Antes mesmo de de aplicar ou se matricular em uma universidade americana, os futuros alunos estrangeiros podem (ou deveriam!) começar a pensar em obter um seguro médico, que inclusive é obrigatório em muitas instituições do país. As apólices e os custos desse tipo de seguro, conhecido como seguro saúde, podem variar de campus para campus e, além disso, algumas instituições oferecem seus próprios planos.

Confira abaixo alguns fatos sobre seguro médico nos EUA que você precisa saber se tiver a intenção de fazer faculdade por lá.

Os requisitos podem variar de acordo com cada categoria do visto

O Departamento de Estado dos EUA exige que estudantes intercambistas com um visto J-1 e seus dependentes com um visto J-2 sejam cobertos por seguro médico durante o período do seu programa. No entanto, não existem requisitos específicos de seguro para estudantes internacionais e seus dependentes com um visto F.

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Mas mesmo que a sua universidade nos EUA não exija seguro médico, o recomendado é sempre obter um, porque não tê-lo pode sair muito caro, já que a saúde nos EUA não é nada barata (nada mesmo!). Você sabia, por exemplo, que uma das razões mais comuns para falência entre as famílias americanas são as dívidas contraídas em despesas médicas?

Nos Estados Unidos, o acesso a cuidados de saúde públicos ou de baixo custo é muito limitado e os estudantes internacionais normalmente não são elegíveis para a maioria dos programas desse tipo. Por isso, o recomendado é entrar em contato direto com a sua universidade de interesse para falar sobre as políticas específicas de saúde adotadas por ela.

De modo geral, a depender da universidade, as exigências de seguro médico poderão se aplicar as categorias F-1, F-2, J-1 e J-2, ou apenas a algumas delas.

Os EUA não possui atendimento universal de saúde

Alguns estudantes internacionais não sabem que não há atendimento médico nacional ou gratuito nos Estados Unidos. Enquanto em muitos países o governo cobre o custo dos cuidados de saúde de seus cidadãos, nos EUA os alunos e suas famílias são responsáveis ​​por esses custos.

Por isso é importante que os estudantes estrangeiros tenham pelo menos uma ideia de como funciona o sistema de saúde por lá, especialmente se vierem de um país que tenha atendimento universal de saúde, como é o caso do Brasil com o SUS.

Quando você estiver por lá, por exemplo, deverá saber onde poderá ir para obter tratamento, e isso basicamente irá depender da cobertura do seu seguro médico. Isso porque diferentes provedores de serviços médicos aceitam diferentes tipos de seguro.

Algumas universidades têm seus próprios planos de seguro médico

Ao fazer suas pesquisas para decidir onde estudar nos EUA, possivelmente você pode se deparar com muitas universidades que exigem um plano de seguro médico coletivo obrigatório patrocinado pela escola. Nesses casos, as apólices e programas de seguro são oferecidas antes mesmo da chegada do intercambista no país.

Em muitos casos, as universidades e faculdades exigem que os alunos internacionais façam parte do plano da instituição ou permitem que eles renunciem se puderem apresentar prova de seu próprio seguro médico.

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Na Universidade da Califórnia em Berkeley, todos os estudantes internacionais devem ter cobertura de seguro médico (Foto: Charlie Nguyen/Flickr)

Na Universidade da Califórnia em Berkeley, por exemplo, todos os estudantes internacionais devem ter cobertura de seguro saúde enquanto estiverem registrados na instituição e são automaticamente inscritos no Student Health Insurance Plan (SHIP) mediante o pagamento de uma taxa.

O plano (que oferece serviços médicos e odontológicos, entre outros) custa 1.768 dólares por semestre para alunos de graduação e 2.841 dólares por semestre para alunos de pós-graduação, no ano acadêmico 2020-2021.

Já na Universidade da Carolina do Sul, os alunos internacionais são automaticamente inscritos em um plano conhecido como Blue Cross Blue Shield, mas têm a opção de comprar seu próprio seguro médico.

Algumas instituições do país, como as que fazem parte do sistema da Universidade do Estado da Califórnia, por exemplo, exigem que o seguro médico seja obtido antes mesmo da inscrição para as aulas. Já outras universidades não aceitam apólices de seguro de outros países ou apólices compradas de terceiros.

Além de todas essas especificações, também é muito importante ressaltar que planos de seguro médico comercializados exclusivamente para estudantes internacionais muitas vezes não são registrados nos EUA e podem ter benefícios e/ou períodos de cobertura limitados e não condizentes com o que é exigido por lá.

Existem outras maneiras de obter seguro médico

A universidade não é o único lugar onde os estudantes internacionais nos Estados Unidos podem comprar o seu seguro médico, o que é outro equívoco bastante comum.

Esses seguros também podem ser adquiridos por meio de agentes externos. Mas nesses casos, é importante, antes de fechar qualquer contrato, contatar a universidade para que os funcionários possam verificar se a apólice oferecida atende aos seus requisitos mínimos.

Existem muitos planos diferentes para estudantes internacionais no mercado e, às vezes, a opção mais barata é escolhida para economizar custos. Mas é fundamental entender a cobertura do plano escolhido, pois os custos médicos podem aumentar se o aluno não tiver um plano abrangente. É o famoso barato que sai caro.

De qualquer forma, os planos oferecidos diretamente pelas instituições de ensino costumam ser mais acessíveis. Então, antes de comprar qualquer plano externo, o ideal é checar com sua universidade de destino nos EUA se ela oferece algum plano interno.

Universidade do Intercâmbio

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Rafael Cerqueira

Rafael Cerqueira

Jornalista de 26 anos que adora viajar. Baiano que já viveu em Minas, em São Paulo, em Portugal e na Argentina. Conhece 26 países e tem o sonho de conhecer muito mais. Acredita que o mundo é grande demais e o tempo muito curto pra ficarmos parados sempre no mesmo lugar.