Se você não conseguir uma bolsa universitária com financiamento integral e mesmo assim quiser estudar fora do país, uma alternativa é se matricular em universidades gratuitas e com baixas taxas de matrícula, ou até mesmo isenção total desse valor. Países como Alemanha, Áustria, Finlândia, Noruega e Suécia oferecem diferentes tipos de planos de ensino gratuitos ou com valores de mensalidades baixas até mesmo para estudantes internacionais.

5 países na Europa com mensalidades baixas

Noruega

As universidades e faculdades estatais da Noruega, como regra, não cobram mensalidades. E isso se aplica para estrangeiros na graduação, mestrado ou doutorado. O único valor cobrado é uma taxa semestral que varia de 300 a 600 coroas norueguesas (134 a 268 reais).

A exceção são alguns programas especializados de algumas instituições, geralmente de mestrado. Já as universidades privadas norueguesas cobram mensalidades em todos os programas e cursos. No entanto, os preços costumam ser mais baixos que a média dos outros países europeus. E, ao contrário do que acontece em muitos lugares, esses valores não aumentam para estudantes internacionais.

Áustria

As universidades públicas da Áustria não são totalmente gratuitas mas cobram mensalidades baixas, principalmente se comparado com o padrão europeu. Estudantes estrangeiros pagam de 360 a 720 euros por semestre (1560 a 3130 reais). Além disso, também é cobrada uma taxa de seguro estudantil no valor de 19 euros (82 reias). Mas estrangeiros em programas de intercâmbio ou originários de uma universidade parceira podem ficar isentos de pagar esse valor.  O mesmo pode acontecer com estudantes de países menos desenvolvidos.

Mensalidades-baixas-Áustria.

Viena, capital da Áustria.

Alemanha

A grande maioria das universidades públicas alemãs não cobra taxas de ensino para programas de bacharelado e mestrado continuado, inclusive para estudantes internacionais. Só pra esclarecer: mestrado continuado é aquele que é feito junto com a graduação, prática muito comum na Europa.  Em alguns estados, no entanto, as universidades cobram uma contribuição semestral de 50 euros (215 reais) e/ou uma taxa administrativa no mesmo valor.

A única exceção à essa gratuidade é o estado de Baden-Württemberg, que cobra cerca de 1500 euros de mensalidade para estudantes de graduação e mestrado de fora da União Europeia.

Já para quem pretende fazer mestrado não-continuado, a maioria das universidades alemãs cobra mensalidades. Mas elas também não são tão altas como em outros países da Europa.

Por outro lado, os cursos de doutorado por lá são gratuitos no primeiro semestre. Mas os doutorandos precisam pagar por uma contribuição semestral no valor de 150 a 200 euros (650 a 870 reais). A boa notícia é que esses estudantes geralmente trabalham em projetos de pesquisa remunerados ou recebem bolsas de estudos.

Finlândia

Até 2017 não eram cobradas mensalidades nas universidades finlandesas para nenhum nível de ensino. Mas a partir desse ano, no entanto, os programas de graduação e mestrado em inglês deixaram de ser gratuitos para estudantes não pertencentes à União Europeia. Os cursos de doutorado, no entanto, ainda permanecem gratuitos para todos os estudantes.

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Helsink, capital da Finlândia.

As universidades finlandesas ainda oferecerem bolsas de estudos para alunos superdotados de qualquer país admitidos em seus programas de graduação e mestrado.

Suécia

As taxas de inscrição e mensalidades são aplicadas para estudantes não-europeus em nível de graduação ou mestrado. No entanto, um número significativo de universidades e a The Swedish Institute oferecem bolsas de estudos integrais e parciais convertidas no valor das mensalidades para estrangeiros.

Já os cursos de doutorado geralmente são oferecidos como vagas remuneradas por universidades ou órgãos externos de financiamento. Isso significa que, caso você consiga uma vaga de doutorado na Suécia, além de não pagar nenhuma taxa, também receberá um salário mensal.

Fora da Europa existem outros países que cobram mensalidades baixas, mas no Velho Continente esses são os que mais se destacam nesse quesito. Mas lembre-se que o custo de vida por lá é alto. Então escolher um desses países para seguir sua carreira acadêmica é um decisão que deve ser muito bem pensada.

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Rafael Cerqueira

Rafael Cerqueira

Jornalista de 26 anos que adora viajar. Baiano que já viveu em Minas, em São Paulo, em Portugal e na Argentina. Conhece 26 países e tem o sonho de conhecer muito mais. Acredita que o mundo é grande demais e o tempo muito curto pra ficarmos parados sempre no mesmo lugar.