Uma universidade renomada, no nordeste dos Estados Unidos… Por essas características, muita gente acha que o MIT teria tudo para ser parte da Ivy League. Mas por que, então, a vizinha de Harvard não é membro do grupo? Existem algumas boas explicações para isso. Confira quais são elas nesse texto!

Por que o MIT não é parte da Ivy League?

Primeiramente, é preciso entender exatamente o que é a Ivy League, um grupo composto por oito universidades privadas com sede na região nordeste dos Estados Unidos. As universidades que fazem parte da Ivy League são:

Todas as universidades que fazem parte da Ivy League são extremamente seletivas e bem conceituadas, mas essa não foi a motivação inicial por trás da associação dessas instituições.

A Ivy League (ou “Ivy Group”, como era chamada) se originou como um “consórcio atlético” na década de 1950, com a criação da NCAA, uma organização que regula os esportes universitários nos EUA

Com o passar dos anos, o nome passou a ser associado a prestígio, seletividade e pesquisa acadêmica, devido à reputação dos membros. Essencialmente, porém, “Ivy League” nada mais é do que um nome para esse grupo específico de escolas – só isso!

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Bandeiras das universidades da Ivy League (Kenneth C. Zirkel/Wikimedia Commons)

Mas e o MIT?

Embora o MIT e outras universidades (como Stanford e a Universidade Duke) sejam todas de prestígio e tenham altas classificações nos rankings, elas não são escolas da Ivy League simplesmente porque não são membros dessa associação. Mas claro, isso não impede que as pessoas pensem que elas são “Ivies” devido às suas muitas semelhanças!

No fim das contas, então, não importa a localização de uma universidade ou o quão prestigiada/competitiva ela seja, se ela não for uma das oito escolas listadas acima, então não é parte da Ivy League. No entanto, ainda existem alguns motivos que levaram a Ivy League a ter essas universidades, especificamente, como membros – e é aqui que o MIT não se encaixa. 

Por exemplo, as “Ivies” são mais antigas e voltadas para as Artes Liberais, e o MIT não. Sua natureza e modo de operação são bastante diferentes de qualquer uma das escolas da Ivy League. Para começar, o MIT é muito mais jovem: ele foi criado em 10 de abril de 1861. As universidades da Ivy League, porém, datam do período colonial norte-americano. Harvard foi fundada em 1636. Yale “nasceu” em 1701. Princeton foi fundada em 1746, e assim por diante. A única exceção, nesse caso, é a Cornell, que foi criada em 1865.

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A Cornell é a mais nova das instituições da Ivy League (David Yu/Pixabay)

Além disso, o foco do MIT é a Ciência e a Tecnologia, o que o distancia das universidades da Ivy League, que costumam oferecer especializações em diversas áreas do conhecimento. É importante ressaltar, no entanto, que por mais que foco do MIT seja na área de STEM, ele não se restringe a isso. De qualquer forma, a “filosofia educacional” das universidades que fazem parte da Ivy League é diferente da do MIT.

O número de alunos admitidos por ano é outra área que distancia o Massachusetts Institute of Technology das Ivies. Enquanto a Cornell, por exemplo, admite mais de 6 mil estudantes todos os anos, a média do MIT é muito mais baixa: cerca de 1.500. Além disso, as universidades da Ivy League recebem muito mais aplicações do que o MIT.

Por fim, há outra razão interessante pela qual o MIT não faz parte da Ivy League. A instituição não oferece títulos honorários a ninguém. O que isso significa é que, se você deseja obter um diploma do MIT, não só precisa se matricular, mas também fazer o curso completo. Isso não acontece nas universidades da Ivy League, que dão títulos honorários àqueles que consideram dignos de tal reconhecimento.

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MIT (Brian C. Keegan/Wikimedia Commons)

Intercâmbio com a UDI

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Lucas Almeida

Lucas Almeida

Mineiro, jornalista e mestrando em Comunicação. Entusiasta de idiomas, viagens e cibercultura. Tem o sonho de mudar o mundo, uma pauta de cada vez.