Se você tem vontade de estudar no Reino Unido, uma das primeiras coisas que tem que saber é como funciona o sistema educacional britânico. Essas informações são essenciais tanto para quem quer ingressar em uma faculdade conceituada como Oxford ou Cambridge quanto para quem quer cursar o Ensino Médio por lá.

Por dentro do sistema educacional americano: parte I

Neste texto nós vamos te passar as principais informações sobre a educação do Reino Unido desde os anos iniciais até o momento de concluir o que chamamos aqui de Ensino Médio. Vamos nessa?

Sistema educacional britânico ou inglês?

Se você acompanha o nosso blog já sabe que existe uma diferença entre o Reino Unido e a Inglaterra. Mas, só para refrescar a sua memória, o Reino Unido é composto de outros quatro países: a Escócia, a Inglaterra, a Irlanda do Norte e o País de Gales. Cada um desses lugares tem normas específicas que são seguidas apenas naquele país.

Esse esquema também influencia na educação. Por mais estranho que pareça, apenas a Inglaterra segue as determinações do Departamento de Educação do Governo do Reino Unido. Os demais países seguem o que é determinado por seus respectivos governos. Essa diferença influencia nas disciplinas que são ensinadas para os alunos, na data de início do ano letivo e até no nome que é dado para os anos escolares.

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Um ponto que existe mais consenso é quanto às provas. Com exceção da Escócia, estudantes de todos os países fazem o GCSE e o GCE (que vamos detalhar mais para frente). Neste texto nós vamos falar do sistema educacional do Departamento de Educação do Reino Unido, que é adotado na Inglaterra.

Os tipos de escola da Inglaterra

Já parece confuso ter vários sistemas educacionais dentro do Reino Unido, né? Mas, ainda que toda Inglaterra adote o mesmo sistema, existem diferenças entre as escolas públicas e privadas.

A primeira diferença com relação ao Brasil é que as escolas que não são financiadas pelo governo recebem o nome de “escolas independentes”. Tanto as escolas do governo quanto essas independentes seguem os mesmos anos escolares, mas dão nomes diferentes às fases de ensino.

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Nas escolas privadas a educação é dividida em “pré-preparatória” (dos 3 aos 8 anos), preparatória ou júnior (dos 8 aos 12 ou 13 anos) e sênior (dos 13 aos 18 anos). Outra diferença é que muitas escolas privadas são do tipo boarding schools, em que os alunos só voltam para casa nas férias.

A divisão por séries na Inglaterra

Na Inglaterra a educação é obrigatória dos cinco aos 16 anos. Mesmo assim, existem opções gratuitas para quem quer estudar antes ou depois dessas idades. O que muda é que esses anos extras não fazem parte de nenhum dos quatro estágios chave de educação, ainda que alguns chamem os anos finais de quinto estágio.

Os anos educacionais são contados de forma contínua, diferente do que acontece aqui no Brasil. Aos cinco anos de idade, as crianças entram no primeiro ano escolar, que faz parte da escola primária. Elas ficam nesta fase até completarem o sexto ano escolar, por volta dos 11 anos. O ensino primário inclui dois estágios chaves da educação britânica.

Os dois estágios seguintes são cumpridos na escola secundária, que vai da sétima até a 11ª série. Geralmente, os alunos completam o ensino secundário entre os 11 e os 16 anos. Mesmo não sendo obrigatório, é possível ainda fazer a 12ª e 13ª séries, chamadas sixth form, que funcionam como uma preparação para a faculdade.

Como o estágio chave quatro começa no 10º ano de educação, é comum que a gente compare o período entre a 10ª e a 13ª série ao High School dos Estados Unidos. Isso quer dizer que tanto no Reino Unido quanto nos EUA, o Ensino Médio tem quatro anos de duração.

Outra diferença entre o ensino brasileiro e o britânico é que o estudo obrigatório começa mais cedo do que o nosso. Por aqui, todos entre 7 e 18 anos têm que ir à escola. Porém, na soma de todos os anos, o tempo de ensino obrigatório total é o mesmo: 11 anos.

Principais provas

No Brasil, não temos nenhum exame nacional que seja obrigatório para todos os alunos, não é mesmo? Já no Reino Unido existem vários exames que precisam ser feitos ao fim de quase todos os estágios chaves.

No fim do segundo e do sexto ano de educação, ao concluir o primeiro e o segundo estágio, é feita uma prova denominada SAT. Apesar de ter a mesma sigla, ela não tem nada a ver com o SAT americano.

Os Standard Attainment Tests (Testes de Realização Padrão) cobram disciplinas diferentes conforme a idade. Na primeira versão, o governo quer testar os conhecimentos dos alunos sobre leitura, escrita, matemática  e ciência. Já na segunda prova é cobrado conhecimentos de leitura, gramática, pontuação, ortografia e matemática.

As notas dessas provas são usadas somente para orientar os professores quanto ao desempenho dos alunos e não são necessárias para passar para a próxima fase de ensino. Mesmo assim, essas provas são muito criticadas por serem voltadas a crianças muito novas.

TESTE: qual o seu nível de preparação para as provas para estudar fora?

Nas escolas independentes esses testes dos primeiros estágios não são obrigatórios. Uma curiosidade é que não existe mais um SAT para o final do terceiro estágio. Todos os alunos só voltam a realizar provas do governo ao final do quarto estágio, com 16 anos.

Essa prova é conhecida como O-levels, ou nível básico, mas o nome oficial é Certificado Geral de Educação Secundária (GCSE). O GCSE deve ser realizado no final do 11º ano escolar. Ela é uma das mais importantes e precisa ser feita por todos, incluindo alunos das escolas particulares.

Na verdade, não existe uma lei que obrigue os alunos a fazer o GCSE, mas a maioria dos empregadores e de universidades exigem um número mínimo de certificados deste tipo para preencher as vagas. Até porque, elas comprovam que a pessoa tem um conhecimento mínimo de cada uma das áreas que o aluno escolhe fazer a prova. No geral se faz entre 8 e 10 GCSEs, sendo que os certificados de inglês e matemática são obrigatórios.

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Também no nível seguinte, os A-levels, os alunos podem escolher quais matérias vão tentar um certificado. Não é preciso ter um A-level em nenhuma disciplina, mas ter um Certificado Geral de Educação em Nível Avançado (GCE A-level) é um grande acréscimo no currículo, principalmente para quem quer fazer uma universidade. Algumas até exigem essas certificações.

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O comum é que os alunos façam entre 3 e 4 A-levels. A preparação para estes exames acontece depois do ensino obrigatório, entre os 16 e os 18 anos. Esse período é chamado sixth form e tem duas séries: a 12ª e a 13ª.

No Reino Unido existem escolas que oferecem exclusivamente cursos preparatórios para estes exames e são chamadas de colleges, o mesmo nome que se dá às faculdades nos Estados Unidos. Essas colleges britânicas também podem oferecer cursos técnicos para adultos. A ideia geral é proporcionar um nível relativamente avançado em um conhecimento.

Intercâmbio com a UDI

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