Quando falamos em conseguir bolsas de estudo fora do Brasil, notoriamente a maior parte das pessoas busca por oportunidades em lugares como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. No entanto, existem outros países que, por não estarem entre os destinos de intercâmbio mais populares, acabam oferecendo bolsas de estudos mais fáceis de serem conquistadas.

Isso não significa que essas bolsas sejam extremamente fáceis de conseguir, já que elas também contam com processos seletivos exigentes. No entanto, por receberem menos applications, as chances de um candidato ser aprovado aumentam proporcionalmente, desde que ele atenda satisfatoriamente os critérios de seleção.

Pense sempre assim: as oportunidades mais buscadas são mais concorridas e, consequentemente, mais difíceis. Já as oportunidades oferecidas por esses países menos “populares” são também menos conhecidas e, também consequentemente, recebem menos aplicações de candidatos, o que aumenta as chances de aprovação. É uma questão de matemática!

3 exemplos de bolsas de estudos mais fáceis de conseguir (mas não menos seletivas!)

Três dessas bolsas de estudos mais fáceis de conseguir são a Stipendium Hungaricum (Hungria), a BRICS Educational Internship Programme (Rússia) e o Orange Tulip Scholarship (Holanda). Descubra mais um pouco sobre cada uma dessas oportunidades abaixo. Obs: todas exigem proficiência em inglês, e não no idioma local.

Stipendium Hungaricum

A Stipendium Hungaricum é um programa de bolsas de estudo na Hungria em diferentes modalidades (graduação, mestrado, mobilidade acadêmica, doutorado e cursos de especialização).

As bolsas desse programa consistem em um auxílio mensal para custo de vida que varia de 83.700 forints (graduação e mestrado) a 180.000 forints (doutorado), além de isenção de pagamento das taxas acadêmicas e da expedição de visto e seguro saúde.

Várias universidades do país participam da iniciativa e as áreas elegíveis cobrem praticamente todos os campos do conhecimento.

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Estudar na Hungria com a Stipendium Hungaricum é uma oportunidade única! (Foto/Pixy)

BRICS Educational Internship Programme

O BRICS Educational Internship Programme é um programa de estágio educacional organizado pela Universidade Federal do Extremo Oriente (FEFU) e projetado para fornecer um ambiente de estudo compartilhado em áreas relevantes para o BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a nível de mestrado.

Os alunos selecionados, que devem ser desses países, têm a oportunidade de participar de um dos programas de mestrado da instituição e ajudar a discutir uma agenda global relevante para o BRICS, além de explorar a política externa da Rússia e seu papel no bloco.

Além da isenção total das taxas acadêmicas do mestrado escolhido, os bolsistas selecionados ainda recebem acomodação.

Orange Tulip Scholarship

Talvez a Holanda não seja assim um país tão “inusitado”, mas o programa Orange Tulip Scholarships Brazil (OTS), que é exclusivo para brasileiros, ainda não é muito conhecido por aqui. Várias universidades do país participam da iniciativa, que atende estudantes tanto de graduaçao quanto de mestrado nas áreas de Ciências Biológicas, Artes, Saúde, Ciências Humanas, Ciências Exatas e Ciências Tecnológicas.

A bolsa consiste na cobertura total ou parcial do valor do curso escolhido e, em alguns casos, os bolsistas também podem receber auxílio com os custos do visto, seguro saúde e despesas cotidianas (o valor pode chegar a até 50 mil euros!)

É verdade que essas oportunidades vão pesar menos no seu currículo?

Algumas pessoas pensam que oportunidades internacionais em países menos procurados não tem tanta relevância para o currículo. Isso não poderia ser mais errado! O merecimento de qualquer oportunidade internacional não tem relação com o país, e sim com a experiência desenvolvida.

Dito isso, ao optar por fazer um intercâmbio em um país pouco conhecido, é até bastante provável que você possa chamar atenção e se diferenciar (em processos seletivos, por exemplo) justamente pela sua escolha pouco convencional e pela curiosidade natural que isso despertará.

Além disso, ao fazer um intercâmbio em um lugar como a Hungria ou como a Rússia, você poderá ser visto em futuros processos seletivos de emprego e outras oportunidades, como uma pessoa com habilidades de liderança suficientes para se desafiar fora do seu lugar de conforto; e aberta culturalmente ao ponto de não ter medo de vivenciar e se relacionar com uma cultura totalmente diferente da sua.

Então pense sempre no seguinte: em uma pilha de currículos para uma mesma vaga de emprego, você acha que será mais fácil encontrar profissionais com experiência nos EUA e no Canadá ou com experiência na Rússia e no Azerbaijão? Quais dessas experiências mais chamará atenção justamente por se diferenciar do lugar comum?

Outro ponto bastante interessante é a questão do networking. A ida a esses países menos procurados poderá te garantir a construção de um networking bastante específico e permanente. Isso porque em países em que os locais não são tão acostumados a receber estrangeiros, as chances de desenvolver uma rede de contatos mais forte e com laços mais resistentes ao tempo são consideravelmente maiores.

Também é importante levar a questão financeira em consideração

Não dá para terminar esse texto sem tocar na questão financeira. Se você ganha uma bolsa de 80% para estudar nos Estados Unidos e outra, também de 80%, para estudar na Hungria, em qual delas você acha que terá a oportunidade de economizar mais? Logicamente na Hungria! Sabe o motivo? A moeda do país (o Florim húngaro) vale 0,018 reais. Já o dólar atualmente vale nada mais nada menos que 5,39 reais (cotação de 24/11/20).

Universidade do Intercâmbio

E aí, você acha que conseguir bolsas de estudos mais fáceis nesses países menos procurados pode ser um bom negócio? Se sim, não se esqueça que para conquistá-las você também precisa se preparar com bastante dedicação. E nós podemos te ajudar com isso através da nossa mentoria especializada. Quer saber como? Clique aqui para fazer o nosso teste de perfil e entrar para o nosso time de mentorados.


Rafael Cerqueira

Rafael Cerqueira

Jornalista de 26 anos que adora viajar. Baiano que já viveu em Minas, em São Paulo, em Portugal e na Argentina. Conhece 26 países e tem o sonho de conhecer muito mais. Acredita que o mundo é grande demais e o tempo muito curto pra ficarmos parados sempre no mesmo lugar.