Não existe um único idioma mais difícil do mundo para todas as pessoas. Para quem fala português, aprender um novo idioma pode exigir mais adaptação quando há outro sistema de escrita, novos contrastes de som, estruturas gramaticais distantes e pouco contato prévio. A lista abaixo reúne 20 línguas que combinam um ou mais desses fatores; ela não é um ranking científico universal.

Banner Escola M60

20 idiomas mais difíceis do mundo para aprender

1. Árabe

Para aprender árabe, você precisa estudar um novo alfabeto e se acostumar a ler da direita para a esquerda. Muitos dos sons dessa língua são difíceis para dominar completamente, e a gramática está repleta de verbos irregulares. Mesmo que você consiga superar tudo isso, também é um idioma com muitos (mas muito mesmo!) dialetos que variam amplamente entre si. Então, por exemplo, você pode conseguir se virar bem com o árabe no Líbano, mas passar por dificuldades no Qatar.

2. Russo

Os principais obstáculos para se tornar fluente em russo são a ortografia, que nem sempre é simples e está cheia de sons vocálicos desconhecidos. Além disso, a língua russa também requer o aprendizado de um alfabeto inteiramente novo.

5 motivos para estudar na Rússia

3. Coreano

Em termos de leitura, o coreano tem um alfabeto relativamente simples que não leva muito tempo para aprender, ao contrário dos caracteres usados ​​nos sistemas de escrita chinês e japonês, por exemplo. Isso significa que você pode começar a pronunciar as palavras rapidamente. Mas ser capaz de falar já é outra história, graças à gramática totalmente diferente e à pronúncia carregada de regras difíceis de dominar.

Sinais em Hangul, o alfabeto coreano.Sinais em Hangul, o alfabeto coreano (Foto: wts.oldwikivoyage)

4. Finlandês

No idioma finlandês, que pertence à família das línguas fino-úgricas, os substantivos têm 15 casos gramaticais diferentes. Ou seja, pode esquecer qualquer influência latina que possa vir a facilitar de alguma forma o processo de aprendizado.

A única coisa que torna tudo um pouco mais fácil é que as letras são escritas da mesma maneira que soam, e no mesmo alfabeto utilizado por nós no português. Em teoria, a pronúncia do finlandês também é bastante direta, mas pode ser fácil se prender a sons longos de vogais e consoantes.

As línguas fino-úgricas são um grupo de línguas faladas por aproximadamente 25 milhões de pessoas em áreas limitadas que cobrem territórios da Finlândia, Hungria, Rússia, Suécia, Romênia, Noruega, Estônia, Cazaquistão e Letônia.

5. Vietnamita

O vietnamita usa tons para distinguir palavras, além de contrastes de pronúncia pouco familiares para quem fala português. Perceber e reproduzir essas diferenças costuma exigir bastante treino. O tempo necessário para atingir proficiência varia conforme o idioma de origem, a intensidade do estudo e a exposição à língua.

6. Mongol

O mongol apresenta harmonia vocálica, terminações de caso e uma estrutura gramatical distante do português. Na Mongólia, o alfabeto cirílico é amplamente usado, enquanto a escrita mongol tradicional também faz parte da história e do ensino do idioma. Pronúncia, vocabulário e pouca familiaridade prévia aumentam o desafio para brasileiros.

7. Húngaro

O húngaro pertence à mesma família linguística do finlandês e tem pouca semelhança com o português. É uma língua aglutinante: sufixos acrescentam informações de caso, posse e número às palavras. A harmonia vocálica e a ordem flexível dos termos na frase também exigem adaptação.

Como em outras línguas, dominar vocabulário isolado não basta: expressões idiomáticas e o contexto determinam parte importante do sentido. Por isso, contato frequente com fala e textos reais ajuda a avançar.

8. Tailandês

No tailandês, tons diferentes podem mudar o significado de uma palavra. A escrita também exige aprender letras consonantais, sinais vocálicos e regras que ajudam a determinar o tom. Para quem fala português, distinguir vogais curtas e longas e produzir os tons está entre os principais desafios.

9. Islandês

Com quatro casos gramaticais e três gêneros atribuídos às suas palavras, bem como muitas letras desconhecidas para falantes do nosso idioma, não é nada simples aprender islandês. As palavras também podem ser muito longas e decifrar como pronunciá-las pode desafiar a intuição.

10. Estoniano

O estoniano está repleto de impressionantes 14 casos substantivos. Além disso, consoantes e vogais têm três comprimentos distintos: curto, longo e excessivamente longo. Mas a diversão não para por aí! A gramática também está carregada de exceções que exigem muita prática.

11. Georgiano

O georgiano tem seu próprio sistema de escrita que nenhum outro idioma usa. E muitas das letras são surpreendentemente semelhantes. Quer um exemplo? კ, ვ, ჰ, პ, ყ, გ, ფ e ც podem não parecer, mas são todas letras diferentes que você pode ter dificuldade em distinguir quando começar a estudar o idioma. 

12. Tcheco

A declinação em tcheco é o principal pesadelo de qualquer pessoa que se desafia a aprender esse idioma, mas você não precisará nem se preocupar com isso até superar o obstáculo aparentemente intransponível que é pronunciar as palavras corretamente. Por outro lado, cada letra possui apenas uma pronúncia.

A palavra Čtvrtek, por exemplo, significa quinta-feira, mas pode ter certeza que você vai levar um tempo considerável para dominar a maneira como cada um desses sons funciona em conjunto. Se você tiver interesse em aprender tcheco, pode ter um pouco mais de facilidade se já domina outra língua eslava, como o russo, ucraniano, polonês ou eslovaco, que também não são nada fáceis.

13. Albanês

O alfabeto de 36 letras do albanês deve indicar que tentar dominar esse idioma será uma jornada louca. Além disso, a gramática está repleta de exceções à regra que você terá que lembrar.

14. Turco

O turco é uma língua aglutinante, o que significa que a maioria das palavras desse idioma são formadas pela união de morfemas. Em termo grosseiros, isso significa que boa parte das palavras turcas, inclusive as mais complexas, são formadas pela "colagem" de menores unidades de significação, sem que haja alteração das mesmas. Pode parecer até estranho, mas se você fala japonês, coreano ou finlandês (que também estão nesta lista), não terá tanta dificuldade em entender como funciona esse processo, assim como o idioma em si. 

15. Polonês

Em comparação com as línguas fino-úgricas da lista (finlandês, húngaro, estoniano), os sete casos gramaticais que você enfrentará para aprender polonês não parecem muito intimidantes. O que vai te pegar mesmo é a pronúncia, já que existem muitos sons que simplesmente não estão presentes na nossa língua e que exigem muita prática para serem dominados. 

16. Grego

O impedimento mais óbvio para aprender grego é o alfabeto. A gramática também pode ser um pouco complicada, com algumas conjugações incomuns, muitas regras e substantivos com gênero. E a pronúncia requer alguma prática porque existem sons que não têm equivalente no nosso idioma.

17. Mandarim

O mandarim é tonal: a variação do tom pode mudar o significado da sílaba. Homófonos, expressões idiomáticas e o contexto cultural também influenciam a compreensão. Na leitura e na escrita, o mandarim usa caracteres chineses, e não um alfabeto como o português, o que exige memorizar formas e associações entre caractere, som e significado.

18. Japonês

O primeiro obstáculo para aprender japonês é combinar três sistemas de escrita: hiragana, katakana e kanji. A estrutura das frases difere do português, e as partículas indicam a função dos termos. Níveis de formalidade e diferentes leituras dos kanji acrescentam outras etapas ao aprendizado.

Outra característica do japonês é o uso de dois sentidos de escrita. O estilo vertical, conhecido como tategaki, organiza os caracteres de cima para baixo e as colunas da direita para a esquerda. O estilo horizontal, chamado yokogaki, segue da esquerda para a direita. Os dois podem aparecer em um mesmo contexto.

Sistema de escrita yokogaki no japonês.Sistema de escrita yokogaki no japonês (Foto: Takashi Mukoda/Flickr)

19. Cantonês

O cantonês usa mais distinções tonais que o mandarim; a contagem varia conforme a análise linguística. Na escrita, usa caracteres chineses e também possui caracteres próprios de usos cantonenses. Mandarim e cantonês são variedades chinesas distintas: um não é a versão simplificada do outro. A menor oferta de materiais em português pode tornar o estudo mais trabalhoso.

20. Basco

O basco é uma língua que não tem nenhuma semelhança com outras ao seu redor. Ele pegou emprestado algum vocabulário das línguas românicas, mas a forma como o basco é escrito e falado é diferente de qualquer outra língua. E para aumentar ainda mais o seu grau de dificuldade, existem pelo menos cinco dialetos distintos dentro desse idioma. 

E quais são os idiomas mais fáceis de aprender?

Agora que você conhece alguns dos idiomas que mais exigem adaptação de falantes de português, veja três línguas que costumam oferecer mais familiaridade no início do aprendizado.

Leia também:

Para comparar quais idiomas tendem a ser mais acessíveis para falantes de português, esta lista considera três fatores principais:

  • Conversação: baseia-se na facilidade com que os alunos aprendem esse idioma;
  • Gramática: considera quanto as estruturas do idioma se aproximam das que o estudante já conhece.
  • Escrita: em muitas línguas, aprender a falar primeiro e escrever depois torna a jornada mais fácil. Outras línguas são igualmente fáceis de falar e escrever.

1. Espanhol

Como falantes de português, podemos ser gratos que a pronúncia do espanhol é uma das mais fáceis de aprender. Em geral, o espanhol tem uma profundidade ortográfica rasa, o que significa que a maioria das palavras são escritas da mesma forma como são pronunciadas. Isso significa que ler e escrever em espanhol é uma tarefa simples.

O sistema vocálico e muitas correspondências entre escrita e pronúncia costumam ser familiares para brasileiros. Ainda assim, sons como o representado por ñ, variações regionais e falsos cognatos exigem atenção.

O espanhol e o português são muito próximos no léxico, sendo a principal diferença na fonologia. Ambas as línguas têm um léxico cotidiano significativo de origem árabe e ambas as gramáticas também são muito próximas.

Onde fazer seu intercâmbio de espanhol?

O maior cuidado que você deve ter ao aprender espanhol é com os famosos falsos cognatos, que são aquelas palavras que têm significados diferentes mas a mesma origem e que, portanto, aparecem em diferentes línguas com ortografia semelhante.

Alguns exemplos: Rato (que significa momento), salada (que significa salgada) e raro (que significa estranho).

Além de ser um idioma fácil pra gente, o espanhol também é cada vez mais visto como uma língua crítica pelo mercado de trabalho.‍

2. Italiano

O italiano é a mais "romântica" das línguas românticas. Felizmente, seu vocabulário com raízes latinas se traduz em muitos cognatos semelhantes em italiano/português, como foresta (floresta), calendario (calendário) e ambizioso (ambicioso).

Como o espanhol, muitas das palavras em italiano são escritas como pronunciadas. Além disso, a estrutura das frases em italiano é altamente rítmica, com a maioria das palavras terminando em vogais. Isso adiciona uma musicalidade à linguagem falada que a torna bastante simples de entender.

3. Francês

Francês e português são línguas românicas. Essa origem comum ajuda a reconhecer parte do vocabulário, embora a pronúncia e a relação entre escrita e som sejam bem diferentes.

Isso também pode explicar por que as derivações latinas do francês tornam muito do vocabulário familiar para os falantes de português (edifice, royal, village, etc.).

O que pode ser um pouco mais difícil no francês é a  pronúncia, por conta dos sons de vogais e letras silenciosas que você pode não estar acostumado no português.

Chegou a sua vez de ir para o exterior

Se você deseja fazer um intercâmbio gratuito ou com bolsa de estudos para aprender um novo idioma e conhecer uma nova cultura existe o lugar certo para isso.

A Escola M60 é a maior escola preparatória para intercâmbios do Brasil e está com vagas abertas para sua nova turma.

Nela, você tem acesso a ferramentas exclusivas, conteúdos sempre atualizados e o suporte de diversos mentores para te ajudar a criar a estratégia de aplicação perfeita para o seu perfil e objetivos!

Além de aulas gravadas, você também terá aulas ao vivo, buscador de bolsas abertas, acesso à nossa IA focada em intercâmbios, simuladores de provas internacionais, revisão de documentos, e ainda fará parte da Comunidade M60, um espaço reservado para trocas e interações entre alunos e ex-alunos que já foram para fora.

Quer se juntar a nós? Clique no botão abaixo e faça agora seu Teste de Perfil*.

Fazer Teste de Perfil

*Ele funciona como um filtro para selecionar aqueles que estão realmente dispostos a realizarem o sonho de ir para o exterior.