

Isso pode acontecer com o professor que ministrou a sua disciplina mais difícil ou com aquele que te fez gostar de uma matéria que você odiava.

Os alunos devem procurar recomendações de professores e mentores que os conheçam especialmente bem e possam fornecer um contexto rico para sua ética de trabalho, caráter, persistência e crescimento. Por isso é tão importante manter um bom relacionamento com os seus professores da escola.

Mito 5: É um erro ser criativo na redação

Ser inteligente e original pode ajudá-lo a se destacar na multidão – mas apenas se você conseguir fazer isso. Se você não é engraçado, não tente ser. Se você não é apaixonado por um assunto polêmico, não finja estar. O essay é sua oportunidade de se conectar e causar uma boa impressão.

Mas pense bem sobre o que você escolherá compartilhar. É muito importante ter o cuidado de não revelar coisas que podem fazer os avaliadores ficarem com um pé atrás sobre você.

A qualidade mais importante de qualquer essay é a autenticidade. Certifique-se de atender ao prompt, mas também pense em sua redação como uma oportunidade de revelar sua verdadeira voz e destacar quem você realmente é.

O pessoal da admissão é especialista em distinguir pontos de vista que parecem genuínos daqueles que não são. Por isso que os essays mais convincentes são os que revelam algo sobre a personalidade do candidato.

O que tirar de tudo isso?

Quando se trata de grandes universidades em particular e seus processos seletivos, pode ser difícil acreditar que existam seres humanos que estão realmente lendo e considerando cuidadosamente sua inscrição, mas é verdade. Durante o processo de revisão, várias pessoas leem cada parte da inscrição, essay e cartas de recomendação. Portanto, cada detalhe é importante.

Universidade do Intercâmbio

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Rafael Cerqueira

Rafael Cerqueira

Jornalista de 26 anos que adora viajar. Baiano que já viveu em Minas, em São Paulo, em Portugal e na Argentina. Conhece 26 países e tem o sonho de conhecer muito mais. Acredita que o mundo é grande demais e o tempo muito curto pra ficarmos parados sempre no mesmo lugar.