Neste domingo (17) é celebrado o Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia. Infelizmente, como a violência pode atingir pessoas LGBT de diversas maneiras diferentes, é importante se manter sempre em segurança – até mesmo no intercâmbio. Muito países ainda precisam caminhar bastante pra atingir níveis minimamente satisfatórios de igualdade e respeito em relação a esse grupo. Mas a boa notícia é que alguns lugares do mundo se destacam positivamente nesse aspecto. Conheça agora os 5 países mais LGBT-friendly do mundo, com base no Gay Travel Index, desenvolvido anualmente, desde 2012, pelo site Spartacus

5 países mais LGBT-friendly do mundo

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1. Canadá

Desde 1982, a Carta Canadense de Direitos e Liberdades garante direitos humanos fundamentais à comunidade LGBT+. O casamento entre pessoas do mesmo gênero é legal por lá desde 2005 (embora o primeiro casamento gay do mundo tenha acontecido em Toronto, em 2001). Casais do mesmo sexo podem adotar filhos e ter acesso à maternidade de substituição (também chamada de barriga de aluguel). Pessoas LGBT+ no Canadá também contam com benefícios sociais e fiscais iguais, incluindo os relacionados a pensões, previdência e proteção contra falências.

Pessoas trans podem retificar seus documentos sem necessidade de cirurgia. Além disso, quem optar por fazer a cirurgia de redesignação pode utilizar o sistema público de saúde do país para isso. Desde 2017, pessoas não-binárias podem incluir suas identidades de gênero em seus passaportes.

As atitudes da população também mostram o porquê de o Canadá ser um dos países mais LGBT-friendly do mundo. Pesquisas apontam que 80% dos canadenses aceitam a homossexualidade. Outros estudos mostram que a maioria da população no país  concorda que casais do mesmo sexo devem ter os mesmos direitos parentais. Em abril de 2019, o governo canadense lançou uma moeda comemorativa (de um dólar) para comemorar 50 anos de descriminalização parcial da homossexualidade.

2. Malta

Pouca gente sabe, mas Malta tem sido há anos um dos países mais LGBT-friendly do mundo. Só na Europa, por exemplo, a ilha supera outras 48 nações em termos de políticas voltadas para a população LGBT+ e aceitação do estilo de vida, com mais de 65% dos malteses sendo a favor do casamento entre pessoas do mesmo gênero. Malta é um dos poucos países cuja constituição proíbe a discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero, inclusive no local de trabalho. 

Por lá, o casamento LGBT+ é legal desde 2017. Indivíduos e casais, independentemente da orientação sexual, têm os mesmos direitos de adoção, e lésbicas ainda contam com o direito a tratamento de fertilização in vitro. Homossexuais também servem abertamente nas forças armadas, mas ainda são proibidos de doar sangue. Em Malta, os direitos de transexuais e intersexuais estão entre os mais fortes do mundo. Lá, as pessoas podem retificar seus documentos legalmente, sem necessidade cirurgia.

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3. Suécia

A Suécia é conhecida como um dos países mais LGBT-friendly do mundo, principalmente quando se trata de direitos LGBT+. O país legalizou a atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo em 1944 e a união estável homossexual se tornou legal em 1995. Desde 2003, a Suécia permite que casais de gays e lésbicas adotem crianças e, em 2009, se tornou o sétimo país do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo gênero.

A Suécia também foi o primeiro país a permitir que pessoas trans retificassem a documentação após cirurgia de redesignação e fornece terapia hormonal gratuita desde 1972! Em 2013, o governo sueco aprovou a legislação que permite alterações legais de gênero sem necessidade de cirurgia ou terapia de reposição hormonal.

Além disso, pesquisas de opinião pública mostram que a grande maioria dos suecos apoia os direitos LGBT+. Um relatório do Eurobarometer de 2019 mostrou que 92% da população da Suécia considera que o casamento entre pessoas do mesmo sexo deveria ser permitido em toda a Europa.

4. Áustria

Os direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros na Áustria avançaram significativamente no século XXI. As uniões estáveis foram introduzidas em 2010, dando aos casais homossexuais direitos semelhantes aos do casamento. A adoção individual foi legalizada em 2013, enquanto a adoção conjunta foi permitida pelo Tribunal Constitucional da Áustria em 2015. Já em 2017, o Tribunal decidiu legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e a decisão entrou em vigor em janeiro de 2019.

O país, embora influenciado pelo catolicismo, tornou-se lentamente mais aberto em relação a leis e opinião pública sobre orientação sexual e identidade de gênero. Em junho de 2019, por exemplo, a ministra da Educação, Ciência e Pesquisa, Iris Eliisa Rauskala, se tornou a primeira chefe de ministério assumidamente homossexual.

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5. Argentina

A Argentina é número 1 entre os países mais LGBT-friendly da América Latina. E esse histórico de aceitação vem desde antes da colonização espanhola, uma vez que os indígenas mapuche e guarani reconheciam um “terceiro gênero” e tratavam cisgêneros, transexuais e intersexuais como iguais.

Na história moderna, a cena LGBT+ se tornou mais próspera no país após o processo de redemocratização, em 1983. Em 2010, a Argentina se tornou o primeiro país da América Latina (e o décimo do mundo!) a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, um marco para uma nação tão católica. 

Lá, a lei permite que casais do mesmo sexo adotem e casais de lésbicas tenham acesso ao tratamento de fertilização in vitro. As prisões também permitem visitas conjugais para prisioneiros LGBT. Além disso, os direitos dos transgêneros na Argentina estão entre os mais avançados do mundo. Graças à Lei de Identidade de Gênero, de 2012, as pessoas podem retificar seus documentos sem enfrentar intervenções médicas. 

No geral, a população é favorável à comunidade LGBT+ no país. A Argentina teve as atitudes mais positivas de todos os países latino-americanos na Pesquisa de Atitudes Globais de 2013 do Pew Research Center, com 74% dos pesquisados ​​dizendo que a homossexualidade deve ser aceita.

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Lucas Almeida

Lucas Almeida

Mineiro, jornalista e mestrando em Comunicação. Entusiasta de idiomas, viagens e cibercultura. Tem o sonho de mudar o mundo, uma pauta de cada vez.