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Se a sua primeira pesquisa sobre estudar fora foi "quanto custa", é provável que você tenha fechado a aba com o coração apertado. Os preços de tabela de uma universidade americana, britânica ou canadense impressionam mesmo, e é natural concluir que isso é coisa de quem tem muito dinheiro.
A realidade é mais detalhada. Quanto custa fazer faculdade no exterior depende do país, do tipo de instituição, da cidade e, principalmente, de quanto do preço de tabela você de fato paga depois de bolsas e auxílios. Há destinos em que a mensalidade é zero e outros em que ela passa de US$ 45 mil por ano.
Se a sua meta é começar a faculdade em 2027, o relógio já está andando: os prazos de candidatura para o ingresso de 2027 acontecem entre o fim de 2026 e os primeiros meses do ano que vem.
Neste guia, reunimos os valores mais recentes divulgados por fontes oficiais, mostramos o que já é conhecido para quem entra em 2027, o que ainda vai ser definido e o que fica de fora da mensalidade. Se você está fazendo essa conta pela família, as informações valem do mesmo jeito.
O que você vai aprender:
- O que entra na conta de uma faculdade no exterior além da mensalidade
- Quanto custa estudar nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Canadá para quem entra em 2027
- O que já mudou, e o que ainda pode mudar, em visto e comprovação financeira
- Os prazos de candidatura para começar em 2027
- Quais países cobram pouco ou nada, e o que mudou na Noruega e na Argentina
- Como montar o orçamento do seu caso, passo a passo
O que entra na conta de uma faculdade no exterior
O custo total de uma faculdade no exterior é a soma de cinco blocos: mensalidade, custo de vida, custos de entrada, seguro saúde e a reserva financeira que o visto exige. A mensalidade, chamada de tuition em inglês, é a parte mais visível, mas raramente a maior.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o orçamento médio de um estudante de universidade pública que mora no próprio estado é de US$ 30.990 por ano, segundo a College Board. Desse total, só US$ 11.950 são mensalidade e taxas. O resto é moradia, alimentação, livros, transporte e despesas pessoais.
Os custos de entrada são os que mais pegam as pessoas de surpresa: passaporte, visto, provas de proficiência em idioma, tradução de documentos e taxas de aplicação das universidades. E há a comprovação financeira: não é um gasto, mas é dinheiro que precisa estar disponível para o consulado aprovar o seu visto.
Um aviso prático: os valores deste artigo estão na moeda de cada país, porque o câmbio muda o tempo todo. Para ter uma ideia em reais, multiplique pelo câmbio do dia. E, como o ingresso é em 2027, trate os números como ponto de partida: as universidades costumam reajustar preços todo ano.
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O que já se sabe (e o que não) sobre os custos de 2027
Para quem começa em 2027, nem todo número está fechado. Separar o que é confirmado do que é estimativa evita planejar em cima de uma conta errada.
Já está definido ou publicado:
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EUA: o último relatório da College Board, publicado em 6 de novembro de 2025, traz os preços de 2025/26. Eles servem de base, mas a tendência é de alta: no último ano, o preço de tabela subiu 2,7% nos community colleges, 2,9% nas públicas e 4,0% nas privadas sem fins lucrativos.
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Reino Unido: o teto da mensalidade para estudantes britânicos sobe para £10.050 em 2027/28. Brasileiros pagam a tarifa internacional, que não tem teto. Quem pedir visto a partir de 30 de novembro de 2026 precisará comprovar £1.570 por mês em Londres ou £1.203 fora dela.
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Canadá: pedidos de study permit feitos a partir de 1º de setembro de 2026 exigem CAD 23.448 de custo de vida do primeiro ano (fora de Quebec).
Ainda em aberto:
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Reino Unido: o governo confirmou uma taxa de £925 por estudante internacional por ano, paga pelas universidades da Inglaterra a partir de 1º de agosto de 2028, e o texto ainda depende de aprovação do Parlamento. Quem entra em 2027 ainda estará na universidade quando ela começar. Não é possível afirmar se as instituições vão repassar o valor aos alunos.
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Canadá: a expectativa é que o IRCC defina o teto nacional de study permits e a divisão por província no segundo semestre de 2026. Ainda não encontramos o número de 2027, e a comprovação financeira costuma ser reajustada a cada ano.
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EUA: o relatório da College Board com os preços de 2026/27 costuma sair no fim do ano. A cobrança da Visa Integrity Fee também deve ser confirmada no consulado onde você vai tirar o visto.
Quanto custa fazer faculdade nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o preço depende do tipo de instituição: community college (faculdade de dois anos), universidade pública ou universidade privada. Os valores abaixo são as médias de 2025/26 do relatório Trends in College Pricing, da College Board, o dado mais recente disponível.
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Community college (in-district) |
Universidade pública (aluno do estado) |
Universidade pública (aluno de fora do estado) |
Universidade privada sem fins lucrativos |
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Anuidade e taxas (preço de tabela) |
US$ 4.150 |
US$ 11.950 |
US$ 31.880 |
US$ 45.000 |
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Orçamento médio anual completo |
US$ 21.320 |
US$ 30.990 |
US$ 50.920 |
US$ 65.470 |
O orçamento completo inclui moradia, alimentação, livros, transporte e despesas pessoais. Estudantes internacionais, em regra, pagam a tarifa de quem vem de fora do estado nas universidades públicas, e community colleges também costumam cobrar mais de quem não é residente. Por isso, a linha mais realista para a maioria dos brasileiros começa na terceira coluna.
Há um ponto que muda a leitura desses números. A College Board mostra que o preço líquido médio, depois de bolsas, é bem menor que o de tabela: US$ 16.910 nas privadas sem fins lucrativos para quem entra pela primeira vez em tempo integral.
Esse dado cobre todos os estudantes, não só os internacionais, e a ajuda financeira para estrangeiros varia muito de universidade para universidade. Mesmo assim, vale olhar a política de ajuda financeira de cada instituição antes de descartar uma opção pelo preço.
Na parte do visto, o estudante paga a taxa SEVIS (US$ 350) e a taxa de solicitação do visto (US$ 185). Uma nova Visa Integrity Fee de US$ 250, criada por lei em 2025, já vem sendo cobrada em alguns consulados, segundo universidades americanas. Não existe um valor único de comprovação financeira: a própria universidade informa, no documento de admissão (I-20), quanto você precisa demonstrar.
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Quanto custa fazer faculdade no Reino Unido
No Reino Unido, o preço muda conforme o fee status do estudante, que pode ser home (estudante britânico ou equiparado) ou international. Para os home, o governo fixa um teto: £9.790 por ano na Inglaterra em 2026/27, subindo para £10.050 em 2027/28, o ano em que entram os candidatos de 2027. Brasileiros, em regra, entram como internacionais, e para eles não há teto.
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Instituição (entrada 2026/27) |
Estudante home |
Estudante internacional |
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Bournemouth University |
£9.790 |
£19.635 a £24.150 |
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SOAS, University of London |
£9.790 |
£23.780 |
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University of Oxford |
£9.790 |
£37.380 a £62.820 |
Esses são os valores publicados para 2026/27. As tabelas de 2027/28 costumam sair ao longo do ano, e as universidades podem reajustar a tarifa internacional: a Universidade de Nottingham, por exemplo, informa que limita os aumentos a 5% ou a 3% acima da inflação RPI, o que for maior. Em Cambridge, a mensalidade de internacionais vai de cerca de £29 mil a mais de £70 mil por ano, conforme o curso.
Estudantes internacionais da universidade também pagam uma taxa de college, que varia: em Trinity Hall, por exemplo, ela será de £13.245 em 2026. Em Oxford, confirme no site oficial se há taxas adicionais de college para o seu curso.
Para o visto de estudante, é preciso comprovar a mensalidade do primeiro ano e o custo de vida por até nove meses. Hoje são £1.529 por mês em Londres ou £1.171 fora dela, o que dá £13.761 ou £10.539.
Como quem entra em 2027 vai pedir o visto depois de 30 de novembro de 2026, o que vale para você são os novos valores: £1.570 por mês em Londres (£14.130 em nove meses) ou £1.203 fora dela (£10.827), segundo a mudança nas regras de imigração divulgada em setembro.
Esse valor é um piso exigido pelo visto, não um orçamento recomendado. O custo real em Londres, Oxford ou Cambridge costuma ser maior, então consulte a estimativa de gastos que cada universidade publica.
Levantamentos de agosto de 2026 a partir do GOV.UK também apontam a taxa de visto de £558 e a sobretaxa de saúde (Immigration Health Surcharge) de £776 por ano de visto. Confirme esses números no site oficial antes de se planejar.
Quanto custa fazer faculdade no Canadá
No Canadá, a diferença entre o que paga um canadense e o que paga um estrangeiro é enorme. Em 2025/26, a Statistics Canada, órgão oficial de estatísticas do país, registra uma mensalidade média de graduação de CAD 41.746 por ano para estudantes internacionais, alta de 2,5% sobre o ano anterior. Para canadenses, a média é de CAD 7.734, o que deixa o valor para estrangeiros mais de cinco vezes maior.
A média esconde variações grandes entre as províncias. Ontário é a mais cara, com cerca de CAD 49,8 mil por ano para internacionais na graduação, enquanto Terra Nova e Labrador aparece entre as mais baratas, perto de CAD 18,9 mil. O curso também pesa: Engenharia, Administração e áreas da saúde tendem a custar mais que Humanas.
Para o study permit (a permissão de estudo), o governo canadense exige comprovar CAD 23.448 para o custo de vida do primeiro ano, no caso de quem estuda fora de Quebec, em pedidos a partir de 1º de setembro de 2026. Esse valor não inclui mensalidade nem passagem. Antes era CAD 22.895.
Em Quebec, a regra é própria: CAD 24.617 desde janeiro de 2026. Como o governo reajusta a exigência com frequência, confira o valor vigente na data em que você for fazer o pedido.
Para 2027 há outro ponto de atenção: o Canadá mantém um limite de study permits por ano, com cotas distribuídas às províncias, e em 2026 o teto previsto é de 408.000 permissões, incluindo renovações. Na prática, a maioria dos candidatos precisa de uma carta de atestação provincial (PAL ou TAL), então confirme com a universidade se ela fornece essa carta antes de aplicar.
Há também um recado importante da imigração canadense: a origem do dinheiro passou a ser verificada com mais rigor. Extratos desorganizados ou depósitos recentes sem explicação estão entre os motivos mais comuns de recusa, então organize essa documentação com antecedência.
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Comparativo: quanto custa a faculdade em cada país
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País |
Mensalidade de referência (graduação) |
Comprovação financeira para o visto |
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Estados Unidos |
US$ 4.150 a US$ 45.000 por ano (preço de tabela médio, 2025/26) |
Definida pela universidade no I-20 |
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Reino Unido |
£19.635 a £62.820 por ano em exemplos de 2026/27 |
£1.203 a £1.570 por mês, por até 9 meses (pedidos a partir de 30/11/2026) |
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Canadá |
CAD 41.746 por ano, em média (2025/26) |
CAD 23.448 para custo de vida, mais a mensalidade e a passagem (fora de Quebec) |
Esses números são um ponto de partida. Duas universidades do mesmo país podem ter preços muito diferentes, e a ajuda financeira muda o valor final. Use a tabela para escolher onde pesquisar, não para tomar a decisão.
Prazos para começar a faculdade em 2027
Entrar em 2027 significa, na prática, aplicar entre o fim de 2026 e o início de 2027. Os prazos variam por universidade, então use as datas abaixo como mapa, não como calendário final.
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Reino Unido (UCAS): para Oxford, Cambridge e a maioria dos cursos de Medicina, o prazo é 15 de outubro de 2026, que já passou. Para os demais cursos de graduação, o prazo principal é 13 de janeiro de 2027, às 18h (horário de Londres), para ter a candidatura analisada em igualdade de condições. Depois dessa data, ainda pode haver vagas, mas sem essa garantia.
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Estados Unidos: muitas universidades têm prazos de Early Action e Early Decision por volta de 1º de novembro, e de Regular Decision entre o início e meados de janeiro. As datas variam muito, e instituições com ajuda financeira para internacionais costumam exigir documentos extras. Confira o calendário de cada universidade.
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Canadá: os prazos variam bastante, mas muitas universidades recebem candidaturas de janeiro a março para o outono. Lembre que a carta de atestação provincial também leva tempo.
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Alemanha: para o semestre de inverno, as candidaturas costumam ser abertas até meados do ano, com prazos que variam por universidade. Como a maioria dos cursos de graduação é em alemão, o certificado de idioma também entra na linha do tempo.
Se o seu objetivo é 2027, comece pelos documentos que levam mais tempo: prova de proficiência em idioma, histórico escolar traduzido, cartas de recomendação e redações. E se o prazo de 2027 for apertado demais, aplicar para 2028 com mais preparo também é uma estratégia legítima.
Os custos que raramente entram na conta
Passaporte e documentos. Quem ainda não tem passaporte precisa pagar a taxa de emissão, que ficou em R$ 257 em levantamentos recentes. Confirme o valor atual no site da Polícia Federal. Documentos acadêmicos costumam exigir tradução juramentada e, em alguns casos, apostilamento.
Provas de proficiência. A maioria das universidades pede um teste de idioma, como TOEFL ou IELTS, para cursos em inglês. Os preços variam por exame e por país, na casa de centenas de dólares, e é comum precisar de preparação antes. Confira o valor atualizado no site oficial de cada teste.
Seguro saúde. Em muitos destinos ele é obrigatório. Nos Estados Unidos, as universidades costumam oferecer um plano próprio, que entra na conta anual. No Reino Unido, a sobretaxa de saúde é paga junto com o visto.
Taxas de aplicação e reserva inicial. Cada universidade cobra uma taxa para analisar a candidatura, e os primeiros 30 dias no destino custam mais do que os meses seguintes, por causa de caução de moradia, enxoval e deslocamentos.
É possível pagar menos ou estudar de graça?
Sim, mas o mapa mudou. Alguns países que eram a referência de ensino gratuito passaram a cobrar de estrangeiros, e vale conferir a regra atual antes de colocar um destino no seu plano.
Alemanha
As universidades públicas alemãs não cobram mensalidade na maior parte do país, inclusive de estrangeiros. As exceções são Baden-Württemberg, que cobra €1.500 por semestre de estudantes de fora da União Europeia desde 2017, e a Universidade Técnica de Munique, na Baviera, que voltou a cobrar de não europeus a partir do semestre de inverno de 2024/25.
Todos os estudantes pagam uma taxa semestral administrativa, que costuma ficar entre €100 e €350, dependendo da universidade. Na graduação, a maioria dos cursos é em alemão, então o idioma entra no planejamento.
Noruega
A Noruega deixou de ser gratuita para brasileiros. Desde o outono de 2023, estudantes de fora da União Europeia, do Espaço Econômico Europeu e da Suíça pagam mensalidade nas universidades públicas, com valores que variam por instituição e curso.
Existem exceções, como intercambistas e quem já tem residência permanente.
Argentina
A Argentina era o destino clássico de ensino público gratuito para brasileiros. Desde 28 de maio de 2025, o decreto 366/2025 autoriza as universidades nacionais a cobrar aranceles de estrangeiros sem residência permanente, e o governo reafirmou essa regra em julho de 2026.
Na prática, a cobrança depende de cada universidade, então confirme a política da instituição que você pretende cursar.
E as bolsas de graduação?
Existem bolsas integrais, mas elas são concorridas e exigem uma candidatura bem construída. Um detalhe que gera confusão: algumas das bolsas mais famosas, como Chevening e Fulbright, são de pós-graduação.
Para graduação, o caminho costuma passar por bolsas oferecidas pelas próprias universidades e por programas de ajuda financeira baseada em necessidade. Veja exemplos em nosso guia de bolsas fora da Europa para brasileiros em 2026.
Como calcular o custo da sua faculdade no exterior
Em vez de tentar descobrir "o preço da faculdade no exterior", faça a conta do seu caso. Este passo a passo funciona para qualquer destino.
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Escolha de 3 a 5 universidades. Misture opções mais caras com outras de preço menor, em países diferentes.
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Anote o preço oficial do curso. Use sempre o site da universidade, na tabela de estudantes internacionais, e não médias de terceiros.
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Some o custo de vida. Procure a estimativa de gastos que a própria universidade publica e compare com a comprovação exigida pelo visto.
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Inclua os custos de entrada. Passaporte, visto, testes de idioma, tradução, taxas de aplicação e seguro saúde.
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Subtraia a ajuda possível. Pesquise bolsas e auxílios de cada instituição antes de decidir. É aqui que um preço assustador pode virar um valor viável, e é também onde a maioria das pessoas desiste cedo demais.
Perguntas frequentes sobre faculdade no exterior
Quanto custa fazer faculdade no exterior em média? Não existe uma média única, porque o preço depende do país e da instituição. Em 2026, a mensalidade de tabela vai de zero em universidades públicas alemãs, com exceções, a cerca de US$ 45 mil por ano em universidades privadas americanas sem fins lucrativos, segundo a College Board. No Canadá, a média de graduação para estrangeiros é de CAD 41.746 por ano, segundo a Statistics Canada. No Reino Unido, exemplos de 2026/27 variam de £19.635 a £62.820 por ano. A esses valores somam-se custo de vida, visto e seguro saúde.
Quanto custa fazer faculdade nos Estados Unidos em 2026? Em 2025/26, a College Board registra preço de tabela médio de US$ 4.150 em community colleges, US$ 11.950 em universidades públicas para alunos do estado, US$ 31.880 para alunos de fora do estado e US$ 45.000 em privadas sem fins lucrativos. O orçamento médio completo, com moradia e alimentação, fica entre US$ 21.320 e US$ 65.470 por ano. Estudantes internacionais costumam pagar a tarifa de fora do estado nas universidades públicas.
Quanto custa estudar no Reino Unido sendo brasileiro? Brasileiros são, em regra, estudantes internacionais e não são limitados pelo teto do governo, que é de £9.790 por ano para estudantes home em 2026/27. Em exemplos de 2026/27, a graduação custa de £19.635 a £24.150 na Bournemouth University, £23.780 na SOAS e de £37.380 a £62.820 em Oxford. Para o visto, é preciso comprovar £1.529 por mês em Londres ou £1.171 fora dela, por até nove meses, valores que sobem para £1.570 e £1.203 em pedidos a partir de 30 de novembro de 2026.
Quanto custa fazer faculdade no Canadá para estrangeiros? Em 2025/26, a mensalidade média de graduação para estudantes internacionais no Canadá é de CAD 41.746 por ano, segundo a Statistics Canada, mais de cinco vezes a dos canadenses. O valor varia por província e por curso. Para o visto, é preciso comprovar CAD 23.448 de custo de vida do primeiro ano, fora de Quebec, em pedidos a partir de 1º de setembro de 2026, além da mensalidade e da passagem.
Existe faculdade gratuita no exterior para brasileiros? Existe, mas com exceções. As universidades públicas alemãs não cobram mensalidade na maior parte do país, com exceções como Baden-Württemberg (€1.500 por semestre para estudantes de fora da UE) e a Universidade Técnica de Munique. A Noruega cobra de estudantes de fora da UE desde 2023, e a Argentina autorizou, desde 28 de maio de 2025, que universidades cobrem de estrangeiros sem residência permanente. Mesmo onde não há mensalidade, é preciso pagar custo de vida e comprovar recursos. Bolsas integrais também existem, mas são concorridas e não têm aprovação garantida.
Quais custos existem além da mensalidade? Além da mensalidade, a faculdade no exterior envolve moradia, alimentação, transporte, seguro saúde, taxa de visto, passagem, passaporte, provas de proficiência em idioma, tradução de documentos, taxas de aplicação das universidades e uma reserva para os primeiros meses. Em muitos países, o dinheiro para o custo de vida também precisa ser comprovado ao consulado antes da concessão do visto.
Fazer a conta é o primeiro passo
Depois de olhar os números, dá para perceber que a pergunta "quanto custa fazer faculdade no exterior" não tem uma resposta só. Tem uma resposta para o país, o curso e a universidade que você escolher, e outra, bem menor, depois que bolsas e auxílios entram no cálculo.
O que faz diferença é a ordem em que você decide. Quem escolhe o destino só pelo preço de tabela costuma desistir cedo. Quem monta uma lista de universidades, soma os custos reais e procura ajuda financeira antes de decidir enxerga possibilidades que a primeira pesquisa escondia.
E é aí que a preparação conta. Prazos, provas de idioma, documentos e redações precisam de tempo, e quem começa cedo tem mais opções.
Se você leu até aqui, é porque a faculdade no exterior deixou de ser só um sonho distante e virou uma conta que você quer fechar. Mas para chegar lá, é preciso mais do que vontade. É preciso estratégia, preparação e as ferramentas certas.
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