Se você achava que Canadá e EUA eram praticamente a mesma coisa, você se enganou! Muita coisa difere nos dois países, desde o governo até o sistema de saúde, passando, é claro, pelo sistema educacional. Para te mostrar como os dois países são completamente diferentes, listamos aqui as sete principais diferenças entre as universidades do Canadá e dos EUA. Dessa forma, você pode escolher onde é melhor para você fazer o seu intercâmbio!

Diferenças entre as universidades do Canadá e dos EUA:

1. As mensalidades são bem mais caras nos EUA

O primeiro ponto de diferença entre as universidades do Canadá e dos EUA é um tema bastante importante: o preço. No Canadá, as mensalidades são muito mais baratas do que na “terra do tio Sam”. Na verdade, essa é uma das razões pelas quais um número crescente de estudantes de outros países (e até mesmo dos EUA) está cada vez mais optando por estudar lá.

De acordo com o US News and World Report, o custo médio anual das mensalidades em instituições privadas dos EUA, como Harvard e Stanford, para o ano acadêmico de 2018-2019 foi de US$ 35.676. Por outro lado, dependendo da província para a qual você for, a média de preço para estudantes no Canadá varia de $2.172 (Terra Nova e Labrador) a $6.653 (Ontário).

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Stanford (Nathan Hughes Hamilton/Flickr)

2. As admissões no Canadá são mais baseadas no GPA

Nos EUA, os testes padronizados (como o ACT e o SAT) são uma parte importante do processo de aplicação para uma faculdade. No entanto, a admissão nas universidades canadenses é um pouco mais simples.

Tirando Québec, no país os estudantes precisam apenas de um diploma de segundo grau para se candidatarem a programas universitários de graduação. No geral, as universidades e faculdades aceitam candidatos com um GPA de 70% ou mais (o equivalente a um GPA 2.7–3.0, dependendo da província).

3. O processo seletivo no Canadá não é tão competitivo

Sem a pressão para se destacar nos “ENEMs americanos”, o processo de aplicação é mais “relaxado” no Canadá do que nos EUA. Além disso, os estudantes se candidatam às universidades individualmente, em vez de usar uma ferramenta geral, como a Common App, que é muito utilizada nos Estados Unidos.

4. As universidades dos EUA focam mais na experiência de viver no campus

Ao contrário dos EUA, onde muitas faculdades “obrigam” os estudantes a morar no campus durante pelo menos parte da graduação, a experiência de viver em dormitórios na universidade é mais rara no Canadá. Isso significa um pouco mais de independência para os estudantes em terras canadenses, que têm que lidar com aluguéis e outras experiências mais “adultas”.

Além disso, há uma cultura muito mais forte de fraternidades e irmandades nos EUA do que no Canadá.

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Fraternidades na Troy University, no Alabama (Kreeder13/Wikimedia Commons)

5. Os anos escolares têm nomes diferentes nos dois países

Há diferenças entre as universidades do Canadá e dos EUA até mesmo no vocabulário acadêmico. No lugar de chamar os anos escolares de “sophomore” ou “junior“, como fazem os americanos; os canadenses normalmente dizem “second year“, “third year”, e assim por diante.

6. Há uma diferença de tamanho entre as universidades do Canadá e dos EUA

As universidades canadenses tendem a ser maiores que as dos EUA. Por exemplo, a Universidade de Toronto tem um corpo estudantil de mais de 90 mil alunos, incluindo mais de 55 mil apenas de graduação. É uma comunidade estudantil maior do que na maior instituição estadual dos EUA, a University of Central Florida, onde cerca de 66 mil estudantes estão atualmente matriculados.

Mas por mais difícil que seja encontrá-las, ainda existem escolas menores no Canadá, semelhantes às faculdades de Artes Liberais dos EUA, como a Bishop’s University, no Quebec, que conta com apenas 2.340 estudantes de graduação matriculados.

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Universidade de Toronto (Ken Eckert/Wikimedia Commons)

7. Existem universidades mais “experimentais” nos EUA

Como os Estados Unidos têm uma população significativamente maior do que o Canadá (327 milhões de pessoas contra 37 milhões), há mais flexibilidade para modelos “experimentais” de educação. Alguns exemplos são o Reed College, em Portland, no Oregon; e a Evergreen State College, em Olympia, Washington.

Uma notável exceção foi a Rochdale College, em Toronto, que funcionou de 1964 a 1975 e ofereceu educação gratuita para os estudantes. Ela era conhecida por suas aulas ministradas pelos próprios alunos e alunas, e pelas living cooperatives (um modelo parecido com as repúblicas aqui no Brasil).

Intercâmbio com a UDI

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Lucas Almeida

Lucas Almeida

Mineiro, jornalista e mestrando em Comunicação. Entusiasta de idiomas, viagens e cibercultura. Tem o sonho de mudar o mundo, uma pauta de cada vez.